quarta-feira, 20 de agosto de 2014

2014.04.12/13 - Fim de semana por Fátima

Na continuação dos nossos passeios mensais, fomos até Fátima. E porquê Fátima, perguntam vocês? Como cada maluco tem a sua ideia, a nossa é de que cada vez que temos uma viatura nova, passamos com ela em Fátima – não que sejamos católicos praticantes, mas pelo sim, pelo não, mais vale prevenir. Como temos a Gabriela, perdão, um Mini de 1982, recentemente adquirido à minha irmã e que sempre foi uma carro da nossa família, lá tínhamos um bom motivo para ir passear até Fátima. Como somos sortudos, eis que muito perto da data da ida, somos brindados, com uma bênção dos Minis, organizada pelo Clube Mini de Portugal, do qual a Gabriela faz parte, no dia 13 de Abril…..em Fátima!! Melhor seria impossível, até porque já havíamos previamente reservado esse fim de semana, para a grande passeata com o Mini (para um carro de 32 anos, ir a Fátima, já é uma aventura).
No sábado dia, 12, levantamo-nos fresquinhos, um belo duche, malinha feita, chave na ignição; chave na ignição…..ups!; chave na ignição……e a magana não quis trabalhar. Ainda tentamos alguns truques, mas a mesma disse que não trabalhava e então resolvemos não arriscar. A ideia era ser um calmo fds, de preferência indo e voltando na mesma viatura. Como devem imaginar, bufei, disse 427 palavrões (mais coisa, menos coisa) e fui perguntar se a Sigonha (Honda Varadero, para os mais distraídos) nos levava a Fátima. Ela saltou do seu descanso central e disse: buga!!.
Assim com um atraso de mais de uma hora saímos para o nosso destino, de uma forma tranquila, pela EN118, passando por Benavente, Salvaterra de Magos, Benfica do Ribatejo, Almeirim…..umh!! Almeirim, tem sopa da pedra e esta história da ignição do Mini, além de me irritar…deu-me uma fome, do tamanho da raiva (e da tristeza), pelo que decidimos ir almoçar ao Pinheiro – para nós o melhor restaurante de Almeirim. Mas como um azar não vem só, estava fechado, pelo que descemos um pouco a rua e fomos ao David Parque, onde nunca tínhamos ido. Foi uma agradável surpresa, pelo serviço a bela sopa da pedra e uma deliciosa açorda de camarão, com vinho da casa, café e uns queijinhos frescos de entrada, tudo por 19,20€. Será uma bela alternativa ao Pinheiro.
Arrancamos calmamente, seguindo por Santarém, apanhando a EN3, em direcção a Alcanena, onde fizemos uma paragem obrigatória na Igreja onde nos casamos em 1994. Tempo de matar saudades, passar pela enorme casa onde vivemos e que boas recordações nos deram. Seguimos caminho, embrenhando-nos pela serra de Aires e Candeeiros, em direcção a Fátima, onde chegamos cerca das 17h. Fomos directos ao belo hotel que nos esperava: Hotel Estrela de Fátima, mesmo em frente da Basílica. A recepção, foi super agradável, explicando-nos tudo e entregando-nos os vouchers para a visita às grutas da moeda (que ficaria para o dia seguinte). Ao chegarmos ao quarto, deparamo-nos com uma bela garrafa de frisante rosé e um apetitoso prato de fruta fatiada. Que belos miminhos. Depois de arrumar a Sigonha na garagem (neste primeiro dia rolamos 131 kms), ainda demos uma pequena volta pelo Santuário e sua envolvente, mas decidimos voltar ao quarto, para degustar a fruta e o vinho e descansar.
Pelas 20.30h, dirigimo-nos ao restaurante, onde nos serviam o jantar (incluído no pacote do hotel, mas sem bebidas). A sala estava cheia e como não tínhamos feito reserva (tinham-nos dito na recepção, que não era necessário), ficamos quase uma hora à espera de jantar. Como detesto esperar para comer, fomos dar um pequeno passeio a pé, para abrir o apetite. Quando regressamos, forma muito atenciosos, pela nossa paciência e deram-nos uma boa mesa. O jantar era buffet e foi muito agradável, regado com uma com um tinto da casa Ermelinda de Freitas, Quinta da Mimosa. Depois de jantar tempo de ir desfrutar do Santuário by night. Foi muito giro, a noite estava fresca, mas suportável, com algum nevoeiro, o que permitiu belas fotos.
No domingo, acordamos com um belo sol e depois do pequeno-almoço, demos uma última caminhada, antes de rumar às grutas da Moeda. Ainda passamos pelo hotel onde estavam os minis (que pena….). Na chegada às grutas que distam cerca de 2 kms de Fátima, tivemos oportunidade de entabular conversa com garbosos proprietários de minis, que lá estavam, tendo sido um momento agradável de troca de experiências, viagens e vivências. O guia que nos levou pela visita que dura cerca de 40mns, foi excelente: simpático, conhecedor e com uma capacidade de nos entusiasmar por esta beleza natural, que é propriedade privada, muito bem cuidada, embora com alguns artificialismos, que se entendem, pelo prazer e emoção que nos proporcionam. Excelente jogo cromático, que nos entusiasma. O guia no final ainda nos ciceroniou, extra visita, pelo Centro de Interpretação Cientifico-ambiental, extremamente rico e bem organizado – embora estivesse fechado ao público para reorganização. No final tempo para comprar uma garrafa de abafadinho local. O regresso foi feito bem pelo interior da serra em direcção, passando por Alqueidão da Serra, Porto de Mós, Alcaria, Alvados, Mira de Aire e Minde. Como o estômago já dava horas, decidimos para perto da Zibreira, no Cabaças, que nos serviu um belo almoço. Um agradável espaço, com um toque gourmet, serviço simpático, umas entradas muito apetitosas, rebatido com sopa e frango na brasa (à moda da Guia). No final um café, tudo por 24,99€.

Já orientados para o regresso a casa, pedimos ao GPS, por nos levar por calmo caminho. E não é que ele nos fez a vontade? Uma “estradinha bem de interior” fabulosa e pitoresca, que nos levou por São Vicente do Paúl, Vale de Figueira, vindo terminar na ponte antiga de Santarém, na EN114. Depois foi o habitual trajecto até Santo Estêvão, tendo no total dos dois dias percorrido 270Kms. Significa que gastamos cerca de 16lt de combustível, as refeições mencionadas e o voucher da Groupon, que incluía dormida, jantar e entrada nas grutas, tudo por 59€ (mais 18,80€ de extras no hotel). Foi um fds 3B´s (bom, bonito e barato). Até breve, num passeio perto de si.
A memória fotográfica está em:

quinta-feira, 5 de junho de 2014

2014.03.29/30 - MOTO-RALI VINHAIS (MOTOCRUZEIRO)


Para fazer este moto-rali até Vinhais, percorremos 1.121Kms, que nos levaram a uma zona muito bonita, num autêntico moto-gastronomia (esqueçam lá o moto-rali), simpáticamente organizado pelo Miguel do Motocruzeiro de Bragança e a sua dedicada equipa.
Para narrar o passeio socorro-me da prosa, muito bem escrita pelo Pai (Ernesto Brochado da FMP):
Sob a batuta do esforçado Miguel Sampaio, 37 equipas de todo o país, constituindo um animado de grupo de cerca de 60 mototuristas, deliciaram-se pelos soutos e carvalhais do Nordeste Transmontano. E regressaram deste fim de semana de 29 e 30 de março de barriga cheia de paisagens e… presunto, alheira, chouriça, queijo, carne…
Para o Guinness… à mesa
De facto, o que faltou em surpresas organizativas, cuidados e requintes mototurísticos, pormenores de road-book ou interpretação da paisagem, encarnação das gentes, usos e costumes, etnografia e arquitectura tradicional, entre muitos outros items desta tão querida actividade motociclística, sobejou em comida e mais comida, algumas das vezes servida em bonitos ambientes de aldeias transmontanas.
Pouco após a partida da sede do MotoCruzeiro, no sábado de manhã (um dia muito tristonho, por sinal mas que nunca beliscou a disposição dos participantes), os mototuristas começaram-se a aperceber da incrível simplicidade do road-book, do quão naif eram os “controladores” mas que, em contrapartida, de 30 em 30 minutos havia paragens para comer, de aldeia em aldeia. Foi assim todo o santo sábado que, para além do almoço e jantar, teve mais 5 lanches! Ou seja, se contarmos com o pequeno-almoço, neste dia tivemos 8 (!) refeições!
Moto-rali em caravana
Então o que aconteceu? Os participantes, de muitos motoclubes, mudaram o chip, alhearam-se das poucas e fáceis perguntas colocadas, esqueceram tempos, difíceis de cumprir devido aos atrasos causados pela comida que ia aparecendo à mesa para surpresa até do próprio clube organizador, juntaram-se em grandes grupos e foram gozando as fantásticas estradas de Montesinho, esquecendo autenticamente o facto de estarem num moto-rali pontuável para o troféu FMP.
E assim foram felizes no fim de semana.
O tempo chuvoso não ajudava à fotografia, mas os rijos e escarpados vales do Rio Rabaçal ficaram na retina de todos. Encostados à fronteira espanhola, os motociclistas conheceram excelentes estradas, novas ou arranjadas, que quebram agora o isolamento de aldeias como Casares, Espinhosela, Parâmio, Tuizelo, Santalha, Gestosa e Lomba, Dine, Fresulfe e Mofreita. Isto só para referir as cujas Juntas de Freguesia apoiaram o evento.
A maioria são terras belíssimas onde já se começa a recuperar a varanda, a fachada, o portão tradicional em contraponto à descaracterização que sofreram em décadas idas. Combatendo a desertificação, jovens voltam e apostam no turismo, recuperando casas e aldeias e deixando nos mototuristas a vontade do regresso, mal possam.
Foi isto a mais valia deste moto-rali.
Soltem o javali
Mas houve mais.
Após um sábado em que a organização narrou uma data de lendas locais, dando ideia de que este moto-rali se poderia chamar “As Mouras de Bragança”, o domingo trouxe ensinamentos:
a comprida, interessante e divertida visita guiada ao Parque Biológico de Vinhais mostrou a fauna e flora local e a importância de não causar desequilíbrios no sempre frágil ecossistema que nos rodeia, tão importante para o bem estar da humanidade. Passa-nos pela cabeça ir praticar mototurismo em zonas industriais e rios poluídos?
O Parque Biológico de Vinhais é uma obra inspirada no seu congénere de Gaia, mas com as adaptações próprias para Trás-os-Montes. Inclusivamente tem casinhas de madeira para receber o visitante. E foi aí que dormiu metade da caravana, entre javalis e corços. Um luxo, adormecer ao som da coruja-do-mato.
O domingo ainda traria outra surpresa: a Lorga de Dine, uma gruta natural habitada por antepassados e agora por morcegos incomodados pela nossa presença nas imediações desta bonita aldeia transmontana.
Resumo: grande passeio pelo Parque Natural de Montesinho. Regressamos a casa mais gordos e satisfeitos. Para o ano lá estaremos novamente, mesmo sabendo que o MotoCruzeiro não vai evoluir em nenhum aspecto organizativo. Deixem-se estar assim que tem clientela!
No pódio final, em Mofreita, Fernando e Carla Silva regressaram às “vitórias”, secundados pelo Tomás Reis e Marco Dias, graças à tentativa de regularidade entre tanta comida e com muita sorte à mistura devido às constantes alterações de horários.
As fotos do evento podem ser todas vistas em:

https://plus.google.com/photos/117846960715278019029/albums/6021371674849894129?authkey=CJCuirqg39b9cA

terça-feira, 22 de abril de 2014

2014.03.01 - Mina de São Domingos

Este passeio era suposto ser com a Sigonha (Honda Varadero), mas devido a arreliador toque no fds passado em Alcochete, que lhe danificou o radiador e um pouco da carenagem, teve que ficar no Sr. Doutor J  Assim viemos com a Núria (Renault Megane). Por um lado acabou por ser mais confortável, pois estava chuvoso, ventoso e frioso (existe esta palavra?). Saímos calmamente, sempre em EN, seguindo por Vendas Novas, Montemor, onde tomamos um pequeno-almoço no Intermarché (mas muito desagradável, pela qualidade e pela proximidade da porta), Évora, Portel, até à primeira paragem na barragem do Alqueva. A barragem estava cheia, mas o frio e o vento imperavam. Dali seguimos em direcção a Moura, uma terra que adoramos, pelos momentos que os amigos do Moto clube local, sempre nos proporcionam e onde nos estreamos nas lides mototuristicas. Como já não era cedo, decidimos almoçar por aqui. Sem referências,
encontramos a Chaminé e em bom momento escolhemos. Um simpático e agradável restaurante que nos proporcionou um bom repasto, com uma deliciosa entrada, bacalhau à brás para mim e gratinado para a Ana, molhado com um tinto da Quinta da Tomina e rebatido por uma deliciosa aguardente Herdade dos Machados. Preço justo (35€) por uma boa refeição, servido num sítio muito agradável e com um serviço eficiente. Passamos pela sede do MC mas estava fechado…deviam estar na sesta. Seguimos viagem, apreciando a bucólica paisagem alentejana, com as suas cores fortes, em direcção a Pias, onde fotografamos mais um apeadeiro de uma linha ferroviária abandonada. Continuamos viagem, passando pela ribeira de Enxoé, Serpa, em direcção ao Pulo do Lobo (lado este). O curso de água estava bem forte, o que proporcionou excelentes imagens – embora tivesse começado a chuviscar e a ficar nevoeiro. Com a tarde a escurecer, era tempo de seguir até Mina de São Domingos, onde íamos pernoitar no Hotel São Domingos, excelente edifício recuperado do complexo mineiro de Corte Pinto. Era o edifício dos Ingleses, da direcção e que agora é um simpático hotel, carregado de história, com uma parte nove e uma piscina exterior. Neste primeiro dia percorremos 262Kms, com uma média de 63kms. Jantamos no hotel, mas desiludiu. Muita parra e pouca uva, com um serviço mediano. Valeu o ambiente, onde se destacava um antigo fogão a lenha, impecavelmente recuperado.

No Domingo, começamos o dia com um bom pequeno-almoço, seguido de uma sessão de fotos ao hotel, para mais tarde recordar. O dia continuava cinzento, mas sem chover…para além de uns salpicos esporádicos. Demos um pequeno passeio por Mina de São Domingos, incluindo a sua igreja e a bonita praia fluvial, bem cheia de água e motorhomes, quase todas elas de estrangeiros. Já dei uns belos mergulhos nesta praia no passado e é excelente. Depois fomos até Corte do Pinto (isto em brasileiro, é motivo de risota…rsrsrsr), seguindo depois até ao Pomarão,Clubefashion, que incluía o jantar (sem bebidas, que custaram um extra de 8€), que custou 63,50€. Foi um tranquilo passeio, por zonas muito bonitas. Valeu!!
que era onde os Ingleses faziam a mudança do comboio para os barcos, que levariam o minério até ao fim do Guadiana e depois para Inglaterra noutros barcos maiores. É um bonito local, com o Guadiana, como palco, com uma enorme estrutura do guindaste, mas que ainda está carregado de simbologia. Começamos o nosso regresso, passando e parando em Mértola, que está muito gira e bem-apessoada, com um enorme monumento dedicado à capital nacional da caça. Decidimos reabastecer a Núria e quando estávamos de saída da bomba, passa por nós um simpático casal numa VFR amarela…era o Luis Galego e a sua mulher; o mundo é mesmo pequeno e serviu para dois dedos de conversa, com estes amigos de Sintra. Seguimos depois pela EN 122, em direcção a Beja, onde pensamos almoçar, mas sem sucesso. Resolvemos continuar na busca de um restaurante simpático. Passamos por Ferreira do Alentejo, mas não descobrimos nada. Decidimos seguir pela EN2, em direcção ao Torrão e em boa hora decidimos, porque ao passarmos em Odivelas, descobrimos a Albergaria o Gato, que mesmo cerca das 15h, nos serviu um belo repasto no restaurante, sem pestanejar (e ainda chegaram pessoas depois de nós e todas foram recebidas com um sorriso). Por cerca de 29€, tivemos um belo queijo de entrada, uma deliciosa carne de porco à alentejana, sobremesa, café e um jarro de vinho tinto. Ainda compramos uns roupões da albergaria; e sabem porquê? Albergaria nossa, dos Gatos…eheheh. Depois deste belo almocinho viemosvia Alcácer do Sal, Águas de Moura, Pegões e Santo Estêvão. Percorremos no total 523kms, a uma média de 65kms (sempre em EN) tendo consumido cerca de 25lt de gasóleo. Para o alojamento usamos um voucher do Clubefashion, que incluía o jantar (sem bebidas, que custaram um extra de 8€), que custou 63,50€. Foi um tranquilo passeio, por zonas muito bonitas. Valeu!! As fotos estão neste link:

https://plus.google.com/photos/117846960715278019029/albums/6004935212056010401?authkey=CICm9IyN6K6DQw

sábado, 19 de abril de 2014

2014.02.03 - Terrugem / Belém, Lisboa / Alcochete

Os amigos dos Motards do Ocidente propuseram-nos o seu 1.º Passeio do ano, uma calma voltinha com ponto de encontro na Terrugem, visita ao Museu da Marinha em Lisboa e terminar em Alcochete, para almoço e convívio com os amigos do Grupo Motard do Convento de São Francisco, Alcochete. Estando o desafio aceite, saimos cedinho em direcção à Terrugem, numa tranquila viagem com um solinho radioso, embora com temperaturas baixas.
Na Terrugem, encontramos um animado grupo, com vontade de "mototurismar". Foi-se juntando um grupo razoável em quantidade, mas superior em alegria, boa disposição e camaradagem. Foi tempo de degustar um pequeno almoço caseiro, uma vez que foi todo produzido pelos sócios dos Motards do Ocidente.
Já com os estômagos mais reconfortados, foi tempo de arrancar em caravana, calmamente até Lisboa, rolando pela Serra de Sintra, Guincho, Cascais, seguindo depois pela marginal até Lisboa, para arrumarmos as meninas no parque interior do Museu da Marinha.
Ao Museu veio juntar-se outra caravana oriunda dos companheiros do Convento de São Francisco, para a visita conjunta. Já à muitos anos que não visitava este Museu e foi uma agradável redescoberta. Excelente e grande espólio sobre o tema náutico, com grande amplitude temporal, muito bem conservado. Depois de uma introdução inicial, por um elemento da Policia Maritima, cada um teve a liberdade de andar por onde desejou e demorar-se onde mais lhe agradava. Aliás na parte final foi visível a dificuldade em reunir a malta para sairmos, novamente em caravana, para o Samouco, onde nos esperava, diante de uma bela paisagem, um choquinho frito. Foi um almoço rodeado da habitual galhofa, tendo terminado com algumas mensagens do Presidente Pedro Alves e a apresentação do próximo passeio, com carácter solidário.
Depois houve uma pequena passeata por Alcochete, tendo terminado em São Francisco, na bonita e confortável sede dos amigos do Convento.
Regressamos na companhia do Pedro Morais e da Milai, que seguiam para Arrão, Montargil. Foi um passeio muito tranquilo, não fosse ter amachucado um radiador, ao fazer uma manobra estúpida: estacionar em frente a um pilarete metálico, mais baixo que a dianteira da mota - imginam o que aconteceu quando saí...consegui enfiar o pilarete ente a a barra de protecção e o quadro, "dobrando" o radiador do lado esquerdo. Nada de muito grave, que não originou queda e permitiu regressar com a mota a casa, mas vai obrigar à sua substituição, por precaução. Andamos cerca de 200kms e que teve um custo de 14€ por pessoa, com o almoço incluído. As fotos do passeio, podem ser todas vistas, atarvés deste link:

https://plus.google.com/photos/117846960715278019029/albums/6004124733600025681?authkey=CIbNrJavyOKRdQ


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

2013.06.07_10 - 15.º Lés-a-Lés (Fafe-Castelo de Vide-Aljezur)


Aqui está o resumo da presença no 15.º Lés-a-Lés, a nossa quinta participação neste evento, que este ano ligou Fafe a Aljezur, com descanso em Castelo de Vide. No total, desde que saímos e regressamos a casa, percorremos 1.724 Kms, a uma média de 61 kms/h. Foram 28:10h de condução. Mais uma excelente aventura, entre amigos e motas, bem pelo meio de Portugal. No dia 7, saímos de casa cedinho, para parar em Benavente, para atestar a Sigonha e juntar à companhia, o Jorge Costa, para rolarmos juntos até Tomar, onde nos juntaríamos ao Fernando Silva e ao Pedro Amorim. Escolhemos um itinerário muito alternativo, que a seguir a Alcanena, nos fez passar num sítio em que voamos num ressalto do pavimento, que até deu para abrir a top-case. Depois de refeitos do susto, lá continuamos, sendo que era giro como dois GPS´s Garmin, com as mesmas definições e com o mesmo destino, nos mandavam para sítios opostos. Chegamos a Tomar, um café e lá voltamos ao caminho, quando começou a chover a sério. O próximo destino era o almoço na Mealhada, no Rocha. Optamos por seguir pela A13, mas desencontramo-nos e ficamos em 2 grupos. Mas chegamos ao Rocha, quase ao mesmo tempo, mas não havia leitão…eheheh. Rápida discussão e seguimos para o Pic-Nic, na EN. Entretanto juntou-se o João Moreira. Comemos (nada de especial) e seguimos viagem, até parar na área de serviço de Santo Tirso, na A3, para tirar os fatos de chuva, que entretanto tinha aliviado. Viagem tranquila até Guimarães onde pernoitamos. Tivemos um belo jantar na Cervejaria Martins, bem no centro, na Praça do Toural, para no dia seguinte começarmos de manhã com as verificações técnicas, no jardim central de Fafe, cheio de gente animada e bem disposta, mesmo com a chuva miudinha. É um momento de encontro com os amigos e fomos muito bem recebidos pelas pessoas de Fafe. Depois de tudo verificado, autocolantes metidos, road-book colado, foi tempo de sair com o parceiro João Moreira e os restantes “Varaderos” para o prólogo, denominado “Com Fafe ninguém Fanfe”, com 49,3 Kms de extensão, que nos levou a passear por esta sala de visitas do Minho, com uma inesquecível passagem nos famosos troços do rally de Portugal…quem não se recorda de Fafe Lameirinha e dos seus saltos? J Foi uma bela passeata, para aquecer os motores e preparar o dia 1 do LaL. O almoço foi em Travassós, no restaurante de estrada, Fogo Mágico, que nos proporcionou um momento de descanso, entre uma comidinha razoável. Pela noite, descansamos em Guimarães novamente e no dia 9, pelas 6h lá estávamos em Fafe, na partida. O dia estava chuvoso e cinzento e assim, se haveria de manter durante quase todo o dia, o que limitou o prazer desta bela tirada até Castelo de Vide, com 451,4 Kms. Fomos rolando a um ritmo baixo, o piso estava escorregadio e com muito nevoeiro. Tivemos a oportunidade de passar em sítios fantásticos e belos, bem ao estilo do LaL: aldeias perdidas, serras com vistas deslumbrantes, passagens para ver os lugares de uma maneira diferente, sempre com o toque da história e da cultura – Amarante, Ester de Cima, termas de São Pedro do Sul, Vouzela, Cova do Lobisomem – onde os amigos dos Motogalos, nos quiseram comer com os seus simpáticos monstros, até ao Caramulo, onde tivemos a primeira grande paragem, para visitar o Museu Automóvel – fabuloso, quer na qualidade, quer na variedade, mas acima de tudo na qualidade da conservação. Parabéns aos irmãos Abel e João Lacerda. A paragem seguinte foi para almoçar, uma bela pratada de grão com carne, na antiga estação de comboios de Tondela, tendo agora a linha sido substituída por uma ecopista, com 50 kms, que liga a Viseu e Santa Comba Dão. Arrancados daqui, passamos Santa Comba Dão e quando entramos na EN17, estrada das Beiras, paramos para a cafezada. Daqui seguimos para Góis, onde nos esperavam umas belas cerejas, para degustar junto ao rio. A diferença desta bela localidade, agora e no fds da concentração. Seguimos para Alvem, Aldeia da Pena (inserida na rede das Aldeias de Xisto). Depois foi começar a galgar um trilho de terra, com 6 kms (com lama mousse) até ao cume da serra da Lousã. Para piorar, estava um nevoeiro cerrado em algumas zonas, chuvinha e frio. A partir daqui e com o tempo a melhorar tivemos a oportunidade de desfrutar do passeio que nos levaria até ao Picoto da Melriça – o centro de Portugal, junto a Vila de Rei, tendo passado ainda pela barragem da Bouçã. A paragem seguinte já foi em Aboboreira, para serrar o tronco. São uns malandrecos estes ideólogos do LaL. Depois seguimos até Mação, para o apetitoso lanche com belo presunto e o bolo de anos do João Pimentel, trazido pela Carla Silva. A seguir passando pelas barragens de Pracana, Fratel, Poio e Póvoa e Meadas, foi sempre a rolar até Castelo de Vide onde chegamos pontualmente, perto das 19h, ou seja com 13h de mota…é obra. Ficamos alojados na Casa do Parque, bem no centro de Castelo de Vide. É uma residencial simpática, mas com uns donos complicados. Jantamos lá um belo bacalhau à brás. Durante o jantar fomos surpreendidos com um telefonema do Pedro Amorim, que estava com uma fuga no radiador, provocada por fricção da carenagem. Quando chegamos ao pé deles (estava com o Jorge Costa), estava a Vara toda desmontada e o Pedro estava “descoroçoado”. Mas o espirito da família motard funcionou. Alguém tinha arranjado um tapa-fugas, mas estava em Portalegre. Lá fomos nós, a Portalegre buscar a embalagem milagrosa, enquanto eles foram tomar banho e jantar. No regresso, ao som de uma excelente banda cover dos Pink Floyd, foi só colocar o liquido e voltar a pôr as carenagens..et voilá! Funcionou e aguentou até ao fim. Depois foi dormir, porque no dia 10, a partida estava marcada novamente para as 6h, para irmos até Aljezur, numa ligação de 516,5Kms.
Ao fim de 27 kms, estávamos a entrar em Espanha, para saudar os nuestros hermanos. Foram cerca de 15 kms, para fazer a ligação, pelo estrangeiro, a Arronches. Mais adiante, Barbacena, onde nos esperava mais um controle desta vez com os Motards do Ocidente. Em Elvas, fomos surpreendidos pelas comemorações do 10 de Junho, que nos obrigou a inventar um caminho para seguirmos para Juromenha, onde fomos controlados, por umas belas “damas” do MC Porto. Tempo ainda para umas fotos no castelo da Juromenha. A seguir, sempre rolando pelas rectilineas estradas alentejanas, fomos até Rosário, onde tivemos oportunidade de visitar a “venda” do café Perdigão. Fabuloso monumento às lojas que tudo vendem e até o cabelo cortam. Continuando a rolar por rápidas e boas estradas junto ao grande lago, passamos por Motrinos e paramos em Corval, terra de olaria, mas também conhecida pela peculiar Rocha dos Namorados. Antes do almoço em Portel, ainda fizemos um pequeno circuito ao seu redor, para conhecer Monte do Trigo, Oriola e Santana. Finalmente o almoço em Portel, onde mais uma vez fomos muito bem recebidos e alimentados. O café foi tomado 40 kms depois em Beringel. Estava na hora de rolar novamente, em direcção ao destino final e ainda faltavam uns kms. Seguiu-se Mombeja, Ervidel, Castro Verde, Almodôvar (já em plena EN2), onde paramos para visitar uma exposição da antiga JAE e dos seus cantoneiros. Muito curiosa. Continuando, por Azinhal dos Mouros, ribeira do Tarilhão, Pico do Um, Brunheira e ribeira da Azilheira, onde numa passagem a vau, os amigos do MC Albufeira, nos receberam com toda a imaginação, que até meteu um submarino. Pouco depois atravessando o IC1, seguimos para Monchique, descendo de seguida para a ribeira de Seixe, onde paramos para descansar e pregar umas partidas aos outros motards, simulando um controle secreto…ahahahh! Estávamos quase, mas ainda tivemos um belo troço de terra até Odeceixe, seguindo-se Maria Vinagre, praia da Amoreira, com passagem pelo castelo de Aljezur, Monte Clérigo, Arrifana e finalmente o palanque final em Aljezur. Depois das fotos da praxe, um merecido jantar, seguido de regresso a casa. E assim terminou mais um passeio mor do mototurismo nacional, sob a égide da Federação de Motociclismo de Portugal. As fotos estão todas em:
https://plus.google.com/photos/117846960715278019029/albums/5964252927528643489?authkey=CLfP8de184rk1AE

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

2013.12.21/22 - Passeio pela Costa da Caparica


COSTA DA CAPARICA

A HISTÓRIA
A Costa da Caparica é cidade desde 9 de Dezembro de 2004, tendo sido elevada a vila em 1985, situada na freguesia do mesmo nome (desde 1949), concelho de Almada, distrito de Setúbal (?). Tem 11.708 habitantes, a que se adicionam na época balnear cerca de 35.000 visitantes. Está situada a sul de Lisboa, com acesso pela Ponte 25 de Abril, a uns escassos 15 mn de viagem (15 Kms). Está situada na orla costeira e é em grande parte resultado de um recuo do Oceano, “entalada” entre a escarpa (Arriba Fóssil da Costa da Caparica) e o mar, resultante daquele abaixamento progressivo. É a maior praia contínua do país, com uma extensão de aproxidamente 30 kms, entre a margem esquerda do Tejo e a Lagoa de Albufeira.
A ORIGEM DO NOME
Conta a lenda, que numa pequena povoação risonha e sobranceira ao mar, a meio caminho entre Almada e o Oceano, por cima da falésia ao Sul do Tejo, vivia uma pobre velhinha esfarrapada e com um corpito magro diminuido pelos anos. Arrastava-se com dificuldade envolta na sua capa remendada num xadrez caprichoso e multicolor. Chamavam-lhe bruxa e avarenta, sendo com frequência escorraçada e recusavam-lhe a esmola com enfado, sendo suposto possuir muito dinheiro escondido não se sabia onde, tendo vivido anteriormente com abastança e que possuía bens segundo a descrição da vizinhança. Nunca faltou à missa, caminhando entre montes e vales, ficando encolhida a um canto, embrulhada na capa a pesar-lhe sobre os ombros. Ao voltar, devagar e vergada com o peso dos anos, seguia pacificamente pedindo, pedindo sempre. Estranhando a sua prolongada ausência, as gentes do lugarejo foram á sua humilde cabana, onde a encontraram morta e o seu corpito envolto na sua capa. com admiração de todos, a seu lado encontrava-se uma carta para EL-Rei. Perante surpresa do soberano, a pobre velha legava-lhe a capa, mediante promessa de se proceder à construção duma Igreja no povoado. Surpreendido com o peso da oferecenda, este mandou rasgá-la, começando a cair do seu forro uma grande quantidade de dobrões em ouro. Depois do desejo cumprido, ainda sobrou fortuna, daí terem surgido várias povoações com o sobrenome de CAPA-RICA.


PROGRAMA
10.00 – Costa da Caparica – Mercado
10.30 – Costa da Caparica – Passeio, incluindo paredão, Igreja Matriz, Rua dos Pescadores
12.30 – Fonte da Telha - Almoço
14.30 - Fonte da Telha - Centro de interpretação da Arriba Fóssil
17.30 – Costa da Caparica – Hotel Meliã Capuchos – Entrada
18.30 – Costa da Caparica – Hotel Meliã Capuchos – Massagem
21.30 – Costa da Caparica – Hotel Meliã Capuchos – Jantar de sushi
09.30 – Costa da Caparica – Hotel Meliã Capuchos – Pequeno almoço
10.00 – Miradouro e Convento dos Capuchos
11:00 – Costa da Caparica – Passeio matinal
12.00 – Cova do Vapor
12:30 – Trafaria – Almoço
12:30 – Almoço
15:00 – Costa da Caparica – Flash Mobs de Natal (grupo de danças de Natal)

COMO CORRREU
Os Motogatos voltaram à estrada, para um passeio de fim de semana até à bela cidade da Costa da Caparica e as suas envolventes. Saímos de casa cerca das 9h, com 0º….vida de motard é dura J, rolando calmamente até à Costa da Caparica, usando a A33, saindo em Coina pela EN10, até Almada e a partir daí usando o IC20 até ao destino, onde chegamos cerca das 10h. Paramos junto ao típico mercado, bem no centro da Costa, na Praça da Liberdade, onde tomamos um normal (segundo) pequeno almoço, mais que tudo para reaquecer as “manitas”, que estavam um pouco congeladas. Depois de aquecidos, fomos passear pela cidade, começando pelo mercado, pequeno, mas simpático, limpo, arrumado e cheio, onde se poderam tirar umas coloridas fotos (pena ainda não terem cheiro). No exterior estava uma exposição / feira de Natal, simpática. De seguida subimos pela famosa Rua dos Pescadores, que corta a Costa em direcção ao mar. Hoje está cheia de lojas de orientais e bancas de rua, como coloridos gorros e lãs, comercializados por simpáticos e humildes equatorianos. No final da rua, batemos de frente com o mar que estava pujante de ondulação, não só na linha de costa, mas também ao largo – que ao final do dia haveria de vitimar 6 pescadores, infelizmente. O paredão, após o programa pólis, está habitado pelos típicos bares e restaurantes da Costa, com destaque para o “Barbas”, com 3 pavilhões, cada um com conceitos diferentes, o Carolina do Aires ou o Dragão Vermelho. O paredão estava, como de costume muito movimentado, com faunas distintas, mas realce para a simpática colónia brasileira que vive na Costa. Subimos o paredão para Norte e saímos no enfiamento da Avenida 1.º de Maio, para ir visitar a Igreja Matriz, com traça rectílinea e simples, sem grandes adornos no seu interior. Seguimos, em direcção à avenida principal da Costa, que recebe o tráfego vindo de Lisboa/Almada e dá acesso à Trafaria (Norte) e Fonte da Telha/Praias (sul). Depois deste passeio pedestre, voltamos ao mercado, para montar a Sigonha e seguir até à Fonte da Telha, dando ainda algumas voltas pelas ruelas da Costa.
Chegados à Fonte da Telha, sem ter feito qualquer paragem pela correnteza das belas praias a Sul da Costa (Rainha, Rei, Morena, Pescadores, Riviera, 19, entre outras), deparamo-nos com as típicas casas piscatórias deste aglomerado, arrumado entre a Mata dos Medos e a sua arriba e o mar. Estamos a falar de uma linha de casas, com cerca de 2000mts, para cada lado, paralelas ao mar, tendo no seu centro um largo com diversos restaurantes. Depois de uma volta para cada lado o apetite e o cheiro a carvão, levou-nos a subir até à agradável esplanada situada no 1.º andar do “Aqui peixe e companhia”, onde degustamos uma honesta e saborosa posta de peixe-espada. Para sobremesa, veio uma original maçã assada, envolta em massa folhada (e esta hem!?!?!?). Serviço simpático e rápido. Ficou-nos na ideia o arrozinho de polvo – mas fica para a próxima. O repasto, com vinho, entradas e café, ficou por 32,55€, com a magnífica vista para a praia incluída, com visão desde o cabo Espichel até à Costa do Estoril.
Depois de almoço subimos a rampa de saída e estacionamos, junto à entrada da Mata Nacional dos Medos, para dar um passeio pedestre de 1 hora e pouco, conforme descrição no programa do passeio. Andamos mais que os 2 kms previstos, porque a meio do passeio, lembrei-me que a chave tinha ficado na ignição (imaginam a cara da “pendura”…ahahaha). Depois da passeata a pé, montamos a Varadero e usando a estrada da Charneca da Caparica, fomos até aos Capuchos, onde chegamos com o sol a pôr-se no horizonte, para pernoitar no Hotel Meliã Aldeia dos Capuchos, situado no cimo da arriba da Costa e com uma localização visual privilegiada. Para esta estadia tínhamos um voucher da Goodlife, no valor de 149€, que além de uma noite de dormida, incluía 2 massagens de relaxamento (30mn), que foram muito boas e um jantar de sushi (que estava delicioso). Serviço impecável, embora o hotel, sendo novo, a necessitar de algumas reparações. Tivemos acesso à piscina interior aquecida e o SPA. A Sigonha dormiu na garagem coberta.
No Domingo, acordamos com outro belo dia de sol. Tomamos o pequeno almoço e saímos em direcção ao miradouro dos Capuchos, que tem uma vista soberba sobre a Costa da Caparica, a entrada da barra de Lisboa e a própria linha do Estoril, desde Lisboa, quase até Cascais. Em cima da mota, um pequeno regresso até ao Convento dos Capuchos, com a sua igreja, que estava fechada, mas deu para visitar o seu peculiar jardim. Depois rumamos até à Costa da Caparica, para novo passeio pedestre pelo paredão, com café incluído. Pegamos na mota e rumamos para norte, para uma visita a outro típico aglomerado de pescadores, conhecido por Cova do Vapor, o bico que faz esquina entre o Atlântico e o Tejo, de frente para o farol do Bugio. Tempo para mais umas fotos e rumamos até à Trafaria, local banhado pelo Tejo, terra de mariscadores (apanha de bivalves), rodeada pelo imponente silo de cereais e pelo desactivado presídio militar da Trafaria. Tem uma estação fluvial, para os cacilheiros que a ligam a Lisboa (Belém), com eventuais passagens pelo Porto Brandão. Decidimos, em boa hora, almoçar no restaurante Antiga Casa Maritima. Delicioso repasto, com queijinho fresco, conquilhas, uma excelente e genuína caldeirada de peixe, acompanhada por um branco Paço do Teixeiró, rebatido por um bolo de bolacha e cafés. Serviço impecável e atento, numa casa absolutamente acolhedora e cheia de preciosidades antigas. Absolutamente recomendável! O almoço valeu os 40,45€ que custou. Depois para desmoer, um passeio pela marginal, para reter na máquina fotográfica o ambiente deste agradável local, onde querem construir um terminal de contentores (mais uma negociata!!). Antes de regressarmos a casa, ainda voltamos à Costa da Caparica, para assistir a uma festa de rua – Flash Mobs de Natal, com bailarinos e cantores jovens, que deram um colorido muito interessante a uma engalanada cidade que sabe receber os seus visitantes. Quando chegamos a casa o registo electrónico indicava que tínhamos percorrido 193 Kms, a uma média de 56 km/h. Não reabastecemos a mota, porque tinha o tanque cheio quando saímos, mas presumimos que consumiu cerca de 12/13 lts, no total. Não houve portagens nenhumas.
Fim de semana, bem passado, descontraído. No próximo passeio, rumaremos até às minas de São Domingos, no Alentejo raiano.
As fotos todas estão em:



PERCURSO DO CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA MATA DOS MEDOS
Para chegar siga pela via rápida IC-20, que faz a ligação à auto-estrada A2. Na entrada da Costa de Caparica, desvie à esquerda. Siga sempre em frente até à Estrada Florestal (direção praias) na direção da Fonte da Telha. Antes da descida para essa povoação, imediatamente antes, encontra-se o Centro de Interpretação da Mata dos Medos (CIMM)


Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica. Percurso pedestre do Centro de Interpretação da Mata dos Medos (CIMM). Caminho do Museu das Árvores; Caminho das Artes; e Caminho do Altinho do Mar. Flora. Breve descrição.

Ponto de partida e chegada: Centro de Interpretação da Mata dos Medos (CIMM)
Extensão aproximada: 2 km.
Duração: 1h:30min a 2 h.
Dificuldade: fácil.
Tipo de itinerário: circular.
Centro de Interpretação da Mata dos Medos (CIMM)

Breve descrição
O trilho CIMM é um percurso circular ao Centro de Interpretação da Mata dos Medos (CIMM) na Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos, junto à Fonte da Telha. Deste trilho fazem parte os seguintes trajetos:
§  Caminho do Museu das Árvores;
§  Caminho das Artes; e
§  Caminho do Altinho do Mar.

Caminho do Museu das Árvores
À saída do portão verde pequeno do CIMM vira-se à esquerda e atravessa-se a estrada florestal. Estando de frente para o parque de merendas, entra-se na Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos para norte, pelo caminho da esquerda.
A Mata dos Medos, situada no topo da arriba fóssil, terá sido mandada instalar pelo rei D. João V com o objetivo de evitar o avanço das areias das dunas ou "medos" (lê-se "médos") para os terrenos agrícolas interiores.
A observação da flora e fauna, a contemplação da estética do lugar, as árvores e os seus contornos, os cheiros e os aromas, os sons, as texturas e as brisas frescas são marcas do Caminho do Museu das Árvores.
 
Mata Nacional dos Medos e sinalização deste percurso.
Encontrado o primeiro aceiro (i.e. corta fogo) é tempo de admirar a harmonia entre o pinheiro-manso Pinus pinea, a sabina-das-praias Juniperus turbinata, a aroeira Pistacia lentiscus e o espinheiro-negro Rhamnus lycioides ssp. oleoides.
Entre o primeiro e o segundo aceiro exibe-se, do lado direito do caminho, a Árvore Especial, um pinheiro-manso em forma de coração.
Passado o segundo aceiro, os pinos, colocados no solo, indicam a direção até ao Caminho das Artes. Caminha-se para oeste.

Caminho das Artes
Este caminho, com marcações a laranja (ver foto ao lado) leva-nos ao aceiro, ao longo do qual se exibe alguma da flora mais característica da Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos. Dependendo da época do ano, adornam este aceiro, inclinado sobre o mar, a perpétua-das-areiasHelichrysum italicum ssp picardii, o morrião-perene Anagallis monelli, a joina-das-areias Ononis ramosissima, entre outras. 

Joina-das-areias Ononis ramosissima em flor.
O Caminho das Artes culmina no Lugar dos Sentidos, situado no topo da arriba fóssil, de onde se pode admirar o mar em todo o seu apogeu.
Segue-se para sul, pelo caminho selvagem, até ao parque de merendas da Fonte da Telha. Ao caminhar pelo caminho selvagem a arriba fóssil vai surgindo num perfil de imponência e grandiosidade. Numa mistura de cores ornamentam o caminho o rosmaninho Lavandula luisieri, o fel-da-terra Centaurium erythraea, a roselha-pequena Cistus crispus e o sanganho-mouro Cistus salviifolius.
 
Duas plantas da família da esteva, o Sanganho-mouro Cistus salviifolius, à esquerda, e a Roselha-pequena Cistus crispus, à direita.

Caminho do Altinho do Mar
Atravessa-se o parque de merendas da Fonte da Telha, em direção a sul. O altinho do mar situa-se no aceiro. Siga as marcações a azul (ver foto abaixo).

Uma das marcações do caminho do Altinho do Mar.
A paisagem, o mar, os aromas, os sons, a arriba fóssil, o ‘jardim de aromáticas’ numa combinação de perpétua-das-areias Helichrysum italicum var. picardii, rosmaninho Lavandula luisieri, camarinha Corema album, tomilho Thymus capitellatus e assembleia-das-areias Iberis ciliata ssp. welwitschii, despertam os sentidos e a curiosidade de qualquer visitante e fazem deste, um lugar muito especial na Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos.


FONTES DE INFORMAÇÃO