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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

2013.06.07_10 - 15.º Lés-a-Lés (Fafe-Castelo de Vide-Aljezur)


Aqui está o resumo da presença no 15.º Lés-a-Lés, a nossa quinta participação neste evento, que este ano ligou Fafe a Aljezur, com descanso em Castelo de Vide. No total, desde que saímos e regressamos a casa, percorremos 1.724 Kms, a uma média de 61 kms/h. Foram 28:10h de condução. Mais uma excelente aventura, entre amigos e motas, bem pelo meio de Portugal. No dia 7, saímos de casa cedinho, para parar em Benavente, para atestar a Sigonha e juntar à companhia, o Jorge Costa, para rolarmos juntos até Tomar, onde nos juntaríamos ao Fernando Silva e ao Pedro Amorim. Escolhemos um itinerário muito alternativo, que a seguir a Alcanena, nos fez passar num sítio em que voamos num ressalto do pavimento, que até deu para abrir a top-case. Depois de refeitos do susto, lá continuamos, sendo que era giro como dois GPS´s Garmin, com as mesmas definições e com o mesmo destino, nos mandavam para sítios opostos. Chegamos a Tomar, um café e lá voltamos ao caminho, quando começou a chover a sério. O próximo destino era o almoço na Mealhada, no Rocha. Optamos por seguir pela A13, mas desencontramo-nos e ficamos em 2 grupos. Mas chegamos ao Rocha, quase ao mesmo tempo, mas não havia leitão…eheheh. Rápida discussão e seguimos para o Pic-Nic, na EN. Entretanto juntou-se o João Moreira. Comemos (nada de especial) e seguimos viagem, até parar na área de serviço de Santo Tirso, na A3, para tirar os fatos de chuva, que entretanto tinha aliviado. Viagem tranquila até Guimarães onde pernoitamos. Tivemos um belo jantar na Cervejaria Martins, bem no centro, na Praça do Toural, para no dia seguinte começarmos de manhã com as verificações técnicas, no jardim central de Fafe, cheio de gente animada e bem disposta, mesmo com a chuva miudinha. É um momento de encontro com os amigos e fomos muito bem recebidos pelas pessoas de Fafe. Depois de tudo verificado, autocolantes metidos, road-book colado, foi tempo de sair com o parceiro João Moreira e os restantes “Varaderos” para o prólogo, denominado “Com Fafe ninguém Fanfe”, com 49,3 Kms de extensão, que nos levou a passear por esta sala de visitas do Minho, com uma inesquecível passagem nos famosos troços do rally de Portugal…quem não se recorda de Fafe Lameirinha e dos seus saltos? J Foi uma bela passeata, para aquecer os motores e preparar o dia 1 do LaL. O almoço foi em Travassós, no restaurante de estrada, Fogo Mágico, que nos proporcionou um momento de descanso, entre uma comidinha razoável. Pela noite, descansamos em Guimarães novamente e no dia 9, pelas 6h lá estávamos em Fafe, na partida. O dia estava chuvoso e cinzento e assim, se haveria de manter durante quase todo o dia, o que limitou o prazer desta bela tirada até Castelo de Vide, com 451,4 Kms. Fomos rolando a um ritmo baixo, o piso estava escorregadio e com muito nevoeiro. Tivemos a oportunidade de passar em sítios fantásticos e belos, bem ao estilo do LaL: aldeias perdidas, serras com vistas deslumbrantes, passagens para ver os lugares de uma maneira diferente, sempre com o toque da história e da cultura – Amarante, Ester de Cima, termas de São Pedro do Sul, Vouzela, Cova do Lobisomem – onde os amigos dos Motogalos, nos quiseram comer com os seus simpáticos monstros, até ao Caramulo, onde tivemos a primeira grande paragem, para visitar o Museu Automóvel – fabuloso, quer na qualidade, quer na variedade, mas acima de tudo na qualidade da conservação. Parabéns aos irmãos Abel e João Lacerda. A paragem seguinte foi para almoçar, uma bela pratada de grão com carne, na antiga estação de comboios de Tondela, tendo agora a linha sido substituída por uma ecopista, com 50 kms, que liga a Viseu e Santa Comba Dão. Arrancados daqui, passamos Santa Comba Dão e quando entramos na EN17, estrada das Beiras, paramos para a cafezada. Daqui seguimos para Góis, onde nos esperavam umas belas cerejas, para degustar junto ao rio. A diferença desta bela localidade, agora e no fds da concentração. Seguimos para Alvem, Aldeia da Pena (inserida na rede das Aldeias de Xisto). Depois foi começar a galgar um trilho de terra, com 6 kms (com lama mousse) até ao cume da serra da Lousã. Para piorar, estava um nevoeiro cerrado em algumas zonas, chuvinha e frio. A partir daqui e com o tempo a melhorar tivemos a oportunidade de desfrutar do passeio que nos levaria até ao Picoto da Melriça – o centro de Portugal, junto a Vila de Rei, tendo passado ainda pela barragem da Bouçã. A paragem seguinte já foi em Aboboreira, para serrar o tronco. São uns malandrecos estes ideólogos do LaL. Depois seguimos até Mação, para o apetitoso lanche com belo presunto e o bolo de anos do João Pimentel, trazido pela Carla Silva. A seguir passando pelas barragens de Pracana, Fratel, Poio e Póvoa e Meadas, foi sempre a rolar até Castelo de Vide onde chegamos pontualmente, perto das 19h, ou seja com 13h de mota…é obra. Ficamos alojados na Casa do Parque, bem no centro de Castelo de Vide. É uma residencial simpática, mas com uns donos complicados. Jantamos lá um belo bacalhau à brás. Durante o jantar fomos surpreendidos com um telefonema do Pedro Amorim, que estava com uma fuga no radiador, provocada por fricção da carenagem. Quando chegamos ao pé deles (estava com o Jorge Costa), estava a Vara toda desmontada e o Pedro estava “descoroçoado”. Mas o espirito da família motard funcionou. Alguém tinha arranjado um tapa-fugas, mas estava em Portalegre. Lá fomos nós, a Portalegre buscar a embalagem milagrosa, enquanto eles foram tomar banho e jantar. No regresso, ao som de uma excelente banda cover dos Pink Floyd, foi só colocar o liquido e voltar a pôr as carenagens..et voilá! Funcionou e aguentou até ao fim. Depois foi dormir, porque no dia 10, a partida estava marcada novamente para as 6h, para irmos até Aljezur, numa ligação de 516,5Kms.
Ao fim de 27 kms, estávamos a entrar em Espanha, para saudar os nuestros hermanos. Foram cerca de 15 kms, para fazer a ligação, pelo estrangeiro, a Arronches. Mais adiante, Barbacena, onde nos esperava mais um controle desta vez com os Motards do Ocidente. Em Elvas, fomos surpreendidos pelas comemorações do 10 de Junho, que nos obrigou a inventar um caminho para seguirmos para Juromenha, onde fomos controlados, por umas belas “damas” do MC Porto. Tempo ainda para umas fotos no castelo da Juromenha. A seguir, sempre rolando pelas rectilineas estradas alentejanas, fomos até Rosário, onde tivemos oportunidade de visitar a “venda” do café Perdigão. Fabuloso monumento às lojas que tudo vendem e até o cabelo cortam. Continuando a rolar por rápidas e boas estradas junto ao grande lago, passamos por Motrinos e paramos em Corval, terra de olaria, mas também conhecida pela peculiar Rocha dos Namorados. Antes do almoço em Portel, ainda fizemos um pequeno circuito ao seu redor, para conhecer Monte do Trigo, Oriola e Santana. Finalmente o almoço em Portel, onde mais uma vez fomos muito bem recebidos e alimentados. O café foi tomado 40 kms depois em Beringel. Estava na hora de rolar novamente, em direcção ao destino final e ainda faltavam uns kms. Seguiu-se Mombeja, Ervidel, Castro Verde, Almodôvar (já em plena EN2), onde paramos para visitar uma exposição da antiga JAE e dos seus cantoneiros. Muito curiosa. Continuando, por Azinhal dos Mouros, ribeira do Tarilhão, Pico do Um, Brunheira e ribeira da Azilheira, onde numa passagem a vau, os amigos do MC Albufeira, nos receberam com toda a imaginação, que até meteu um submarino. Pouco depois atravessando o IC1, seguimos para Monchique, descendo de seguida para a ribeira de Seixe, onde paramos para descansar e pregar umas partidas aos outros motards, simulando um controle secreto…ahahahh! Estávamos quase, mas ainda tivemos um belo troço de terra até Odeceixe, seguindo-se Maria Vinagre, praia da Amoreira, com passagem pelo castelo de Aljezur, Monte Clérigo, Arrifana e finalmente o palanque final em Aljezur. Depois das fotos da praxe, um merecido jantar, seguido de regresso a casa. E assim terminou mais um passeio mor do mototurismo nacional, sob a égide da Federação de Motociclismo de Portugal. As fotos estão todas em:
https://plus.google.com/photos/117846960715278019029/albums/5964252927528643489?authkey=CLfP8de184rk1AE

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

2012.01 - CONCELHO DE ALJEZUR



No fim de semana decidimos dar o pontapé de saida para mais um ano de passeatas. A ideia original era ir de mota, conhecer em profundidade este belo concelho algarvio, situado na Costa Vicentina, com quatro freguesias: Odeceixe, Rogil, Aljezur e Bordeira. Por razões profissionais, como regressavamos de mais uma semana de trabalho em Espanha, decidimos fazer este passeio "enlatados". A razão da escolha desta região, prendia-se com o desejo de conhecer melhor este concelho, as suas praias, a gastronomia (umh! marisco) e as histórias, lendas e monumentos. Acertamos com um belo fim de semana, cheio de sol e nada comum neste mês de Janeiro. Usamos para base do passeio o hotel de Vale de Lobo, unidade antiga, mas numa zona muito calma. A antiguidade do hotel foi compensda pela simpatia do pessoal. A reserva foi feita usando um voucher do Club Fashion e o alojamento para duas noites com pequeno almoço, custou 69€.
O link para todas as fotos da passeata é o seguinte:

https://picasaweb.google.com/ruisilvalima/201201ALJEZUR?authuser=0&feat=directlink

Chegamos na noite sexta feira à noite, vindos de Sevilha, depois de atravessarmos o Algarve pela serra, num belo e calmo passeio, iniciado em Castro Marim, atravessando Odeleite, Sourdes, Zambujal, Cachopo, Barranco do Velho, Querença (Fonte da Benémola), Salir, Benafim, Alte, Messines e Silves. Na parte final e por ser já de noite, optamos pela Via de Infante (já com SCUT´s), por Lagos, para apanharmos a EN120 em direcção a Aljezur. Nessa noite jantamos bem no centro de Aljezur no restaurante Pont´a Pé, que apenas significa passar a ponte pedonal entre o mercado e o largo da Liberdade e não um valente biqueiro no "sim senhor" :) O jantar foi agradável, rebatido com um medronho e uma ginja caseiros, entre dois dedos de conversa com um simpático casal reformado, ele inglês, ela filipina, a gozarem as suas reformas nesta bela área. O jantar, incluindo uma bela garrafa de vinho rondou os 50€.
No Sábado depois de um consistente pequeno almoço, montamos a estratégia do passeio: começar pelas praias do Sul de manhã, fazer um percurso cultural a pé, por Aljezur, de tarde e guardar as praias do Norte, para a manhã de Domingo, aproveitando o caminho de regresso. No hotel tinhamos recebido um voucher para visitar o Museu do Mar e da Terra da Carrapateira. Decidimos assim rumar até esta pitoresca localidade. O Museu situa-se numa zona sobranceira, com uma excelente vista para o mar. Com o voucher de desconto pagamos 2,56€, para entrar, visitar o Museu e aceder a uma exposição temporária sobre o riso. A recepcionista foi muito amável e detalhou-nos o museu. A visita foi feita pelo nosso pé e com o tempo que quisemos. O museu tem génese na Jonas, uma baleia que deu à costa nesta zona e que serve de "guia" para exibir uma fantástica colecção de objectos testemunhos dos usos e costumes locais, que criam os alicerces do lema do museu: por todos e para todos. Mostra as valências do mar e da terra e como elas se cruzam no tempo destas gentes. Confesso que quando estava a preparar o passeio pensei não ir a este museu, pensando que era "mais um", mas no final reconheço que estava redondamente enganado. Valeu a pena. Depois desta visita, aproveitamos para dar uma volta a pé pelo interior da Carrapateira (e procurar pela nossa querida amiga Graça Freitas, mas que estava pela capital). Depois regressamos ao carro e entrando na estrada de acesso à praia da Bordeira, demos a volta por um belo estradão de terra, em sentido contrário aos ponteiros do relógio que nos levou até à praia do Amado, com diversas paragens para disfrutar das belas escarpas atlânticas, partilhadas pela espuma do mar, pescadores e muitas gaivotas, que proporcionaram muitos retratos. De regresso à Carrapateira, eram quase 2h da tarde (o tempo voa), o que significava alimentar a barriguinha. A escolha recaiu no Mazagão (Petisqueira Refinada). Atendimento simpático, lugar muito agradável, recheado de objectos tipicos, com um toque norte africano. Comida e petiscos saborosos, apenas com um serviço demasiado lento, mas que acabou por proporcionar amenas cavaqueiras com outros comensais, incluindo um casal holandês, que vive em Espanha (Maiorca) e estava a dar uma volta por toda a costa Ibérica, com a sua motorhome. Depois de mais um pequeno passeio, regresso a Aljezur pela EN268. O passeio pedestre estava adiado para Domingo, pois já passava das 16h. Seguiu-se uma visita à praia do Monte Clérigo, muito bonita, encostada a um simpático conjunto de casas, cortadas pela ribeira que na praia desagua. Subimos e fomos espreitar a praia da Amoreira, pelo lado Sul. Depois, com passagem obrigatória por Aljezur passamos para o lado Norte da praia da Amoreira, aonde sentados na esplanada, entre um café um torta de amêndoa, podemos assistir a um belo final de tarde. Regressamos ao hotel, para descansar e mais tarde jantar.
No Domingo, levantamos mais cedo e zarpamos para Aljezur para dar um belo passeio a pé, bem por dentro da vila. Para isso usamos o roteiro disponível no sitio da Câmara Municipal:

http://www.cm-aljezur.pt/portal_autarquico/aljezur/v_pt-PT/menu_turista/turismo/percursos/aljezur

Foi um belo passeio, embora todos os museus estivessem fechados (a um Domingo?). A volta demorou cerca de 2h e foi feita nas calmas, com muitas paragens, para se poder registar as belas imagens, que para sempre ficarão na nossa memória (e nos registos electrónicos das fotos). Terminamos no largo do mercado a tomar um segundo pequeno almoço. Despedimo-nos de Aljezur, com uma excelente imagem e seguimos para o próximo e último destino deste concelho: Odeceixe. Encontramos uma bela terra, mas como muitas terras de litoral, muito vazia de pessoas e com o comércio quase todo fechado. Demos a volta até à praia, sempre muito bonita.
Viemos a terminar esta bela passeta, já em Porto Covo onde fomos petiscar ao famoso e sempre famoso Marquês, que continua a ter uma deliciosa lista de petiscos, mariscos e outras comidas, sem restrições de horários e acompanhado dum belo serviço. E assim terminamos um belo fim de semana com muito sol e amor.