No
sábado dia, 12, levantamo-nos fresquinhos, um belo duche, malinha feita, chave
na ignição; chave na ignição…..ups!; chave na ignição……e a magana não quis
trabalhar. Ainda tentamos alguns truques, mas a mesma disse que não trabalhava e
então resolvemos não arriscar. A ideia era ser um calmo fds, de preferência
indo e voltando na mesma viatura. Como devem imaginar, bufei, disse 427
palavrões (mais coisa, menos coisa) e fui perguntar se a Sigonha (Honda
Varadero, para os mais distraídos) nos levava a Fátima. Ela saltou do seu
descanso central e disse: buga!!.
Assim
com um atraso de mais de uma hora saímos para o nosso destino, de uma forma
tranquila, pela EN118, passando por Benavente, Salvaterra de Magos, Benfica do
Ribatejo, Almeirim…..umh!! Almeirim, tem sopa da pedra e esta história da
ignição do Mini, além de me irritar…deu-me uma fome, do tamanho da raiva (e da
tristeza), pelo que decidimos ir almoçar ao Pinheiro – para nós o melhor
restaurante de Almeirim. Mas como um azar não vem só, estava fechado, pelo que
descemos um pouco a rua e fomos ao David Parque, onde nunca tínhamos ido. Foi
uma agradável surpresa, pelo serviço a bela sopa da pedra e uma deliciosa
açorda de camarão, com vinho da casa, café e uns queijinhos frescos de entrada,
tudo por 19,20€. Será uma bela alternativa ao Pinheiro.
Arrancamos
calmamente, seguindo por Santarém, apanhando a EN3, em direcção a Alcanena,
onde fizemos uma paragem obrigatória na Igreja onde nos casamos em 1994. Tempo
de matar saudades, passar pela enorme casa onde vivemos e que boas recordações
nos deram. Seguimos caminho, embrenhando-nos pela serra de Aires e Candeeiros,
em direcção a Fátima, onde chegamos cerca das 17h. Fomos directos ao belo hotel
que nos esperava: Hotel Estrela de Fátima, mesmo em frente da Basílica. A
recepção, foi super agradável, explicando-nos tudo e entregando-nos os vouchers
para a visita às grutas da moeda (que ficaria para o dia seguinte). Ao
chegarmos ao quarto, deparamo-nos com uma bela garrafa de frisante rosé e um
apetitoso prato de fruta fatiada. Que belos miminhos. Depois de arrumar a
Sigonha na garagem (neste primeiro dia rolamos 131 kms), ainda demos uma
pequena volta pelo Santuário e sua envolvente, mas decidimos voltar ao quarto,
para degustar a fruta e o vinho e descansar.
Pelas
20.30h, dirigimo-nos ao restaurante, onde nos serviam o jantar (incluído no
pacote do hotel, mas sem bebidas). A sala estava cheia e como não tínhamos
feito reserva (tinham-nos dito na recepção, que não era necessário), ficamos
quase uma hora à espera de jantar. Como detesto esperar para comer, fomos dar
um pequeno passeio a pé, para abrir o apetite. Quando regressamos, forma muito
atenciosos, pela nossa paciência e deram-nos uma boa mesa. O jantar era buffet e foi muito agradável, regado com
uma com um tinto da casa Ermelinda de Freitas, Quinta da Mimosa. Depois de
jantar tempo de ir desfrutar do Santuário by
night. Foi muito giro, a noite estava fresca, mas suportável, com algum
nevoeiro, o que permitiu belas fotos.
No
domingo, acordamos com um belo sol e depois do pequeno-almoço, demos uma última
caminhada, antes de rumar às grutas da Moeda. Ainda passamos pelo hotel onde
estavam os minis (que pena….). Na chegada às grutas que distam cerca de 2 kms
de Fátima, tivemos oportunidade de entabular conversa com garbosos
proprietários de minis, que lá estavam, tendo sido um momento agradável de
troca de experiências, viagens e vivências. O guia que nos levou pela visita
que dura cerca de 40mns, foi excelente: simpático, conhecedor e com uma
capacidade de nos entusiasmar por esta beleza natural, que é propriedade
privada, muito bem cuidada, embora com alguns artificialismos, que se entendem,
pelo prazer e emoção que nos proporcionam. Excelente jogo cromático, que nos
entusiasma. O guia no final ainda nos ciceroniou, extra visita, pelo Centro de
Interpretação Cientifico-ambiental, extremamente rico e bem organizado – embora
estivesse fechado ao público para reorganização. No final tempo para comprar
uma garrafa de abafadinho local. O regresso foi feito bem pelo interior da
serra em direcção, passando por Alqueidão da Serra, Porto de Mós, Alcaria,
Alvados, Mira de Aire e Minde. Como o estômago já dava horas, decidimos para
perto da Zibreira, no Cabaças, que nos serviu um belo almoço. Um agradável
espaço, com um toque gourmet, serviço
simpático, umas entradas muito apetitosas, rebatido com sopa e frango na brasa
(à moda da Guia). No final um café, tudo por 24,99€.
Já
orientados para o regresso a casa, pedimos ao GPS, por nos levar por calmo
caminho. E não é que ele nos fez a vontade? Uma “estradinha bem de interior”
fabulosa e pitoresca, que nos levou por São Vicente do Paúl, Vale de Figueira,
vindo terminar na ponte antiga de Santarém, na EN114. Depois foi o habitual
trajecto até Santo Estêvão, tendo no total dos dois dias percorrido 270Kms.
Significa que gastamos cerca de 16lt de combustível, as refeições mencionadas e
o voucher da Groupon, que incluía dormida, jantar e entrada nas grutas, tudo
por 59€ (mais 18,80€ de extras no hotel). Foi um fds 3B´s (bom, bonito e
barato). Até breve, num passeio perto de si.
A memória fotográfica está em:
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