quarta-feira, 20 de agosto de 2014

2014.04.12/13 - Fim de semana por Fátima

Na continuação dos nossos passeios mensais, fomos até Fátima. E porquê Fátima, perguntam vocês? Como cada maluco tem a sua ideia, a nossa é de que cada vez que temos uma viatura nova, passamos com ela em Fátima – não que sejamos católicos praticantes, mas pelo sim, pelo não, mais vale prevenir. Como temos a Gabriela, perdão, um Mini de 1982, recentemente adquirido à minha irmã e que sempre foi uma carro da nossa família, lá tínhamos um bom motivo para ir passear até Fátima. Como somos sortudos, eis que muito perto da data da ida, somos brindados, com uma bênção dos Minis, organizada pelo Clube Mini de Portugal, do qual a Gabriela faz parte, no dia 13 de Abril…..em Fátima!! Melhor seria impossível, até porque já havíamos previamente reservado esse fim de semana, para a grande passeata com o Mini (para um carro de 32 anos, ir a Fátima, já é uma aventura).
No sábado dia, 12, levantamo-nos fresquinhos, um belo duche, malinha feita, chave na ignição; chave na ignição…..ups!; chave na ignição……e a magana não quis trabalhar. Ainda tentamos alguns truques, mas a mesma disse que não trabalhava e então resolvemos não arriscar. A ideia era ser um calmo fds, de preferência indo e voltando na mesma viatura. Como devem imaginar, bufei, disse 427 palavrões (mais coisa, menos coisa) e fui perguntar se a Sigonha (Honda Varadero, para os mais distraídos) nos levava a Fátima. Ela saltou do seu descanso central e disse: buga!!.
Assim com um atraso de mais de uma hora saímos para o nosso destino, de uma forma tranquila, pela EN118, passando por Benavente, Salvaterra de Magos, Benfica do Ribatejo, Almeirim…..umh!! Almeirim, tem sopa da pedra e esta história da ignição do Mini, além de me irritar…deu-me uma fome, do tamanho da raiva (e da tristeza), pelo que decidimos ir almoçar ao Pinheiro – para nós o melhor restaurante de Almeirim. Mas como um azar não vem só, estava fechado, pelo que descemos um pouco a rua e fomos ao David Parque, onde nunca tínhamos ido. Foi uma agradável surpresa, pelo serviço a bela sopa da pedra e uma deliciosa açorda de camarão, com vinho da casa, café e uns queijinhos frescos de entrada, tudo por 19,20€. Será uma bela alternativa ao Pinheiro.
Arrancamos calmamente, seguindo por Santarém, apanhando a EN3, em direcção a Alcanena, onde fizemos uma paragem obrigatória na Igreja onde nos casamos em 1994. Tempo de matar saudades, passar pela enorme casa onde vivemos e que boas recordações nos deram. Seguimos caminho, embrenhando-nos pela serra de Aires e Candeeiros, em direcção a Fátima, onde chegamos cerca das 17h. Fomos directos ao belo hotel que nos esperava: Hotel Estrela de Fátima, mesmo em frente da Basílica. A recepção, foi super agradável, explicando-nos tudo e entregando-nos os vouchers para a visita às grutas da moeda (que ficaria para o dia seguinte). Ao chegarmos ao quarto, deparamo-nos com uma bela garrafa de frisante rosé e um apetitoso prato de fruta fatiada. Que belos miminhos. Depois de arrumar a Sigonha na garagem (neste primeiro dia rolamos 131 kms), ainda demos uma pequena volta pelo Santuário e sua envolvente, mas decidimos voltar ao quarto, para degustar a fruta e o vinho e descansar.
Pelas 20.30h, dirigimo-nos ao restaurante, onde nos serviam o jantar (incluído no pacote do hotel, mas sem bebidas). A sala estava cheia e como não tínhamos feito reserva (tinham-nos dito na recepção, que não era necessário), ficamos quase uma hora à espera de jantar. Como detesto esperar para comer, fomos dar um pequeno passeio a pé, para abrir o apetite. Quando regressamos, forma muito atenciosos, pela nossa paciência e deram-nos uma boa mesa. O jantar era buffet e foi muito agradável, regado com uma com um tinto da casa Ermelinda de Freitas, Quinta da Mimosa. Depois de jantar tempo de ir desfrutar do Santuário by night. Foi muito giro, a noite estava fresca, mas suportável, com algum nevoeiro, o que permitiu belas fotos.
No domingo, acordamos com um belo sol e depois do pequeno-almoço, demos uma última caminhada, antes de rumar às grutas da Moeda. Ainda passamos pelo hotel onde estavam os minis (que pena….). Na chegada às grutas que distam cerca de 2 kms de Fátima, tivemos oportunidade de entabular conversa com garbosos proprietários de minis, que lá estavam, tendo sido um momento agradável de troca de experiências, viagens e vivências. O guia que nos levou pela visita que dura cerca de 40mns, foi excelente: simpático, conhecedor e com uma capacidade de nos entusiasmar por esta beleza natural, que é propriedade privada, muito bem cuidada, embora com alguns artificialismos, que se entendem, pelo prazer e emoção que nos proporcionam. Excelente jogo cromático, que nos entusiasma. O guia no final ainda nos ciceroniou, extra visita, pelo Centro de Interpretação Cientifico-ambiental, extremamente rico e bem organizado – embora estivesse fechado ao público para reorganização. No final tempo para comprar uma garrafa de abafadinho local. O regresso foi feito bem pelo interior da serra em direcção, passando por Alqueidão da Serra, Porto de Mós, Alcaria, Alvados, Mira de Aire e Minde. Como o estômago já dava horas, decidimos para perto da Zibreira, no Cabaças, que nos serviu um belo almoço. Um agradável espaço, com um toque gourmet, serviço simpático, umas entradas muito apetitosas, rebatido com sopa e frango na brasa (à moda da Guia). No final um café, tudo por 24,99€.

Já orientados para o regresso a casa, pedimos ao GPS, por nos levar por calmo caminho. E não é que ele nos fez a vontade? Uma “estradinha bem de interior” fabulosa e pitoresca, que nos levou por São Vicente do Paúl, Vale de Figueira, vindo terminar na ponte antiga de Santarém, na EN114. Depois foi o habitual trajecto até Santo Estêvão, tendo no total dos dois dias percorrido 270Kms. Significa que gastamos cerca de 16lt de combustível, as refeições mencionadas e o voucher da Groupon, que incluía dormida, jantar e entrada nas grutas, tudo por 59€ (mais 18,80€ de extras no hotel). Foi um fds 3B´s (bom, bonito e barato). Até breve, num passeio perto de si.
A memória fotográfica está em:

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