Mostrar mensagens com a etiqueta Lés-a-Lés. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lés-a-Lés. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

2013.06.07_10 - 15.º Lés-a-Lés (Fafe-Castelo de Vide-Aljezur)


Aqui está o resumo da presença no 15.º Lés-a-Lés, a nossa quinta participação neste evento, que este ano ligou Fafe a Aljezur, com descanso em Castelo de Vide. No total, desde que saímos e regressamos a casa, percorremos 1.724 Kms, a uma média de 61 kms/h. Foram 28:10h de condução. Mais uma excelente aventura, entre amigos e motas, bem pelo meio de Portugal. No dia 7, saímos de casa cedinho, para parar em Benavente, para atestar a Sigonha e juntar à companhia, o Jorge Costa, para rolarmos juntos até Tomar, onde nos juntaríamos ao Fernando Silva e ao Pedro Amorim. Escolhemos um itinerário muito alternativo, que a seguir a Alcanena, nos fez passar num sítio em que voamos num ressalto do pavimento, que até deu para abrir a top-case. Depois de refeitos do susto, lá continuamos, sendo que era giro como dois GPS´s Garmin, com as mesmas definições e com o mesmo destino, nos mandavam para sítios opostos. Chegamos a Tomar, um café e lá voltamos ao caminho, quando começou a chover a sério. O próximo destino era o almoço na Mealhada, no Rocha. Optamos por seguir pela A13, mas desencontramo-nos e ficamos em 2 grupos. Mas chegamos ao Rocha, quase ao mesmo tempo, mas não havia leitão…eheheh. Rápida discussão e seguimos para o Pic-Nic, na EN. Entretanto juntou-se o João Moreira. Comemos (nada de especial) e seguimos viagem, até parar na área de serviço de Santo Tirso, na A3, para tirar os fatos de chuva, que entretanto tinha aliviado. Viagem tranquila até Guimarães onde pernoitamos. Tivemos um belo jantar na Cervejaria Martins, bem no centro, na Praça do Toural, para no dia seguinte começarmos de manhã com as verificações técnicas, no jardim central de Fafe, cheio de gente animada e bem disposta, mesmo com a chuva miudinha. É um momento de encontro com os amigos e fomos muito bem recebidos pelas pessoas de Fafe. Depois de tudo verificado, autocolantes metidos, road-book colado, foi tempo de sair com o parceiro João Moreira e os restantes “Varaderos” para o prólogo, denominado “Com Fafe ninguém Fanfe”, com 49,3 Kms de extensão, que nos levou a passear por esta sala de visitas do Minho, com uma inesquecível passagem nos famosos troços do rally de Portugal…quem não se recorda de Fafe Lameirinha e dos seus saltos? J Foi uma bela passeata, para aquecer os motores e preparar o dia 1 do LaL. O almoço foi em Travassós, no restaurante de estrada, Fogo Mágico, que nos proporcionou um momento de descanso, entre uma comidinha razoável. Pela noite, descansamos em Guimarães novamente e no dia 9, pelas 6h lá estávamos em Fafe, na partida. O dia estava chuvoso e cinzento e assim, se haveria de manter durante quase todo o dia, o que limitou o prazer desta bela tirada até Castelo de Vide, com 451,4 Kms. Fomos rolando a um ritmo baixo, o piso estava escorregadio e com muito nevoeiro. Tivemos a oportunidade de passar em sítios fantásticos e belos, bem ao estilo do LaL: aldeias perdidas, serras com vistas deslumbrantes, passagens para ver os lugares de uma maneira diferente, sempre com o toque da história e da cultura – Amarante, Ester de Cima, termas de São Pedro do Sul, Vouzela, Cova do Lobisomem – onde os amigos dos Motogalos, nos quiseram comer com os seus simpáticos monstros, até ao Caramulo, onde tivemos a primeira grande paragem, para visitar o Museu Automóvel – fabuloso, quer na qualidade, quer na variedade, mas acima de tudo na qualidade da conservação. Parabéns aos irmãos Abel e João Lacerda. A paragem seguinte foi para almoçar, uma bela pratada de grão com carne, na antiga estação de comboios de Tondela, tendo agora a linha sido substituída por uma ecopista, com 50 kms, que liga a Viseu e Santa Comba Dão. Arrancados daqui, passamos Santa Comba Dão e quando entramos na EN17, estrada das Beiras, paramos para a cafezada. Daqui seguimos para Góis, onde nos esperavam umas belas cerejas, para degustar junto ao rio. A diferença desta bela localidade, agora e no fds da concentração. Seguimos para Alvem, Aldeia da Pena (inserida na rede das Aldeias de Xisto). Depois foi começar a galgar um trilho de terra, com 6 kms (com lama mousse) até ao cume da serra da Lousã. Para piorar, estava um nevoeiro cerrado em algumas zonas, chuvinha e frio. A partir daqui e com o tempo a melhorar tivemos a oportunidade de desfrutar do passeio que nos levaria até ao Picoto da Melriça – o centro de Portugal, junto a Vila de Rei, tendo passado ainda pela barragem da Bouçã. A paragem seguinte já foi em Aboboreira, para serrar o tronco. São uns malandrecos estes ideólogos do LaL. Depois seguimos até Mação, para o apetitoso lanche com belo presunto e o bolo de anos do João Pimentel, trazido pela Carla Silva. A seguir passando pelas barragens de Pracana, Fratel, Poio e Póvoa e Meadas, foi sempre a rolar até Castelo de Vide onde chegamos pontualmente, perto das 19h, ou seja com 13h de mota…é obra. Ficamos alojados na Casa do Parque, bem no centro de Castelo de Vide. É uma residencial simpática, mas com uns donos complicados. Jantamos lá um belo bacalhau à brás. Durante o jantar fomos surpreendidos com um telefonema do Pedro Amorim, que estava com uma fuga no radiador, provocada por fricção da carenagem. Quando chegamos ao pé deles (estava com o Jorge Costa), estava a Vara toda desmontada e o Pedro estava “descoroçoado”. Mas o espirito da família motard funcionou. Alguém tinha arranjado um tapa-fugas, mas estava em Portalegre. Lá fomos nós, a Portalegre buscar a embalagem milagrosa, enquanto eles foram tomar banho e jantar. No regresso, ao som de uma excelente banda cover dos Pink Floyd, foi só colocar o liquido e voltar a pôr as carenagens..et voilá! Funcionou e aguentou até ao fim. Depois foi dormir, porque no dia 10, a partida estava marcada novamente para as 6h, para irmos até Aljezur, numa ligação de 516,5Kms.
Ao fim de 27 kms, estávamos a entrar em Espanha, para saudar os nuestros hermanos. Foram cerca de 15 kms, para fazer a ligação, pelo estrangeiro, a Arronches. Mais adiante, Barbacena, onde nos esperava mais um controle desta vez com os Motards do Ocidente. Em Elvas, fomos surpreendidos pelas comemorações do 10 de Junho, que nos obrigou a inventar um caminho para seguirmos para Juromenha, onde fomos controlados, por umas belas “damas” do MC Porto. Tempo ainda para umas fotos no castelo da Juromenha. A seguir, sempre rolando pelas rectilineas estradas alentejanas, fomos até Rosário, onde tivemos oportunidade de visitar a “venda” do café Perdigão. Fabuloso monumento às lojas que tudo vendem e até o cabelo cortam. Continuando a rolar por rápidas e boas estradas junto ao grande lago, passamos por Motrinos e paramos em Corval, terra de olaria, mas também conhecida pela peculiar Rocha dos Namorados. Antes do almoço em Portel, ainda fizemos um pequeno circuito ao seu redor, para conhecer Monte do Trigo, Oriola e Santana. Finalmente o almoço em Portel, onde mais uma vez fomos muito bem recebidos e alimentados. O café foi tomado 40 kms depois em Beringel. Estava na hora de rolar novamente, em direcção ao destino final e ainda faltavam uns kms. Seguiu-se Mombeja, Ervidel, Castro Verde, Almodôvar (já em plena EN2), onde paramos para visitar uma exposição da antiga JAE e dos seus cantoneiros. Muito curiosa. Continuando, por Azinhal dos Mouros, ribeira do Tarilhão, Pico do Um, Brunheira e ribeira da Azilheira, onde numa passagem a vau, os amigos do MC Albufeira, nos receberam com toda a imaginação, que até meteu um submarino. Pouco depois atravessando o IC1, seguimos para Monchique, descendo de seguida para a ribeira de Seixe, onde paramos para descansar e pregar umas partidas aos outros motards, simulando um controle secreto…ahahahh! Estávamos quase, mas ainda tivemos um belo troço de terra até Odeceixe, seguindo-se Maria Vinagre, praia da Amoreira, com passagem pelo castelo de Aljezur, Monte Clérigo, Arrifana e finalmente o palanque final em Aljezur. Depois das fotos da praxe, um merecido jantar, seguido de regresso a casa. E assim terminou mais um passeio mor do mototurismo nacional, sob a égide da Federação de Motociclismo de Portugal. As fotos estão todas em:
https://plus.google.com/photos/117846960715278019029/albums/5964252927528643489?authkey=CLfP8de184rk1AE

sábado, 29 de maio de 2010

2010.Jun.3 a 5 - 12º. Lés-a-Lés - Faro/Sintra/Porto






2010.Mai.29, Sábado
Temos estado afastados do blog, não por falta de actividade, mas por falta de tempo (até para ser mais correcto: falta de paciência), mas cá estamos novamente para vos dizer que começamos hoje a preparar a Sigonha (a nossa linda "menina" Varadero), para mais uma grande aventura, que se intitula o maior passeio de motas em toda a Europa...e eu acredito. Este ano os números são impressonantes: 570 equipas, 1140 motos com cerca de 1250 motociclistas entusiastas e participantes do 12.º Portugal de Lés-a-Lés/Moviflor! É esta a recordista caravana – que ainda comportará mais 44 motociclistas em 27 motos e 5 carrinhas da organização, imprensa, médicos e mecânicos – que a FMP colocará em marcha de Faro ao Porto em ano de 20º. aniversário!
Lá estaremos pela terceira vez consecutiva, com o nº. 155, fazendo mais uma vez parceria com o João Moreira, este ano a solo, também montado numa bela Varadero 1000.
Tenho tido algum cuidado com a preparação fisica, pois o Pai (Ernesto Brochado) anda ameaçar-nos com muita dureza fisica :), especialmente no segundo dia. A máquina está impecável e muito limpinha. Falta só amanhã ir dar uma voltinha, para equilibrar a pressão dos pneus e verificar o intercomunicador do meu capacete que foi arranjado pelo amigo Carlos da Mocasmota. Estamos cheios de vontade de arrancar, para ver o desafio deste ano ainda por cima, motivados pela vitória no último motorali em Sintra e pela passagem pela nossa bela aldeia de Santo Estêvão (Benavente).

2010.Jun.02, Quarta
Estamos quase de partida. O encontro com o João está marcado para amanhã às 8.00h na área de serviço de Grândola, da A2. Estamos motivados e ansiosos para começarmos a rolar e assim podermos disfrutar de mais uma bela passeata pelo nosso lindo país. Está tudo carregado e prontinho!!! Em Faro, entramos em parque de verificações às 10:42:40h e partimos duas horas depois para o prólogo - que vai dar em directo através do seguinte link: http://www.digitalmaistv.com/

2010.Jun.3, Quinta
Foi uma aventura fantástica. O passeio correu lindamente, passamos em sitios emblemáticos, incluindo um (delicioso) lanche em Santo Estêvão, a nossa bela aldeia, em pleno coração do Ribatejo. Desde que saimos de casa e até arrumar a Sigonha, percorremos 1699Kms. Este ano foi uma aventura mais curta, mas não deixou de ser "durinha" e gastamos no total 593,94€ (excluindo portagens e manutenção), distribuidos assim: combustível-133,09€ (93,06lt), inscrição-250€, refeições-68€ (almoço em Faro no dia 3 e jantar em Sintra no dia 4) e hoteis-142,85€ (Faro-48,85€, Sintra-35€ e Porto-59€).
Depois da contabilidade, vamos ao passeio.
Saimos cedinho para nos encontramos com o João numa área de serviço da A2 a caminho do Algarve. Já juntos, rolamos até ao Patacão aonde fomos tomar um belo (3º.) pequeno almoço. Depois seguimos até à Praça de São Francisco, para inspecionarmos as nossas máquinas e recebermos toda a documentação. Pelas 12:40h, com transmissão em directo, saimos para o prólogo, que este ano tinha só 48 kms, mas com algumas passagens muito interessantes, nomeadamente, Faro (Vila-adentro), futura sede do MC de Faro e o local da concentração de Faro, agora vazia, mas já em preparação para o grande evento de Julho. Neste local, bem no centro da Ria Formosa, decidimos interromper a passeata, para ir almoçar à ilha de Faro, comer um arrozinho de lingueirão com uma mista de peixe frito. Depois um passeio a pé pela praia e voltamos ao trajecto para nos embrenharmos na serra, na franja de Faro. A meio da tarde regressamos a Faro, para dar entrada no hotel, descansar, preparar os road-books (bem grandes) e por volta das 20h, juntamo-nos novamente na Praça de São Francisco (já a pé) para uma jantarada de grupo: seria a primeira de 4 jardineiras (ahahahah). Estava uma noite fantástica e terminamos bem no centro de Faro, a beber umas amarguinhas e a comer Dom Rodrigos. A noite estava muito boa, mas tinhamos que nos ir deitar cedinho, pois no outro dia o trabalho começava muito cedo: 6:51h.

2010.Jun.04, Sexta 1º. ETAPA - Faro/Sintra (468Km)
06h51mn20sg - esta era a nossa hora de saída, que cumprimos pontualmente. Venha de lá essa aventura...vamos embora!!! Começamos calmamente a subir para a serra, pois sabiamos que iamos logo encontrar rápidamente terra e água. Pelo meio da sera, num dos troços que à dias foi usado para o rally de Portugal WRC, começamos por atravessar a ribeira de Vasconcilhos, que tinha mau piso no final e com a ribeira cheia de seixos (bem grandes) que exigiam pericia para aguentar os "coices" da mota. Pouco depois vinha o Vascão (auto lavagem Lontra Azul, segundo os amigos do MC Albufeira). Na saida tinhamos uma subida e decidimos parar para beber água e recuperar energias. Quando fomos para arrancar a mota do João, pura e simplesmente "calou-se" - não pegava, nem dava qualquer sinal!!!! E agora????? Toca a empurrar, à mão, até chegar ao cimo e depois tentar pô-la a trabalhar de empurrão (que é o mesmo que tentar fazê-lo com um elefante). Depois de algumas tentativas conseguimos ouvir o motor da Varadero do João a trabalhar. Estavamos safos - "...João não deixes a moto ir abaixo!!!!!...", gritamos ao sair dali. Em Castro Verde paramos, para beber café e ver se a bateria do João cooperava. MERDA!!!! não carregava. E agora? Analisamos o trajecto e decidimos, abandonar o trajecto em Beringel para ir à Honda em Beja, ver se nos safavamos. Telefonema para o Jorge Seramota ("murcon", que está em Beja) nos ajudar. Quando chegamos à Motobaja, foram sensacionais - quase que parecia a assistência de um rally. Meia hora depois estavamos de regresso à estrada com a mota do João a pegar sózinha (uf!!!). Depois destas peripécias e com cerca de uma hora de atraso, em relação ao tempo ideal, chegamos a Cuba, para o almoço: uma bela jardineira (era a segunda) caseira, que soube que nem ginjas. Seguiu-se Alvito, Viana do Alentejo, Alcáçovas, Montemor-o-novo, Vendas Novas e chegada à mata do Duque (Santo Estêvão), para novo troço de terra, que incluia a passagem a vau do Rio Almansor, o maior curso de água que atravessamos este ano. Foi muito giro e ainda deu para ver a nova "casinha" do CR7 (que só vai custar 6,5 milhões de €€€€). Na entrada em Santo Estêvão (a nossa aldeia!!!!!) tivemos direito a volta na Monumental Praça de Touros e depois um magnifíco lanche bem no centro da aladeia. Na saída, quase que passamos á porta de casa e seguimos para Benavente. Aí para atravessar o Sorraia, tivemos uma curiosa passagem pela ponte pênsil. Depois foi rolar pelas lezirias, para atravessar o Tejo em Vila Franca de Xira (não! não foi a vau!!!) e seguirmos para a serra para os lados da Arruda, por meio de uns caminhos muito bonitos. Arranhó, Bucelas, Montachique, Malhapão, Murteira, Negrais, Pêro Pinheiro, Morelena e uns caminhos "loucos" foi o itenerário para atingir a Moviflor de Mem-Martins, sem pôr as "rodinhas" no IC19. Daí até à chegada em São Pedro de Sintra, ainda tivemos visita à Touratech e passagens por Penha Longa, Lagoa Azul, serra de Sintra, palácio da Pena e CHEGADA!!! Chegamos com cerca de 20 mn de atraso, mas felizes pois tinha sido um dia complicado. O quarto para descansar estava a 100mt, pelo que fomos até à residencial da Ondina, para tomar uma bela banhoca. Depois da dita cuja e com as "meninas" descansadas, já não apetecia ir para Nafarros jantar (e advinhem: era outravez Jardineira!!!), pelo que decidimos jantar no Largo da chegada, num "Italiano" muito razoável, mas com umas cervejolas sensacionais. De barriguinha cheia ainda demos uma volta por ali e com muita malta ainda a chegar, decidmos ir dormir. A 2ª. etapa prometia muita "animação".

2010.Jun.05, Sábado - 2ª ETAPA Sintra/Porto (533Km)
De saida, às 6:51 outravez, com algum "fresquinho", passamos pelo Palácio da Vila, em direcção a Colares e Azenhas do Mar, para um belo pequeno almoço, sobre o mar. A partir daí foi sempre a rolar: Mafra, Gradil, Pero Negro, em direcção ao alto da Serra de Montejunto (666mt, o ponto mais alto da Estremadura). Uma curta passagem pela antiga EN1, até Rio Maior aonde fomos visitar as Marinhas de Sal, raridade planetária (só existem mais duas no Mundo, pois o sal sem mar é oriundo de um veio enorme e profundo com 400mt de espessura). Depois voltamos à terra para atravessar uma boa parte da Serra de Aires e Candeeiros. Porto de Mós, Fátima, Ourém, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pêra (com a sua bela praia tropical com ondas e tudo!!!! e esta hem!!?!?!?!?!), Candal e Lousã (almoço!!!! e não era jardineira!!!). Já levavamos quase 8h de pilotagem (já não era sem tempo). Depois de bem comidinhos saimos para as curvas que nos haviam de ligar ao Porto: Foz de Arouce, Livraria do Mondego, barragem de Mondelim (barragem da Raiva), Mortágua, Serra do Caramulo e uma fantástica entrada nas Termas de São Pedro do Sul. Daí começamos a subida para a Serra da Freita, com um bom lanche em Vilarinho, servido pelos amigos "Motogalos". Seguiu-se Manhouce, Frecha da Mizarela (a queda de água mais alta de Portugal, com cerca de 70mt de salto no vazio que o Rio Caima dá), Arouca e partir daqui até Castelo de Paiva: 365 curvas, uma para cada dia do ano. E foi só "arredondar" pneu. E o impressionante foi fazer a maior parte deste trajecto atrás duma Goldwing, que mais parecia um petroleiro num dia de mar com vagalhões (ahahaha). Passagem do Douro, pela ponte Nova de Castelo de Paiva e depois seguir o rio até ao Porto. A entrada no Porto, pela Ribeira foi simplesmente fabulosa. Aquelas ruinhas foram um verdadeiro desafio para a minha "ceifeira-debulhadora" de seu nome Sigonha. :) Viemos a terminar na Praça dos Aliados, com volta pela entrada nobre da Câmara. Fantástico. A Federação e em especial a sua comissão de mototurismo estão de parabens pelo trabalho feito, especialmente neste Lés-a-Lés em que comemorava os seus 20 anos. Este ano apenas "pecou" por alguns motoqueiros que estavam na caravana que não respeitavam a maioria dos mototuristas e não ter havido controlo de tempos na maior parte dos controlos. A rever, mas mesmo assim este LaL tem uma nota muitissímo positiva. Até para o ano!!!

sábado, 27 de junho de 2009

11.º Portugal de Lés-a-Lés

Aqui vai o primeiro post...e logo para comentar o nosso 2.º Lés-a-Lés. Teve tanto de fixe, como de calor e outro tanto de pó. Desde qua saimos de casa, até voltar percorremos um total de 2087Kms, consumimos 184lt de combustível e gastamos 816,12€ (inclui inscrição, hoteis, refeições e portagens).
1.º DIA (2009.06.10 / quarta) - Moita / Boticas / Montalegre
Saímos da Moita por volta das 10:30, rumo a Boticas. Depois de atestar a mota, fomos até Santo Estêvão, para imaginar como será dentro em breve sair da futura casa. Por enquanto, é só em pensamento. Voltamos ao caminho e entramos na A13. Ao atravessar Santarém, deparamo-nos com muito trânsito, especialmente a portagem no nó da A1, que estava caótico, devido às comemorações do 10 de Junho - abençoada mota :). depois de entrar na A1, por volta das 12:00, deu-me uma fome "daquelas" e combinei com a Ana ir comer uma massinha a Torres Novas, já que era uma refeição leve e que acompanhava bem com água (se andares de mota, não bebas!). Pouco depois de entramos na A23, voltamos a deparar-nos com trânsito parado (os nossos amigos das AE´s ainda mantêm um corte de uma faixa depois da saída de Torres Novas - porque será? e porque será que pagamos exactamente a mesma portagem? Novamente a Sigonha foi pela berma fora e não paramos :). Depois de almoço, ligamos ao Valente do MC do Porto (mais conhecido pelo "morde a foca", versão portuguesa de motherfucker...ihihihiihh), para saber a que horas saiam da Inbicta (ahahah). Combinamos falar mais à frente. O céu continuava muito cinzento, mas decidimos não vestir as calças de chuva. Siga!! Já comidos voltamos para a A1 e só paramos em Antuã, porque a Sigonha precisava de comer - eram 14:40h. Novo contacto com o "morde a foca" e acertamos encontrar-nos no nó de Alfena, pelas 15:30. O Valente disse-nos que estava aguaceiros (phoenix). Pontualmente fomos os primeiros a chegar. Alguns minutos depois chegou o Valente e a Arminda, na bela VFR amarela!!! e o Carlos e a mulher com a sua CBR. Depois de um cigarrito, seguimos para a A42, em direcção à A7. Começou a chover uma "morrinha" estúpida. Paragem para vestir as calcinhas de chuva (não são as outras calcinhas seus depravados!!). Continuamos, entramos na A24 e depois já estavamos na saída para Boticas. Poucos kms antes o Valente decidiu parar para aliviar a bexiga. Fixe, para podermos comer uma sandocha...mas azar não havia sandes, apenas uns queques daqueles embalados. Ok, um queque e um galão (à betinho de Lisboa). Responde o dono: não há leite!!! Estavamos em dia de sorte e eu cheio de fome. Para compensar o homem ligou à mulher que veio a correr num "bruto" jipe, com um pacote de leite (e esta hem!!). No final simpáticamente até nos deram cerejas, daquelas alí da árvore - fantástico. Volta a montar as meninas (de duas rodas) e cinco minutos depois lá estavamos bem no centro de Boticas, onde já se notavam os preparativos para o dia 1. Lá estavam os alegres companheiros do mototurismo da Federação: Ernesto, Baltazar, Garcia, Tó Manel, etc. Após algum tempo, rumamos ao nosso poiso, que estava em Montalegre. Mais 27km, por uma estrada sinuosa e chegamos ao Quality Inn, que foi uma antiga prisão e agora é um confortável hotel, com healt club, 5*****. O jantar estava combinado para as 20:30, com o nosso parceiro de LaL, o João Moreira e a sua filha Ana, que entretanto também tinham chegado (via Arcos de Valdevez, e depois de uma monumental molha). Comemos umas belas pataniscas, encontramos o TóZé Costa e o seu parceiro. Depois foi seguir até ao Vale dos lençóis, pois convinha descansar antevendo os próximos dias, com poucas horas de sono e muito calor. Neste primeiro dia tinhamos rolado cerca de 550km, mas estavamos fixes.
2.º DIA (2009.06.11 / quinta) - VERIFICAÇÕES TÉCNICAS + PRÓLOGO
Acordamos e o meu primeiro olhar vai para a rua: fixe, já não está encoberto. Banhinho, pequeno almoço e fui atestar a Sigonha. Saimos para Boticas, por volta das 9:00h. Tinhamos a verificação técnica marcada para as 10:14h. Quando lá chegamos, alguma confusão, o Ernesto a pedir insistentemente para ninguém entrar antes do seu tempo, mas a malta, vai lá-vai. Cheguei, entrei! Moral da história: aquilo que era suposto ser uma coisa organizada por números, ficou ordenada por ordem de chegada. Bem adiante, valia a festa, o bonito sol (muito calor), a população super afável, mas estupefacta com tantos "malucos" sempre a perguntar: "...bindes donde?..." O nosso número era o 113. Quando soube do número disse logo: graças a Deus que não sou supersticioso, porque isso dá azar, senão com este número já não ia; mas pensando melhor: iamos atrás do 112 (INEM) e atrás de nós estava o 115 (só os mais velhinhos ainda se lembram deste número). E quem era o concorrente 115? O nosso Padre motard, o Padre José Fernando, com quem a minha Aninhas esteve simpáticamente a conversar. Algum tempo depois, face ao calor intenso, resolvi tirar o meu casaco e ficar em t-shirt. Que bem que me soube, mas isso iria originar um valente escaldão, à motociclista, desde a ponta da t-shirt, ao principio da luva (ihihihh). Depois das verificações efectuadas (as nossas Varaderos, passaram com brilho e distinção), fomos levantar toda a documentação e os dorsais e toca de começar a colar o road-book do prólogo. Que nos esperava? Um simpático passeio de 93,8km, calculado para durar 5 horas, percorrido nas calmas e para descobrir as freguesias do concelho de Boticas que tão bem nos recebeu. De repente, grito para o João: são 12:10h, faltam 4 minutos para subirmos ao palanque e começarmos a nossa aventura. Votos de boa sorte, as saudações do Ernesto e do seu microfone mágico (sempre a descrever o percurso, com inúmeros detalhes e saudar-nos a todos quase um a um; afinal ele é o PAI!). Saímos na cola do Padre José Fernando e do seu parceiro e poucos kms depois estavamos a parar num miradouro, com uma fabulosa vista para Boticas. Aí aproveitamos para tirar a foto de familia. Alguns kms à frente, confusão num troço de terra; algums dúvidas no caminho e uma Pan-European, tinha entrado numa vereda que rivalizava com a subida impossível do MC de Albufeira :) Todos juntos, lá trouxemos a Pan para trás e escolhemos o caminho certo. E assim continuamos o belo passeio (e os meus "bracinhos" a torrarem), admirando os fantásticos caminhos e as isoladas aldeias, onde por vezes temos que repartir a estrada (ou o caminho), com uns belos bois (de 4 patas!) ou com umas galinhas malucas (com penas!). Entretanto tinha combinado com o João, pararmos algures, para alimentar o corpo, já que o espiríto estava orgásticamente cheio de belas paisagens. Após cinco paragens, descobrimos que os cafés desta região é só para penalties de tinto e minis; sandes? que é isso? nem vê-las!! e eu cá com uma larica!!! e o calor a apertar. Entretanto chegamos a Covas de Barroso, onde existe um belo forno comunitário, com telhado de granito(!). E não é que estavam a cozer pão? E cá o belo do "Je", foi chorar um pouco de pão. Devem ter olhado para mim, acharam-me "marciano" e deram-me um belo pedaço bem quentinho LOL! Acabamos por parar na adega regional de Vilarinho Seco, onde estava um lume bem aceso, com uns belos nacos de febra, que souberam a lagosta. Muito gira a casa e a simpatia das pessoas. O estômago até relinchou...perdão rejubilou!!! Passado um belo bocado lá seguimos, contornado a barragem do Alto Rabagão (paisagens soberbas!!!) e fomos até ao castro de Carvalhelhos (onde fizemos a primeira pica de controle). Depois dos quase, 100kms, dezenas de fotos e um valente escaldão nos braços, chegamos a Boticas por volta das 17:00h. Pelas 19:00h havia uma tipíca chega de bois, seguida de jantar. Decidimos ir até Montalegre, tomar uma bela banhoca e regressar para a festa. Em Montalegre fui de emergência à procura de Disoderm, não que me doesse, mas imaginei como iria ser o dia seguinte :( Já no hotel, com banhinho tomado e 5kg de Disoderm (passe a publicidade) nos braços, quem dizia que ia para a festa em Boticas. Liguei ao João e combinamos ficar no hotel, para jantar e assim evitar de fazer cerca de 60km aos esses, só para ir ver uns bois à marrada (mas tenho penas, pois nunca ví). Além do mais no dia a seguir o despertar era às 6:00h.
3.º DIA (2009.06.12 / sexta) - 1.ª ETAPA - BOTICAS / MÊDA / CASTELO BRANCO
Tinhamos partida marcada para as 07.37h, que cumprimos escrupulosamente. Isso provocou um despertar bem cedo, pois tinhamos de sair de Montalegre. A etapa prometia-nos 412Km, esperando encontrar um dia bem quente, o que significava beber muita água e gerir esforço. Começamos uma bela passeata, por zonas fantásticas, onde muitas vezes penetravamos no mais recôndito de Portugal, atravessando pequenissimas aldeias, aonde por vezes não viamos ninguem. Atravessamos o Tâmega, pelo parque do Sobradelo. Pena estar um pouco de nevoeiro, que não permitiu apreciar melhor esta zona. Depois seguiu-se Pedras Salgadas (as segundas termas que iriamos atravessar) em direcção a Trêsminas (minas romanas de exploração aurífera, das quais hoje resta um enorme buraco, que na sua versão original tinha mais de 120mt). Tivemos um belo controle montado pela guarda romana. A seguir encontramos um belo estradão de terra (segundo a organização, talvez o pior do LaL), para atravessar o Rio Curros. A próxima paragem foi em Murça. Paragem já debaixo de muito calor, para tomar um café e tirar fotografia à porca. regresso novamente à estrada para passar a Ribeira de Linhares (uma magnifica ponte romana) em direcção ao Cachão da Valeira, deixando espaço para a imaginação pensar nos dramas que se passaram neste belo desfiladeiro. Seguiu-se Quinta da Vargela, Custóias (passamos sem ficar presos), Numão (vimos o castelo ao longe), Ranhados e finalmente Mêda, onde a Câmara nos ofereceu uma bela punheta de bacalhau. O calor apertava, o cansaço começava a aparecer. Só se estava bem a rolar. depois deste breve almoço, seguimos para Marialva, aonde os amigos do MC Porto , nos esperavam para um belo controlo (mas o Valente parecia o J.C.Branco...jejejej). Em cada paragem a busca pelas sombras era incessante e beber muita água uma obrigação. Na sequência passamos em Pinhel (aonde almoçamos o ano passado), Castelo Mendo para uma bonita descida ao Côa. Na Malhada Sorda, tivemos um belo percurso sinuoso, em ruas muito estreitas, que puxou pela nossa técnica de condução (fixe). No cimo tivemos um controle medieval. Próxima paragem: Alfaiates, onde a Junta de Freguesia, nos ofereceu um belo lanche no terreiro do castelo (mas o cansaço já me estava a vencer). Nesta terra faz-se uma bela capeia arraiana (aquela luta com o forcão, defronte do touro). Começamos a deixar os percursos mais sinuosos, tendo agora mais espaço para rolar - o que era óptimo para nós e para a "Sigonha". Voltamos a ter um controlo no interior do castelo de Sortelha (muito bonito). A saída do castelo, uma subida muito sinuosa, colocou-nos a rolar em direcção a Castelo Branco, passando pelo concelho de Belmonte (e com a serra da Estrela em fundo). O último controlo antes da chegada, estava na Moviflor do Fundão (aonde haviamos de voltar para dormir), aonde aproveitei para me deitar na relva e juntar as últimas energias para chegar ao final desta primeira etapa. Passamos por Alcains e chegamos a Castelo Branco - e eu estava exausto, mesmo depois de beber mais de 5lt de água. Eu e a Ana decidimos ir comprar umas cintas, pois amanhã, para atravessar o Alentejo, ainda com mais calor e com os casacos, provavelmente não iremos conseguir. Depois de comprar as cintas (e cada paragem era um tormento), voltamos pela A23, para o Fundão, descobrimos o hotel Samasa e arrumamos a Sigonha. Quando cheguei ao quarto o cansaço era tanto, que nem me conseguia despir (!!!). Doia-me o corpo todo; nenhum músculo escapava, penso que até as unhas dos pés me doiam :( Enfim depois de um belo duche, um jantar muito bem acompanhado (não posso dizer quem nos acompanhou) no restaurante Herminia, fomos dormir. Amanhã será um novo dia e bem grande e quente. Vamos ver como corre.
4.º DIA (2009.06.13 / SÁBADO) - CASTELO BRANCO / MOURÃO (LUZ) / OLHÃO
Quando abri os olhos de manhã a primeira coisa foi sentir o "corpinho" e ver se estava em condições para a derradeira etapa. Para grande surpresa as dores tinham-se eclipsado e sentia-me bem e com vontade de pegar na Sigonha e sair para o asfalto. Saimos do hotel por volta das 06:00h. No Hotel Samasa foram muito simpáticos, deram-nos um belo pequeno almoço às 05:30h - o que não é muito vulgar. Do Fundão para Castelo Branco, abastecemos a Sigonha. Na partida encontramo-nos com o nosso parceiro de equipa, o João e a sua filha. As duas Varadero´s estavam prontas para sair às 07:07h. O dia estava bonito e por isso estava um pouco receoso do que se poderia passar durante os próximos 508Km até Olhão da Restauração (o que equivalia a cerca de 13 horas de trajecto). Rápidamente atravessamos majestosamente o Tejo, por Vila Velha de Rodão (em fundo as portas do Rodão, como que a dar as boas vindas ao Alentejo). Continuamos a rolar, passando Salavessa, Montalvão (aonde ainda se vê pessoas a andar de burro) e entramos em Póvoa e Meadas, para a seguir entrar na zona do Parque Natural da Serra de São Mamede, começando logo com uma visita ao menir da Meada - aonde pela primeira vez chegamos adiantados (até agora andavamos sempre com um atraso de 30/45mn, em relação à nossa hora, justificado pelo prazer de desfrutar das belas paisagens). A próxima paragem foi no Mosteiro da Flor da Rosa, local onde decidimos aliviar as nossas costas do peso dos casacos - o calor começava a apertar. No Crato tomamos um belo pequeno-almoço (outro...). Depois atravessamos Alter do Chão, Fronteira (estava lá a malta do MC Almada a dar água e spray para as correntes), Veiros, Santo Aleixo, Borba (mas não fomos às "termas"), para logo de seguida fazermos uma agradável paragem numa marmoreira enorme, onde testemunhamos a profundidade a que extraiem o mármore - impressionante! Depois seguiu-se Vila Viçosa (com o seu belo Paço Ducal), Alandroal, Terena, Cabeça de Carneiro. Entre Cabeça de Carneiro e Monsaraz, tivemos oportunidade de fazer uma bela paragem em plena etapa, proporcionada pelos simpáticos familiares do João Moreira (o nosso parceiro), que em plena estrada Alentejana, nos receberam com água, fruta e bolinhos. Bem hajam. Depois de Monsaraz, entramos em Mourão e pouco depois estavamos no nosso local de almoço: a nova Aldeia da Luz, onde mais uma vez almoçamos no belo pavilhão, desta feita uma salada de atum. A FMP, organizou muito bem estes almoços, proporcionando-nos refeições leves, muito adequadas ao esforço que estavamos a fazer. O ano passado tinhamos feijoadas, o que sabia bem, mas depois dava cá uma "soneira". Aqui juntou-se o nosso amigo João Krull, que estava doidinho para ir "rasgar" na terra. Novamente a rolar em direcção a Granja, Amareleja (passamos ao lado da gigante central solar fotovoltaica, com os seus 262.080 paineis solares), atravessamos o rio Ardila (sem água), Moura (aonde no MC Moura o nosso amigo Fernando Pinto nos brindou com a sua habitual simpatia), a novissima barragem de Brinches (ainda sem água), Serpa, para a seguir entrar na zona do parque nacional Vale do Guadiana. A terra começou a aparecer com uma visita ao Pulo do Lobo (aquele caminho de acesso, com motas nos dois sentidos dava para "suar"). No final mais um controlo, desta vez pelo MC Moura. Na saida apanhamos uns "pinguitos" - felizmente o céu estava encoberto o que nos aliviava do calor. Passamos na Mina de São Domingos (com a sua bela praia fluvial) e paramos em Mértola, onde resolvemos aconchegar o estômago e descansar.
Aqui foi muito giro o Tio Nicolau a vender os seus belos gelados aos "malucos das motas voadoras".

Depois de um merecido repouso, voltamos para as motas, para a derradeira parte: entrar no Algarve pela serra, na zona da Ribeira do Vascão. Entramos por Alcaria dos Javazes, começando um longo caminho de terra, mas muito bonito, apenas "estragado" pelo fino pó, provocado pela enorme caravana. Na Ribeira do Vascão os nossos amigos do MC Albufeira, pregaram-nos uma bela partida: não atravessam a água, mas se quiserem controlar têm que molhar os pézinhos!!!ahahahah-malvados! De seguida passamos por Martimlongo. Apesar de já vermos placas a dizer Tavira, ainda nos faltava mais terra, entrando por Várzea da Azinheira, no meio um controlo dos Motards do Ocidente, com o Rui Bip-Bip a incentivar-nos e saindo na Umbria. No final da terra, tivemos que parar, pois eu já não via nada - tinha os óculos com uma enrome camada de pó. Quando desmontamos, começamos a rir que nem uns perdidos, olhando para as caras uns dos outros - até tinhamos um bronze novo do pó ahahahaha! Já quase no final, paramos na histórica Ponte de Quelfes, para mais um controlo - estava quase no fim. Depois finalmente entramos em Olhão, controlamos na Moviflor e seguimos para o palanque, aonde entramos pelas 21:00h. Aqui tivemos a bela surpresa de encontrar a familia "Patos Bravos" que estavam de férias. Tinhamos chegado ao fim, cansados, muito sujos de pó, mas muito felizes por mais uma vez termos cumprido este belo trajecto, prova rainha do mototurismo nacional e única na Europa. Para o ano lá estaremos novamente. O jantar foi na chegada, uma feijoada de chocos, depois fomos descansar para o hotel. Amanhã será o regresso a casa. Viva o Lés-a-Lés!!!