sexta-feira, 28 de novembro de 2014

2014.05.10-11 - POR TERRAS VICENTINAS (MR MOTARDS DO OCIDENTE)

Mototurismo descontraído, por terras de Gil Vicente

António Costa - Comissão de Mototurismo da FMP


O 18º Troféu de Moto-ralisTurísticos Michelin/BMW da FMP, seguiu até ao concelho de Sardoal, um dos concelhos do Médio Tejo, nos passados dias 10 e 11 de Maio. Os Motards do Ocidente, proporcionaram excelente e inesquecível passeio, por esta bonita região, com tanto para conhecer e apreciar.
Gil Vicente que pelo seu profundo conhecimento de Sardoal, terá nascido por estas terras, serviu de inspiração a este passeio que procurou de forma diversificada e bem planeada, levar a caravana composta por 25 equipas e cerca de quarenta mototuristas, a conhecer e a deliciarem-se com o que de bom esta região tem para oferecer.

Entre provas de azeite, mel, solidariedade e folclore
Do Parque Urbano Ribeirinho de Abrantes – Aquapólis, nas margens do Tejo, sob um sol radioso, partiu a animada e sempre divertida caravana, para mais um moto-rali turístico, à procura dos cantos e recantos deste nosso belo Portugal, com os seus usos e costumes e legado histórico.
Depois de algumas perguntas, das muitas que foram propostas aos participantes, a primeira paragem deu-se nos Moinhos de Entrevinhas. Este belo conjunto, de onde se tem uma bonita vista panorâmica, foi adquirido e reabilitado pela Junta de Freguesia de Sardoal que também se associou a esta passeata, serviu de cenário à prova do bom azeite da região. O tradicional destacou-se naturalmente do industrial.
Avizinhava-se a primeira prova. De cântaro à cabeça, foi-se imitando outros tempos, em plena e simpática praia fluvial da Lapa, onde se encontra a capela rural da Nª Sª da Lapa. Como sempre muita galhofa e boa disposição que acompanhou todo o moto-rali.
Com a prevista baixa do nível das águas da Barragem da Lapa, foi possível fazer um interessante troço fora de estrada, a puxar pelas habilidades de condução, seguindo depois até à Associação de Assistência e Domiciliária de Alcaravela.
Os Motards do Ocidente dedicam-se desde há muito tempo às questões da solidariedade. Conforme o pedido aos participantes, cada um deu o seu donativo em géneros alimentícios, a este Centro de Dia de apoio a idosos. Aqui provou-se o bom mel e apreendeu-se um pouco mais, sobre as laboriosas abelhas que o produzem.
O primeiro sector chegava ao fim, a caminho do almoço na Associação de Criatividade Social de Monte Cimeiro, onde se fez mais uma prova, desta vez com carrinhos de rolamentos. Ainda bem que ninguém teve de soprar no balão. A prova da boa aguardente local, acompanhada de saborosos figos, foi um excelente aperitivo.
Ninguém imaginava o que vinha a seguir. Durante o almoço, o Rancho Folclórico os Resineiros de Alcaravela, com as suas danças e costumes e a irreverência da malta mototurista, criaram momentos de pura diversão. Que festa!!

Visitas pelo bom vinho e doçaria, passando pela história e cultura
O segundo sector, começou de forma relaxada e em caravana, para as visitas programadas, começando pela Quinta do Vale do Armo, nome que curiosamente provém de parte do instrumento que tece o linho, a roca e que noutros tempos também aqui se produziu, o famoso fio. Provou-se o vinho, depois de se saber como é produzido.
Os sempre animados mototuristas, foram calorosamente recebidos na Cooperativa Artelinho. O artesanato em vime, linho, olaria e tecelagem, são algumas das riquezas de Alcaravela, desenvolvidas por esta instituição. Aprendeu-se a tecer, a fazer as saborosas tijeladas e o pão caseiro. Difícil foi mesmo ter de partir, depois de degustar estas fantásticas iguarias.
Logo de seguida e antes de voltar ao road-book, uma relaxante paragem, nos espaços verdes do mercado de Santa Clara. A Junta de Freguesia de Alcaravela também deu o seu apoio e a malta agradeceu o lanche. Que bom que era mas a fome era pouca. Caravana sempre bem alimentada e hidratada.
Mais perguntas para responder na Igreja de Alcaravela e de novo na estrada para seguir na direcção do bonito centro histórico de Sardoal, com paragem junto ao Centro Cultural Gil Vicente e visita guiada à Igreja e Convento de Santa Maria da Caridade, datada de 1571. Guiados por quem sabe muito do historial e pormenores dos edifícios que marcam a história de Sardoal, assistiu-se a uma das melhores explicações, até de restauro.  
A Vila de Sardoal, possuiu um rico património histórico, arquitectónico, religioso e étnico. Chegados à Praça da República, com o seu Pelourinho, foi tempo de estacionar as motos e aprender a fazer Leques de Palha.
Seguiu-se um pequeno passeio pedestre pelas encantadoras  e floridas ruas de Sardoal, já premiadas. A Igreja Matriz e da Misericórdia encerram vários motivos de interesse, uma vez mais bem explicados, por quem domina a riqueza dos pormenores destes locais de culto.   
A encerrar da melhor maneira este segundo sector, foi a soberba representação de Gil Vicente, por alguém que domina a arte, num cenário digno da foto de grupo que se seguiu.
Rumou-se em caravana até ao hotel, para estacionar as motos e seguir para o jantar no restaurante do Aquapólis, nas carrinhas cedidas pela Câmara Municipal de Sardoal que também apoiou o moto-rali.
O jantar foi aproveitado para fazer o balanço deste preenchido e interessante primeiro dia, confraternizar e dar a conhecer quem estava à frente da classificação, desta 1ª etapa. O Rui e a Vera do Góis Moto Clube eram os mais regulares.
Depois da boa disposição ao jantar e para a maioria, foi mesmo regressar para o merecido descanso. O segundo dia prometia a continuação de mais actividades.

Toada calma, para a degustação de néctares premiados e produtos regionais
Depois de uma noite calma e reparadora, deu-se início a partir do hotel, à segunda etapa do moto-rali.
A Quinta do Côro, um simpático e típico espaço rural recebeu muito bem os mototuristas, para mais uma visita guiada. Antes ainda mais um jogo tradicional, bem divertido.
A quinta possui, um pequeno e interessante museu Agroindustrial, onde se degustou vinhos premiados com medalhas de ouro, em concursos internacionais, sinal do crescimento da qualidade dos nossos vinhos. Deliciosos produtos regionais, compuseram esta excelente visita.
A paragem seguinte, por percurso pitoresco, foi na frondosa Fonte das Três Bicas. Segundo a tradição, o terramoto de 1755, criou a nascente que alimenta esta fonte de água bastante férrea. Em 1888 produzia por minuto 100 litros de água. Diz a lenda também que quem beber água pelas três bicas casará no Sardoal. Por sinal parece que ninguém o fez.
O final do passeio deu-se na Quinta dÓliveiras. Um espaço moderno e muito acolhedor, com o seu bonito jardim e lago.
Após o bem servido almoço, foram anunciados os vencedores da segunda etapa do 18º Troféu de Moto-ralis Turísticos Michelin/BMW da FMP.
A regularidade que caracteriza os moto-ralis turísticos, foi levada muito a sério, ao ponto de haver duas equipas empatadas. O desempate ao abrigo do regulamento, foi feito dando a vitória à equipa que tinha apenas um elemento.
Assim, em terceiro lugar, ficaram o João e a Conceição Pimentel, do Clube Varadero Crosstourer Portugal e em segundo o João e a Carla Krull, do Moto Clube de Albufeira.  
No primeiro lugar do “pódio” e com o mesmo número de pontos mas apenas com um elemento, o irreverente e divertido Vitor Olivença.
A fechar com chave d´ouro, um momento emocionante. O Pedro Alves, presidente dos Motards do Ocidente pediu em casamento a Luísa. Grande animação na sala, com votos de muitas felicidades aos noivos.

E terminou assim este excelente passeio mototurístico. Estão de parabéns os Motards do Ocidente.

As fotos estão no seguinte link:

https://plus.google.com/photos/117846960715278019029/albums/6086899525179484993?authkey=CM2noeiK9_vzQg



sábado, 23 de agosto de 2014

2014.04.25/27 - CAMINHOS DO CONTRABANDO

Um dia algures no princípio do ano, fomos surpreendidos com o convite para os “Caminhos do Contrabando”, organizado pelos amigos do MC Porto, para o feriado do dia 25 de Abril, com a base em Castelo de Vide. Que grande confusão, não vos parece? Explicando: em boa hora o Ernesto Brochado e os seus companheiros, tiverem a ideia de, ao não efectuarem este ano o seu habitual motorali, substituírem essa actividade por um novo formato de passeio motociclístico, com 3 dias de duração. Achamos interessante e resolvemos aderir. Assim decidimos ir picar o ponto inicial a Évora, no dia 25 de Abril, pelas 10h, tendo rolado calmamente pela EN4, até ao ponto de encontro, onde deparamos com um original pórtico, por onde tínhamos que passar e que originou a curiosidade de todos os passantes, especialmente quando se começaram a juntar mais motos, nomeadamente os animados marafados do MC de Albufeira. Parecia os bons velhos tempos do rally de Monte Carlos, com várias partidas de capitais europeias (Lisboa chegou a ser uma delas). Foi com os companheiros algarvios, que rolamos até Castelo de Vide, onde chegamos cerca das 12h, para o sensacional ponto de encontro, bem no centro (onde tinha sido a chegada duma etapa do LaL do ano passado). Fomos buscar a documentação e umas agradáveis senhas (5) que podíamos usar em diversos bares, devidamente assinalados, para ir picando e bebendo, começando logo ali com um delicioso pratinho de feijão. Ao nosso grupo, quem se juntou? O Vinagre e a São. Estava o baile armado, como podem imaginar. Rapidamente as senhas se esgotaram, mas a sede continuava a imperar (ou melhor…a imperialiar). A tarde foi entrando, assim como a inegável boa disposição, especialmente quando ao grupo original se juntava mais amigos, tipo Gil Alcoforado e Clara, Victor Alexandre, Luis Amaral e mulher, João Krull e Carla, não esquecendo o simpático Presidente da edilidade, que nos proporcionou bons momentos de riso, com as suas anedotas. A ajudar ao riso, não nos podemos esquecer das garrafas de ginja “The Famous Grouse”. Pelo final da tarde havia um passeio, pelas redondezas, para ver o pôr-do-sol em diversos miradouros. Teve que ser um passeio feito muito calmamente…….pois, estão a imaginar, não estão? Houve até quem optasse por ir dormir, pois as pestanas estavam muito pesadas……ehehhehehe.
Para descrever globalmente as festas, socorro-me do texto seguinte, cujos escribas, são os mesmos que nos brindaram com esta magnifico fds grande.
“…À Descoberta de sucesso absoluto
Os sorrisos e aplausos no almoço final, no aprazível espaço da barragem de Póvoa e Meadas, foram a prova inequívoca do enorme sucesso da primeira edição do passeio À Descoberta – Castelo de Vide 2014 - Caminhos do Contrabando. Conceito mototurístico inovador que confirmou a validade da aposta do Moto Clube do Porto em fim de semana de diversão e gastronomia, de paisagens e condução, de história e... liberdade.
Conhecer em pormenor uma região, esmiuçar a paisagem de ambos os lados da fronteira na busca das rotas contrabandistas, procurar e interpretar sinais que tornaram Castelo de Vide importante marco na história do judaísmo em Portugal e descobrir o peso geoestratégico da vila alentejana na consolidação da Nação. Pontos de partida para passeio em moldes pioneiros que atravessou ainda os verdejantes azinhais das Terras de Alcântara até às graníticas paisagens da Beira Baixa, passando pelas bem conservadas aldeias da espanhola Serra da Gata. Tudo num dia pleno de emoções, de enorme intensidade mototurística, com estradas que exponenciaram o prazer de andar de moto, sempre com tempo suficiente para transformar cada uma das diversas paragens em momento de agradável convívio, apaladado com petiscos da gastronomia local.
Mas a inovação de um evento que primou pela diferença, pela atenção dada a cada pormenor e a todos os detalhes, começou nos quatro Pontos de Partida Simbólica, montados no Porto, Conímbriga, Constância e Évora, de onde 222 mototuristas partiram em resposta ao desafio lançado pela Câmara Municipal de Castelo de Vide, aproveitando o revolucionário feriado de 25 de abril, para usufruir de viagem em absoluta liberdade. Forma de ampliar o prazer de viajar desde a porta de casa, integrando os motociclistas desde o primeiro momento até à chegada à Sintra do Alentejo. Onde a animação começou de imediato, com uma Ronda das Tascas que permitiu aconchegar o estômago com petiscos ao longo dos vários estabelecimentos aderentes, recuperando forças para a interessante visita ao centro histórico castelo-vidense. A passagem pelo castelo medieval de planta quadrangular e uma história que remonta aos desaguisados entre os filhos de Afonso III, D. Diniz e D. Afonso Sanches, na disputa pelos direitos de sucessão, foi forma de melhor conhecer tão importante marco. Apoiados no conhecimento de quem sabe, com guias que juntaram enorme simpatia ao absoluto profissionalismo, os turistas (sem moto) passearam ainda pela judiaria, com visita à antiga sinagoga e onde as casas com portas de estrutura gótica ogival denunciam as habitações onde viveram os cristãos-novos, com tempo ainda para visitar a muito adequada exposição dedicada a Salgueiro Maia, herói de Abril nascido em Castelo de Vide. Tudo a tempo de voltar a agarrar na moto para visitar um dos mais interessantes miradouros sobre o vila, apreciando desde o alto de Nossa Senhora da Penha, um tranquilo e muito agradável fim de tarde antes do jantar de boas vindas e, claro, o Concerto Sons de Abril, condizente com a data. Ocasião para por a conversa em dia e antecipar a intensa jornada mototurística prevista para o dia seguinte...
Prazeres intensos
No programa de sábado 423 quilómetros, para cumprir calmamente, apreciando em todo o esplendor primaveril as marcantes paisagens raianas... Ou melhor, aquelas que o denso nevoeiro deixou entrever, reduzindo o brilho dos primeiros quilómetros que muito rapidamente levaram a caravana a entrar em Espanha. Nevoeiro e chuva fraca em reforço de um ambiente que, roubando espetacularidade ao passeio, devolveu em dobro no aspeto misterioso, reforçando mística que envolvia os contrabandistas que, em tempos de maiores apertos, por aqui faziam pela vida, calcorreando serras e vales, fugindo da Guarda Fiscal como o diabo da cruz, carregando às costas o fardo que prometia aligeirar o peso de uma vida muito dura. Homens rijos e pouco faladores, que caminhavam de noite para iludir a vigilância, e dormiam de dia, em pocilgas, para disfarçar o cheiro e enganar os cães que a Guarda Fiscal treinou para tentar encontrar os seus rastos. Mote essencial de todo o passeio, sem esquecer a carga histórica da região, como na passagem por Valência de Alcântara onde o Rei D. Manuel I de Portugal, o Venturoso, desposou Isabel, filha dos Reis Católicos de Espanha. Ou para descobrir que, nos bem tratados azinhais das terras de Alcântara são alimentadas mais de 300 mil porcas criadeiras para uma produção anual de 10 milhões de presuntos Pata Negra. Da bolota que alimenta os suínos, passagem para uma fauna onde proliferam as cegonhas pretas, os grifos ou águias imperiais ibéricas, motivo de conversa durante a pequena pausa para reforço alimentar ao início da manhã, junto à majestosa ponte romana de Alcântara, não sem antes fotografar o não menos imponente Mosteiro de S. Benito de Alcântara.
Ainda com o sol escondido acima de denso manto de nuvens, lá subiu o pelotão à Serra da Gata até à deliciosa aldeia de Robledillo de Gata, plena de motivos de interesse arquitetónico e... gastronómico. O almoço volante foi opção por todos aplaudida permitindo comer de forma rápida, sem confusões e com um convívio que um repasto à mesa dificilmente permitiria. Torre de D. Miguel, Villamiel ou San Martin de Trevejo foram alvos de visita mais atenta, alcançados sempre por estradas excelentes, bem asfaltadas, e sempre com a petisquice a estimular o apetite, provando sabores únicos ao mesmo tempo que se ouviam histórias do tempo do contrabando do café, da carne, do toucinho, dos figos ou das boinas, preparando o regresso a Portugal.
E até o sol se rendeu à festa
Já com o sol por companhia, as colinas de montados, olivais e estevais que emolduram as aldeias graníticas da Beira Baixa receberam os sempre bem-dispostos mototuristas, prontinhos para mais uma paragem gastronómica, desta feita na aldeia-museu de Idanha-a-Velha. No forno comunitário, tempo para provar os boleimes, de original receita judaica, ou os borrachões, bolo típico confecionado com azeito, vinho e aguardente, sabores que acompanharam os aventureiros nas rápidas estradas que marcaram a passagem da Beira Baixa para o Alentejo, em troços entusiasmantes repletos de curvas apetitosas rumo a Nisa. E daí até ao regresso a Castelo de Vide, atravessando parte do Parque Natural da Serra de São Mamede, onde os sorrisos rasgados mostravam o entusiasmo de um dia de forte pendor mototurístico, apoiado pela empresa Antero e pela BMW Portugal.
Boa disposição que emprestou excelente ambiente ao jantar e a momentos de relaxe no centro de Castelo de Vide, preparando uma manhã de descontração absoluta, em passeios de gaivota, atividades ao ar livre no Parque Aventura, ou na Rota Megalítica, mostrando a curiosa Anta dos Pombais ou o Menir da Meada, o mais alto da Península Ibérica. Aperitivo para animado almoço nas margens do lago formado pela barragem de Póvoa e Meadas, com a tradicional fotografia de grupo a marcar o ponto final da primeira edição do À Descoberta – Castelo de Vide 2014 – Caminhos do Contrabando com promessa de continuidade em 2015….”
Uma palavra final para referir que este modelo está super aprovado, pela tranquilidade e prazer que nos proporciona. As refeições volantes foram excelentes e muito bem distribuídas. Parecia que cada vez que o estômago dava horas, a organização nos brindava com um respasto, realçando a MAGNIFICA! Paella em San Martins de Trevejo. Uma outra palavra, para o nosso companheiro (pendura!! J ) da viagem de sábado, o Vinagre e a São, que ao virem estrear a máquina nova, muito alegraram a nossa viagem, embora tenha aprendido muitas palavras “estranhas”, durante todo o dia….ahahah.
No último dia depois do almoço na paisagem da Barragem de Póvoa e Meadas, o regresso foi calmo, rolando em conjunto com um grupo de amigos, até casa, com paragem em Nisa e Couço, já que o calor apertava e assim podíamos desfrutar melhor do passeio.

Uma última palavra: Parabens MC Porto!!
As memórias fotográficas do passeio, podem ser vistas em:

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

2014.04.12/13 - Fim de semana por Fátima

Na continuação dos nossos passeios mensais, fomos até Fátima. E porquê Fátima, perguntam vocês? Como cada maluco tem a sua ideia, a nossa é de que cada vez que temos uma viatura nova, passamos com ela em Fátima – não que sejamos católicos praticantes, mas pelo sim, pelo não, mais vale prevenir. Como temos a Gabriela, perdão, um Mini de 1982, recentemente adquirido à minha irmã e que sempre foi uma carro da nossa família, lá tínhamos um bom motivo para ir passear até Fátima. Como somos sortudos, eis que muito perto da data da ida, somos brindados, com uma bênção dos Minis, organizada pelo Clube Mini de Portugal, do qual a Gabriela faz parte, no dia 13 de Abril…..em Fátima!! Melhor seria impossível, até porque já havíamos previamente reservado esse fim de semana, para a grande passeata com o Mini (para um carro de 32 anos, ir a Fátima, já é uma aventura).
No sábado dia, 12, levantamo-nos fresquinhos, um belo duche, malinha feita, chave na ignição; chave na ignição…..ups!; chave na ignição……e a magana não quis trabalhar. Ainda tentamos alguns truques, mas a mesma disse que não trabalhava e então resolvemos não arriscar. A ideia era ser um calmo fds, de preferência indo e voltando na mesma viatura. Como devem imaginar, bufei, disse 427 palavrões (mais coisa, menos coisa) e fui perguntar se a Sigonha (Honda Varadero, para os mais distraídos) nos levava a Fátima. Ela saltou do seu descanso central e disse: buga!!.
Assim com um atraso de mais de uma hora saímos para o nosso destino, de uma forma tranquila, pela EN118, passando por Benavente, Salvaterra de Magos, Benfica do Ribatejo, Almeirim…..umh!! Almeirim, tem sopa da pedra e esta história da ignição do Mini, além de me irritar…deu-me uma fome, do tamanho da raiva (e da tristeza), pelo que decidimos ir almoçar ao Pinheiro – para nós o melhor restaurante de Almeirim. Mas como um azar não vem só, estava fechado, pelo que descemos um pouco a rua e fomos ao David Parque, onde nunca tínhamos ido. Foi uma agradável surpresa, pelo serviço a bela sopa da pedra e uma deliciosa açorda de camarão, com vinho da casa, café e uns queijinhos frescos de entrada, tudo por 19,20€. Será uma bela alternativa ao Pinheiro.
Arrancamos calmamente, seguindo por Santarém, apanhando a EN3, em direcção a Alcanena, onde fizemos uma paragem obrigatória na Igreja onde nos casamos em 1994. Tempo de matar saudades, passar pela enorme casa onde vivemos e que boas recordações nos deram. Seguimos caminho, embrenhando-nos pela serra de Aires e Candeeiros, em direcção a Fátima, onde chegamos cerca das 17h. Fomos directos ao belo hotel que nos esperava: Hotel Estrela de Fátima, mesmo em frente da Basílica. A recepção, foi super agradável, explicando-nos tudo e entregando-nos os vouchers para a visita às grutas da moeda (que ficaria para o dia seguinte). Ao chegarmos ao quarto, deparamo-nos com uma bela garrafa de frisante rosé e um apetitoso prato de fruta fatiada. Que belos miminhos. Depois de arrumar a Sigonha na garagem (neste primeiro dia rolamos 131 kms), ainda demos uma pequena volta pelo Santuário e sua envolvente, mas decidimos voltar ao quarto, para degustar a fruta e o vinho e descansar.
Pelas 20.30h, dirigimo-nos ao restaurante, onde nos serviam o jantar (incluído no pacote do hotel, mas sem bebidas). A sala estava cheia e como não tínhamos feito reserva (tinham-nos dito na recepção, que não era necessário), ficamos quase uma hora à espera de jantar. Como detesto esperar para comer, fomos dar um pequeno passeio a pé, para abrir o apetite. Quando regressamos, forma muito atenciosos, pela nossa paciência e deram-nos uma boa mesa. O jantar era buffet e foi muito agradável, regado com uma com um tinto da casa Ermelinda de Freitas, Quinta da Mimosa. Depois de jantar tempo de ir desfrutar do Santuário by night. Foi muito giro, a noite estava fresca, mas suportável, com algum nevoeiro, o que permitiu belas fotos.
No domingo, acordamos com um belo sol e depois do pequeno-almoço, demos uma última caminhada, antes de rumar às grutas da Moeda. Ainda passamos pelo hotel onde estavam os minis (que pena….). Na chegada às grutas que distam cerca de 2 kms de Fátima, tivemos oportunidade de entabular conversa com garbosos proprietários de minis, que lá estavam, tendo sido um momento agradável de troca de experiências, viagens e vivências. O guia que nos levou pela visita que dura cerca de 40mns, foi excelente: simpático, conhecedor e com uma capacidade de nos entusiasmar por esta beleza natural, que é propriedade privada, muito bem cuidada, embora com alguns artificialismos, que se entendem, pelo prazer e emoção que nos proporcionam. Excelente jogo cromático, que nos entusiasma. O guia no final ainda nos ciceroniou, extra visita, pelo Centro de Interpretação Cientifico-ambiental, extremamente rico e bem organizado – embora estivesse fechado ao público para reorganização. No final tempo para comprar uma garrafa de abafadinho local. O regresso foi feito bem pelo interior da serra em direcção, passando por Alqueidão da Serra, Porto de Mós, Alcaria, Alvados, Mira de Aire e Minde. Como o estômago já dava horas, decidimos para perto da Zibreira, no Cabaças, que nos serviu um belo almoço. Um agradável espaço, com um toque gourmet, serviço simpático, umas entradas muito apetitosas, rebatido com sopa e frango na brasa (à moda da Guia). No final um café, tudo por 24,99€.

Já orientados para o regresso a casa, pedimos ao GPS, por nos levar por calmo caminho. E não é que ele nos fez a vontade? Uma “estradinha bem de interior” fabulosa e pitoresca, que nos levou por São Vicente do Paúl, Vale de Figueira, vindo terminar na ponte antiga de Santarém, na EN114. Depois foi o habitual trajecto até Santo Estêvão, tendo no total dos dois dias percorrido 270Kms. Significa que gastamos cerca de 16lt de combustível, as refeições mencionadas e o voucher da Groupon, que incluía dormida, jantar e entrada nas grutas, tudo por 59€ (mais 18,80€ de extras no hotel). Foi um fds 3B´s (bom, bonito e barato). Até breve, num passeio perto de si.
A memória fotográfica está em:

quinta-feira, 5 de junho de 2014

2014.03.29/30 - MOTO-RALI VINHAIS (MOTOCRUZEIRO)


Para fazer este moto-rali até Vinhais, percorremos 1.121Kms, que nos levaram a uma zona muito bonita, num autêntico moto-gastronomia (esqueçam lá o moto-rali), simpáticamente organizado pelo Miguel do Motocruzeiro de Bragança e a sua dedicada equipa.
Para narrar o passeio socorro-me da prosa, muito bem escrita pelo Pai (Ernesto Brochado da FMP):
Sob a batuta do esforçado Miguel Sampaio, 37 equipas de todo o país, constituindo um animado de grupo de cerca de 60 mototuristas, deliciaram-se pelos soutos e carvalhais do Nordeste Transmontano. E regressaram deste fim de semana de 29 e 30 de março de barriga cheia de paisagens e… presunto, alheira, chouriça, queijo, carne…
Para o Guinness… à mesa
De facto, o que faltou em surpresas organizativas, cuidados e requintes mototurísticos, pormenores de road-book ou interpretação da paisagem, encarnação das gentes, usos e costumes, etnografia e arquitectura tradicional, entre muitos outros items desta tão querida actividade motociclística, sobejou em comida e mais comida, algumas das vezes servida em bonitos ambientes de aldeias transmontanas.
Pouco após a partida da sede do MotoCruzeiro, no sábado de manhã (um dia muito tristonho, por sinal mas que nunca beliscou a disposição dos participantes), os mototuristas começaram-se a aperceber da incrível simplicidade do road-book, do quão naif eram os “controladores” mas que, em contrapartida, de 30 em 30 minutos havia paragens para comer, de aldeia em aldeia. Foi assim todo o santo sábado que, para além do almoço e jantar, teve mais 5 lanches! Ou seja, se contarmos com o pequeno-almoço, neste dia tivemos 8 (!) refeições!
Moto-rali em caravana
Então o que aconteceu? Os participantes, de muitos motoclubes, mudaram o chip, alhearam-se das poucas e fáceis perguntas colocadas, esqueceram tempos, difíceis de cumprir devido aos atrasos causados pela comida que ia aparecendo à mesa para surpresa até do próprio clube organizador, juntaram-se em grandes grupos e foram gozando as fantásticas estradas de Montesinho, esquecendo autenticamente o facto de estarem num moto-rali pontuável para o troféu FMP.
E assim foram felizes no fim de semana.
O tempo chuvoso não ajudava à fotografia, mas os rijos e escarpados vales do Rio Rabaçal ficaram na retina de todos. Encostados à fronteira espanhola, os motociclistas conheceram excelentes estradas, novas ou arranjadas, que quebram agora o isolamento de aldeias como Casares, Espinhosela, Parâmio, Tuizelo, Santalha, Gestosa e Lomba, Dine, Fresulfe e Mofreita. Isto só para referir as cujas Juntas de Freguesia apoiaram o evento.
A maioria são terras belíssimas onde já se começa a recuperar a varanda, a fachada, o portão tradicional em contraponto à descaracterização que sofreram em décadas idas. Combatendo a desertificação, jovens voltam e apostam no turismo, recuperando casas e aldeias e deixando nos mototuristas a vontade do regresso, mal possam.
Foi isto a mais valia deste moto-rali.
Soltem o javali
Mas houve mais.
Após um sábado em que a organização narrou uma data de lendas locais, dando ideia de que este moto-rali se poderia chamar “As Mouras de Bragança”, o domingo trouxe ensinamentos:
a comprida, interessante e divertida visita guiada ao Parque Biológico de Vinhais mostrou a fauna e flora local e a importância de não causar desequilíbrios no sempre frágil ecossistema que nos rodeia, tão importante para o bem estar da humanidade. Passa-nos pela cabeça ir praticar mototurismo em zonas industriais e rios poluídos?
O Parque Biológico de Vinhais é uma obra inspirada no seu congénere de Gaia, mas com as adaptações próprias para Trás-os-Montes. Inclusivamente tem casinhas de madeira para receber o visitante. E foi aí que dormiu metade da caravana, entre javalis e corços. Um luxo, adormecer ao som da coruja-do-mato.
O domingo ainda traria outra surpresa: a Lorga de Dine, uma gruta natural habitada por antepassados e agora por morcegos incomodados pela nossa presença nas imediações desta bonita aldeia transmontana.
Resumo: grande passeio pelo Parque Natural de Montesinho. Regressamos a casa mais gordos e satisfeitos. Para o ano lá estaremos novamente, mesmo sabendo que o MotoCruzeiro não vai evoluir em nenhum aspecto organizativo. Deixem-se estar assim que tem clientela!
No pódio final, em Mofreita, Fernando e Carla Silva regressaram às “vitórias”, secundados pelo Tomás Reis e Marco Dias, graças à tentativa de regularidade entre tanta comida e com muita sorte à mistura devido às constantes alterações de horários.
As fotos do evento podem ser todas vistas em:

https://plus.google.com/photos/117846960715278019029/albums/6021371674849894129?authkey=CJCuirqg39b9cA

terça-feira, 22 de abril de 2014

2014.03.01 - Mina de São Domingos

Este passeio era suposto ser com a Sigonha (Honda Varadero), mas devido a arreliador toque no fds passado em Alcochete, que lhe danificou o radiador e um pouco da carenagem, teve que ficar no Sr. Doutor J  Assim viemos com a Núria (Renault Megane). Por um lado acabou por ser mais confortável, pois estava chuvoso, ventoso e frioso (existe esta palavra?). Saímos calmamente, sempre em EN, seguindo por Vendas Novas, Montemor, onde tomamos um pequeno-almoço no Intermarché (mas muito desagradável, pela qualidade e pela proximidade da porta), Évora, Portel, até à primeira paragem na barragem do Alqueva. A barragem estava cheia, mas o frio e o vento imperavam. Dali seguimos em direcção a Moura, uma terra que adoramos, pelos momentos que os amigos do Moto clube local, sempre nos proporcionam e onde nos estreamos nas lides mototuristicas. Como já não era cedo, decidimos almoçar por aqui. Sem referências,
encontramos a Chaminé e em bom momento escolhemos. Um simpático e agradável restaurante que nos proporcionou um bom repasto, com uma deliciosa entrada, bacalhau à brás para mim e gratinado para a Ana, molhado com um tinto da Quinta da Tomina e rebatido por uma deliciosa aguardente Herdade dos Machados. Preço justo (35€) por uma boa refeição, servido num sítio muito agradável e com um serviço eficiente. Passamos pela sede do MC mas estava fechado…deviam estar na sesta. Seguimos viagem, apreciando a bucólica paisagem alentejana, com as suas cores fortes, em direcção a Pias, onde fotografamos mais um apeadeiro de uma linha ferroviária abandonada. Continuamos viagem, passando pela ribeira de Enxoé, Serpa, em direcção ao Pulo do Lobo (lado este). O curso de água estava bem forte, o que proporcionou excelentes imagens – embora tivesse começado a chuviscar e a ficar nevoeiro. Com a tarde a escurecer, era tempo de seguir até Mina de São Domingos, onde íamos pernoitar no Hotel São Domingos, excelente edifício recuperado do complexo mineiro de Corte Pinto. Era o edifício dos Ingleses, da direcção e que agora é um simpático hotel, carregado de história, com uma parte nove e uma piscina exterior. Neste primeiro dia percorremos 262Kms, com uma média de 63kms. Jantamos no hotel, mas desiludiu. Muita parra e pouca uva, com um serviço mediano. Valeu o ambiente, onde se destacava um antigo fogão a lenha, impecavelmente recuperado.

No Domingo, começamos o dia com um bom pequeno-almoço, seguido de uma sessão de fotos ao hotel, para mais tarde recordar. O dia continuava cinzento, mas sem chover…para além de uns salpicos esporádicos. Demos um pequeno passeio por Mina de São Domingos, incluindo a sua igreja e a bonita praia fluvial, bem cheia de água e motorhomes, quase todas elas de estrangeiros. Já dei uns belos mergulhos nesta praia no passado e é excelente. Depois fomos até Corte do Pinto (isto em brasileiro, é motivo de risota…rsrsrsr), seguindo depois até ao Pomarão,Clubefashion, que incluía o jantar (sem bebidas, que custaram um extra de 8€), que custou 63,50€. Foi um tranquilo passeio, por zonas muito bonitas. Valeu!!
que era onde os Ingleses faziam a mudança do comboio para os barcos, que levariam o minério até ao fim do Guadiana e depois para Inglaterra noutros barcos maiores. É um bonito local, com o Guadiana, como palco, com uma enorme estrutura do guindaste, mas que ainda está carregado de simbologia. Começamos o nosso regresso, passando e parando em Mértola, que está muito gira e bem-apessoada, com um enorme monumento dedicado à capital nacional da caça. Decidimos reabastecer a Núria e quando estávamos de saída da bomba, passa por nós um simpático casal numa VFR amarela…era o Luis Galego e a sua mulher; o mundo é mesmo pequeno e serviu para dois dedos de conversa, com estes amigos de Sintra. Seguimos depois pela EN 122, em direcção a Beja, onde pensamos almoçar, mas sem sucesso. Resolvemos continuar na busca de um restaurante simpático. Passamos por Ferreira do Alentejo, mas não descobrimos nada. Decidimos seguir pela EN2, em direcção ao Torrão e em boa hora decidimos, porque ao passarmos em Odivelas, descobrimos a Albergaria o Gato, que mesmo cerca das 15h, nos serviu um belo repasto no restaurante, sem pestanejar (e ainda chegaram pessoas depois de nós e todas foram recebidas com um sorriso). Por cerca de 29€, tivemos um belo queijo de entrada, uma deliciosa carne de porco à alentejana, sobremesa, café e um jarro de vinho tinto. Ainda compramos uns roupões da albergaria; e sabem porquê? Albergaria nossa, dos Gatos…eheheh. Depois deste belo almocinho viemosvia Alcácer do Sal, Águas de Moura, Pegões e Santo Estêvão. Percorremos no total 523kms, a uma média de 65kms (sempre em EN) tendo consumido cerca de 25lt de gasóleo. Para o alojamento usamos um voucher do Clubefashion, que incluía o jantar (sem bebidas, que custaram um extra de 8€), que custou 63,50€. Foi um tranquilo passeio, por zonas muito bonitas. Valeu!! As fotos estão neste link:

https://plus.google.com/photos/117846960715278019029/albums/6004935212056010401?authkey=CICm9IyN6K6DQw

sábado, 19 de abril de 2014

2014.02.03 - Terrugem / Belém, Lisboa / Alcochete

Os amigos dos Motards do Ocidente propuseram-nos o seu 1.º Passeio do ano, uma calma voltinha com ponto de encontro na Terrugem, visita ao Museu da Marinha em Lisboa e terminar em Alcochete, para almoço e convívio com os amigos do Grupo Motard do Convento de São Francisco, Alcochete. Estando o desafio aceite, saimos cedinho em direcção à Terrugem, numa tranquila viagem com um solinho radioso, embora com temperaturas baixas.
Na Terrugem, encontramos um animado grupo, com vontade de "mototurismar". Foi-se juntando um grupo razoável em quantidade, mas superior em alegria, boa disposição e camaradagem. Foi tempo de degustar um pequeno almoço caseiro, uma vez que foi todo produzido pelos sócios dos Motards do Ocidente.
Já com os estômagos mais reconfortados, foi tempo de arrancar em caravana, calmamente até Lisboa, rolando pela Serra de Sintra, Guincho, Cascais, seguindo depois pela marginal até Lisboa, para arrumarmos as meninas no parque interior do Museu da Marinha.
Ao Museu veio juntar-se outra caravana oriunda dos companheiros do Convento de São Francisco, para a visita conjunta. Já à muitos anos que não visitava este Museu e foi uma agradável redescoberta. Excelente e grande espólio sobre o tema náutico, com grande amplitude temporal, muito bem conservado. Depois de uma introdução inicial, por um elemento da Policia Maritima, cada um teve a liberdade de andar por onde desejou e demorar-se onde mais lhe agradava. Aliás na parte final foi visível a dificuldade em reunir a malta para sairmos, novamente em caravana, para o Samouco, onde nos esperava, diante de uma bela paisagem, um choquinho frito. Foi um almoço rodeado da habitual galhofa, tendo terminado com algumas mensagens do Presidente Pedro Alves e a apresentação do próximo passeio, com carácter solidário.
Depois houve uma pequena passeata por Alcochete, tendo terminado em São Francisco, na bonita e confortável sede dos amigos do Convento.
Regressamos na companhia do Pedro Morais e da Milai, que seguiam para Arrão, Montargil. Foi um passeio muito tranquilo, não fosse ter amachucado um radiador, ao fazer uma manobra estúpida: estacionar em frente a um pilarete metálico, mais baixo que a dianteira da mota - imginam o que aconteceu quando saí...consegui enfiar o pilarete ente a a barra de protecção e o quadro, "dobrando" o radiador do lado esquerdo. Nada de muito grave, que não originou queda e permitiu regressar com a mota a casa, mas vai obrigar à sua substituição, por precaução. Andamos cerca de 200kms e que teve um custo de 14€ por pessoa, com o almoço incluído. As fotos do passeio, podem ser todas vistas, atarvés deste link:

https://plus.google.com/photos/117846960715278019029/albums/6004124733600025681?authkey=CIbNrJavyOKRdQ


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

2013.06.07_10 - 15.º Lés-a-Lés (Fafe-Castelo de Vide-Aljezur)


Aqui está o resumo da presença no 15.º Lés-a-Lés, a nossa quinta participação neste evento, que este ano ligou Fafe a Aljezur, com descanso em Castelo de Vide. No total, desde que saímos e regressamos a casa, percorremos 1.724 Kms, a uma média de 61 kms/h. Foram 28:10h de condução. Mais uma excelente aventura, entre amigos e motas, bem pelo meio de Portugal. No dia 7, saímos de casa cedinho, para parar em Benavente, para atestar a Sigonha e juntar à companhia, o Jorge Costa, para rolarmos juntos até Tomar, onde nos juntaríamos ao Fernando Silva e ao Pedro Amorim. Escolhemos um itinerário muito alternativo, que a seguir a Alcanena, nos fez passar num sítio em que voamos num ressalto do pavimento, que até deu para abrir a top-case. Depois de refeitos do susto, lá continuamos, sendo que era giro como dois GPS´s Garmin, com as mesmas definições e com o mesmo destino, nos mandavam para sítios opostos. Chegamos a Tomar, um café e lá voltamos ao caminho, quando começou a chover a sério. O próximo destino era o almoço na Mealhada, no Rocha. Optamos por seguir pela A13, mas desencontramo-nos e ficamos em 2 grupos. Mas chegamos ao Rocha, quase ao mesmo tempo, mas não havia leitão…eheheh. Rápida discussão e seguimos para o Pic-Nic, na EN. Entretanto juntou-se o João Moreira. Comemos (nada de especial) e seguimos viagem, até parar na área de serviço de Santo Tirso, na A3, para tirar os fatos de chuva, que entretanto tinha aliviado. Viagem tranquila até Guimarães onde pernoitamos. Tivemos um belo jantar na Cervejaria Martins, bem no centro, na Praça do Toural, para no dia seguinte começarmos de manhã com as verificações técnicas, no jardim central de Fafe, cheio de gente animada e bem disposta, mesmo com a chuva miudinha. É um momento de encontro com os amigos e fomos muito bem recebidos pelas pessoas de Fafe. Depois de tudo verificado, autocolantes metidos, road-book colado, foi tempo de sair com o parceiro João Moreira e os restantes “Varaderos” para o prólogo, denominado “Com Fafe ninguém Fanfe”, com 49,3 Kms de extensão, que nos levou a passear por esta sala de visitas do Minho, com uma inesquecível passagem nos famosos troços do rally de Portugal…quem não se recorda de Fafe Lameirinha e dos seus saltos? J Foi uma bela passeata, para aquecer os motores e preparar o dia 1 do LaL. O almoço foi em Travassós, no restaurante de estrada, Fogo Mágico, que nos proporcionou um momento de descanso, entre uma comidinha razoável. Pela noite, descansamos em Guimarães novamente e no dia 9, pelas 6h lá estávamos em Fafe, na partida. O dia estava chuvoso e cinzento e assim, se haveria de manter durante quase todo o dia, o que limitou o prazer desta bela tirada até Castelo de Vide, com 451,4 Kms. Fomos rolando a um ritmo baixo, o piso estava escorregadio e com muito nevoeiro. Tivemos a oportunidade de passar em sítios fantásticos e belos, bem ao estilo do LaL: aldeias perdidas, serras com vistas deslumbrantes, passagens para ver os lugares de uma maneira diferente, sempre com o toque da história e da cultura – Amarante, Ester de Cima, termas de São Pedro do Sul, Vouzela, Cova do Lobisomem – onde os amigos dos Motogalos, nos quiseram comer com os seus simpáticos monstros, até ao Caramulo, onde tivemos a primeira grande paragem, para visitar o Museu Automóvel – fabuloso, quer na qualidade, quer na variedade, mas acima de tudo na qualidade da conservação. Parabéns aos irmãos Abel e João Lacerda. A paragem seguinte foi para almoçar, uma bela pratada de grão com carne, na antiga estação de comboios de Tondela, tendo agora a linha sido substituída por uma ecopista, com 50 kms, que liga a Viseu e Santa Comba Dão. Arrancados daqui, passamos Santa Comba Dão e quando entramos na EN17, estrada das Beiras, paramos para a cafezada. Daqui seguimos para Góis, onde nos esperavam umas belas cerejas, para degustar junto ao rio. A diferença desta bela localidade, agora e no fds da concentração. Seguimos para Alvem, Aldeia da Pena (inserida na rede das Aldeias de Xisto). Depois foi começar a galgar um trilho de terra, com 6 kms (com lama mousse) até ao cume da serra da Lousã. Para piorar, estava um nevoeiro cerrado em algumas zonas, chuvinha e frio. A partir daqui e com o tempo a melhorar tivemos a oportunidade de desfrutar do passeio que nos levaria até ao Picoto da Melriça – o centro de Portugal, junto a Vila de Rei, tendo passado ainda pela barragem da Bouçã. A paragem seguinte já foi em Aboboreira, para serrar o tronco. São uns malandrecos estes ideólogos do LaL. Depois seguimos até Mação, para o apetitoso lanche com belo presunto e o bolo de anos do João Pimentel, trazido pela Carla Silva. A seguir passando pelas barragens de Pracana, Fratel, Poio e Póvoa e Meadas, foi sempre a rolar até Castelo de Vide onde chegamos pontualmente, perto das 19h, ou seja com 13h de mota…é obra. Ficamos alojados na Casa do Parque, bem no centro de Castelo de Vide. É uma residencial simpática, mas com uns donos complicados. Jantamos lá um belo bacalhau à brás. Durante o jantar fomos surpreendidos com um telefonema do Pedro Amorim, que estava com uma fuga no radiador, provocada por fricção da carenagem. Quando chegamos ao pé deles (estava com o Jorge Costa), estava a Vara toda desmontada e o Pedro estava “descoroçoado”. Mas o espirito da família motard funcionou. Alguém tinha arranjado um tapa-fugas, mas estava em Portalegre. Lá fomos nós, a Portalegre buscar a embalagem milagrosa, enquanto eles foram tomar banho e jantar. No regresso, ao som de uma excelente banda cover dos Pink Floyd, foi só colocar o liquido e voltar a pôr as carenagens..et voilá! Funcionou e aguentou até ao fim. Depois foi dormir, porque no dia 10, a partida estava marcada novamente para as 6h, para irmos até Aljezur, numa ligação de 516,5Kms.
Ao fim de 27 kms, estávamos a entrar em Espanha, para saudar os nuestros hermanos. Foram cerca de 15 kms, para fazer a ligação, pelo estrangeiro, a Arronches. Mais adiante, Barbacena, onde nos esperava mais um controle desta vez com os Motards do Ocidente. Em Elvas, fomos surpreendidos pelas comemorações do 10 de Junho, que nos obrigou a inventar um caminho para seguirmos para Juromenha, onde fomos controlados, por umas belas “damas” do MC Porto. Tempo ainda para umas fotos no castelo da Juromenha. A seguir, sempre rolando pelas rectilineas estradas alentejanas, fomos até Rosário, onde tivemos oportunidade de visitar a “venda” do café Perdigão. Fabuloso monumento às lojas que tudo vendem e até o cabelo cortam. Continuando a rolar por rápidas e boas estradas junto ao grande lago, passamos por Motrinos e paramos em Corval, terra de olaria, mas também conhecida pela peculiar Rocha dos Namorados. Antes do almoço em Portel, ainda fizemos um pequeno circuito ao seu redor, para conhecer Monte do Trigo, Oriola e Santana. Finalmente o almoço em Portel, onde mais uma vez fomos muito bem recebidos e alimentados. O café foi tomado 40 kms depois em Beringel. Estava na hora de rolar novamente, em direcção ao destino final e ainda faltavam uns kms. Seguiu-se Mombeja, Ervidel, Castro Verde, Almodôvar (já em plena EN2), onde paramos para visitar uma exposição da antiga JAE e dos seus cantoneiros. Muito curiosa. Continuando, por Azinhal dos Mouros, ribeira do Tarilhão, Pico do Um, Brunheira e ribeira da Azilheira, onde numa passagem a vau, os amigos do MC Albufeira, nos receberam com toda a imaginação, que até meteu um submarino. Pouco depois atravessando o IC1, seguimos para Monchique, descendo de seguida para a ribeira de Seixe, onde paramos para descansar e pregar umas partidas aos outros motards, simulando um controle secreto…ahahahh! Estávamos quase, mas ainda tivemos um belo troço de terra até Odeceixe, seguindo-se Maria Vinagre, praia da Amoreira, com passagem pelo castelo de Aljezur, Monte Clérigo, Arrifana e finalmente o palanque final em Aljezur. Depois das fotos da praxe, um merecido jantar, seguido de regresso a casa. E assim terminou mais um passeio mor do mototurismo nacional, sob a égide da Federação de Motociclismo de Portugal. As fotos estão todas em:
https://plus.google.com/photos/117846960715278019029/albums/5964252927528643489?authkey=CLfP8de184rk1AE