terça-feira, 24 de janeiro de 2012
2012.01 - CONCELHO DE ALJEZUR
No fim de semana decidimos dar o pontapé de saida para mais um ano de passeatas. A ideia original era ir de mota, conhecer em profundidade este belo concelho algarvio, situado na Costa Vicentina, com quatro freguesias: Odeceixe, Rogil, Aljezur e Bordeira. Por razões profissionais, como regressavamos de mais uma semana de trabalho em Espanha, decidimos fazer este passeio "enlatados". A razão da escolha desta região, prendia-se com o desejo de conhecer melhor este concelho, as suas praias, a gastronomia (umh! marisco) e as histórias, lendas e monumentos. Acertamos com um belo fim de semana, cheio de sol e nada comum neste mês de Janeiro. Usamos para base do passeio o hotel de Vale de Lobo, unidade antiga, mas numa zona muito calma. A antiguidade do hotel foi compensda pela simpatia do pessoal. A reserva foi feita usando um voucher do Club Fashion e o alojamento para duas noites com pequeno almoço, custou 69€.
O link para todas as fotos da passeata é o seguinte:
https://picasaweb.google.com/ruisilvalima/201201ALJEZUR?authuser=0&feat=directlink
Chegamos na noite sexta feira à noite, vindos de Sevilha, depois de atravessarmos o Algarve pela serra, num belo e calmo passeio, iniciado em Castro Marim, atravessando Odeleite, Sourdes, Zambujal, Cachopo, Barranco do Velho, Querença (Fonte da Benémola), Salir, Benafim, Alte, Messines e Silves. Na parte final e por ser já de noite, optamos pela Via de Infante (já com SCUT´s), por Lagos, para apanharmos a EN120 em direcção a Aljezur. Nessa noite jantamos bem no centro de Aljezur no restaurante Pont´a Pé, que apenas significa passar a ponte pedonal entre o mercado e o largo da Liberdade e não um valente biqueiro no "sim senhor" :) O jantar foi agradável, rebatido com um medronho e uma ginja caseiros, entre dois dedos de conversa com um simpático casal reformado, ele inglês, ela filipina, a gozarem as suas reformas nesta bela área. O jantar, incluindo uma bela garrafa de vinho rondou os 50€.
No Sábado depois de um consistente pequeno almoço, montamos a estratégia do passeio: começar pelas praias do Sul de manhã, fazer um percurso cultural a pé, por Aljezur, de tarde e guardar as praias do Norte, para a manhã de Domingo, aproveitando o caminho de regresso. No hotel tinhamos recebido um voucher para visitar o Museu do Mar e da Terra da Carrapateira. Decidimos assim rumar até esta pitoresca localidade. O Museu situa-se numa zona sobranceira, com uma excelente vista para o mar. Com o voucher de desconto pagamos 2,56€, para entrar, visitar o Museu e aceder a uma exposição temporária sobre o riso. A recepcionista foi muito amável e detalhou-nos o museu. A visita foi feita pelo nosso pé e com o tempo que quisemos. O museu tem génese na Jonas, uma baleia que deu à costa nesta zona e que serve de "guia" para exibir uma fantástica colecção de objectos testemunhos dos usos e costumes locais, que criam os alicerces do lema do museu: por todos e para todos. Mostra as valências do mar e da terra e como elas se cruzam no tempo destas gentes. Confesso que quando estava a preparar o passeio pensei não ir a este museu, pensando que era "mais um", mas no final reconheço que estava redondamente enganado. Valeu a pena. Depois desta visita, aproveitamos para dar uma volta a pé pelo interior da Carrapateira (e procurar pela nossa querida amiga Graça Freitas, mas que estava pela capital). Depois regressamos ao carro e entrando na estrada de acesso à praia da Bordeira, demos a volta por um belo estradão de terra, em sentido contrário aos ponteiros do relógio que nos levou até à praia do Amado, com diversas paragens para disfrutar das belas escarpas atlânticas, partilhadas pela espuma do mar, pescadores e muitas gaivotas, que proporcionaram muitos retratos. De regresso à Carrapateira, eram quase 2h da tarde (o tempo voa), o que significava alimentar a barriguinha. A escolha recaiu no Mazagão (Petisqueira Refinada). Atendimento simpático, lugar muito agradável, recheado de objectos tipicos, com um toque norte africano. Comida e petiscos saborosos, apenas com um serviço demasiado lento, mas que acabou por proporcionar amenas cavaqueiras com outros comensais, incluindo um casal holandês, que vive em Espanha (Maiorca) e estava a dar uma volta por toda a costa Ibérica, com a sua motorhome. Depois de mais um pequeno passeio, regresso a Aljezur pela EN268. O passeio pedestre estava adiado para Domingo, pois já passava das 16h. Seguiu-se uma visita à praia do Monte Clérigo, muito bonita, encostada a um simpático conjunto de casas, cortadas pela ribeira que na praia desagua. Subimos e fomos espreitar a praia da Amoreira, pelo lado Sul. Depois, com passagem obrigatória por Aljezur passamos para o lado Norte da praia da Amoreira, aonde sentados na esplanada, entre um café um torta de amêndoa, podemos assistir a um belo final de tarde. Regressamos ao hotel, para descansar e mais tarde jantar.
No Domingo, levantamos mais cedo e zarpamos para Aljezur para dar um belo passeio a pé, bem por dentro da vila. Para isso usamos o roteiro disponível no sitio da Câmara Municipal:
http://www.cm-aljezur.pt/portal_autarquico/aljezur/v_pt-PT/menu_turista/turismo/percursos/aljezur
Foi um belo passeio, embora todos os museus estivessem fechados (a um Domingo?). A volta demorou cerca de 2h e foi feita nas calmas, com muitas paragens, para se poder registar as belas imagens, que para sempre ficarão na nossa memória (e nos registos electrónicos das fotos). Terminamos no largo do mercado a tomar um segundo pequeno almoço. Despedimo-nos de Aljezur, com uma excelente imagem e seguimos para o próximo e último destino deste concelho: Odeceixe. Encontramos uma bela terra, mas como muitas terras de litoral, muito vazia de pessoas e com o comércio quase todo fechado. Demos a volta até à praia, sempre muito bonita.
Viemos a terminar esta bela passeta, já em Porto Covo onde fomos petiscar ao famoso e sempre famoso Marquês, que continua a ter uma deliciosa lista de petiscos, mariscos e outras comidas, sem restrições de horários e acompanhado dum belo serviço. E assim terminamos um belo fim de semana com muito sol e amor.
domingo, 8 de janeiro de 2012
2012.01.07 - ARRÁBIDA: DA FIGUEIRINHA AO PORTINHO
Vamos cometer uma pequena heresia ao espirito deste blog, pois vamos relatar um passeio a.....pé. Decerto quando acabarem de ler, vão perceber que vale a pena pois, o que fizemos a pé serve de ideia para uma bela passeata de mota. Esta caminhada foi organizada pelas "Lebres do Sado" (Associação de Atletismo das Lebres do Sado), clube pelo qual nutrimos um carinho, pois já fomos sócios e atletas na vertente da orientação.
Assim pelas 9h estava reunido um grupo de meia centena de pessoas, muito heterogéneo, no que respeita a idades, prontos para uma fantástica passeata, sob a orientação da Dina e do Paulo Mota, com uma grande dose de boa disposição e companheirismo. A manhã estava muito agradável com uma temperatura de 8º, solarenga e sem vento. A visibilidade era total. Após um curto briefing do Paulo Mota, sob o passeio e algumas recomendações de segurança, partimos com destino ao Portinho da Arrábida. A ida, seria feita o mais rente ao mar, pelas dunas e falésias e o regresso pela estrada. Os primeiros 500 mt foram feitos pela estrada na direcção poente, atravessando dois dos recentes mini túneis de sustenção e proteção das encostas da Arrábida. O orgasmo de paisagens começou, com uma vista muita ampla sobre o estuário do Sado, encostados nas faldas da serra e a impressionante cristalinidade das águas. Aqui e ali, um rochedo costeiro, tendo por habitantes algumas gaivotas. OS disparos das máquinas sucediam-se. Chegados a Galápos, descemos para a cota da água, começando a caminhada pela areia. Depois de cruzarmos toda a praia, embrenhamo-nos pela vegetação para poder continuar a bordejar a linha de água. O companheirismo sucedia-se na entreajuda de algum obstáculo mais complicado, mas galhardosamente ultrapassados por todos, sejam novos ou menos. Na praia seguinte entregou-se um prémio de participaçãp, sorteado entre todos os presentes, que decerto muito útil será na descoberta dos pontos cardeais. Depois iniciamos uma bela subida por uma labirintica vegetação, sempre tendo a bombordo o rochedo da Anicha. As paisagens magnificas sucediam-se a um ritmo inebriante. No final deste trilho, alcançamos a descida em asfalto para a praia do Creiro. Na entrada da praia tivemos a oportunidade de visitar a estação arqueológica, que foi um complexo industrial de produção de salgas de peixe, no tempo dos Romanos (já aqui tinhamos estado em 2008, durante um magnifico motorali, organizado pelos Motards do Ocidente). No final da visita, tivemos o brinde de uma bela e curta palestra do companheiro Valdemar Damião, sobre a sua longa experiência de peregrino, nas caminhadas dos Caminhos de Santiago de Compostela. Ficou o desejo de em breve seguirmos o seu exemplo. Chegados aos bares da praia a bexiga e o tipico desejo do café matinal, falaram mais alto e obrigou a uma reconfortante paragem. De realçar a quantidade de pessoas que estavam nesta praia envolvidas na prática de mergulho amador. Daqui até ao Portinho, foi um ápice e assim chegamos ao nosso ponto de viragem. O Portinho continua a ser um segredo de bem estar e paraíso, mantendo a sua tipicidade, com os belos restaurantes, literalmente, em cima da água. O parque de estacionamento é pequeno, mas uma mota arruma-se sempre em qulquer canto, o que convida a um belo passeio para rolar com as nossas meninas, culminando com um belo peixinho no prato. LoL. Aqui o nosso grupo de caminhada aproveitou para tirar mais umas fotos e preparar-se para o regresso pelo asfalto. Na saida do Portinho passamos pela sua fortaleza de Santa Maria, que alberga o Museu Ocanográfico, até atingirmos o cruzamento de acesso ao Portinho, avistamos belos chalets (que histórias terão estes chalets para contar?) e pelas belas instalações do lar de férias da benemérita obra da Casa do Gaiato. Apanhada a estrada EN 379-1, em direção a Setúbal, tivemos a oportunidade de ver por cima o que tinhamos andado em baixo. As vistas continuavam soberbas. Pelo caminho ainda um encontro com o corpo de guardas florestais, que zelam pela segurança da serra e dos seus visitantes, corpo que tem uma boa relação com as "Lebres". Ao fim de cerca de 11500mt e 3,5h depois, regressamos à partida, despedindo-nos nos nossos companheiros, ficando o apetite para outras caminhadas. No regresso a Setúbal, tivemos que comer um belo peixinho grelhado, para restabelecer as forças, acompanhado por um bom branco para hidrtatar os nossos belos corpinhos. Depois de almoço e para desmoer, um outro curto passeio pela baixa Setubalense e o seu mercado de antiguidades (muito giro).
Já mais pela tarde dentro, uma ida de mota até Albarraque para a inauguração da nova loja da Touratech Portugal. A noite terminou no Porto Alto, para ver o futebol, jogar uma sueca, comer, beber e estar com a "familia". Grande dia!
O link com as fotos todas é o seguinte: https://picasaweb.google.com/ruisilvalima/201201ARRABIDADAFIGUEIRINHAAOPORTINHO?authuser=0&feat=directlink
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
2011.NOV.26 - N2 (Percorrer num único dia os 750 Kms de Chaves a Faro)
https://picasaweb.google.com/lh/sredir?uname=ruisilvalima&target=ALBUM&id=5682069039143887761&authkey=Gv1sRgCKvilJ7dyP2G1wE&feat=email
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Odeio desisitir mas hoje foi a melhor solução. Não conseguimos chegar a Faro, pela N2, não porque nos tenha acontecido algo ou à mota, mas apenas porque aquele mapa que nos deram - para quem não tinha GPS (e tinha que ser Garmin!) era técnicamente nulo. Era impossível de lê-lo em andamento; não era nada detalhado; não cabia no leitor de roadbook, que se usa no mototurismo. Solução: era andar na "cola" dos outros. Bom dos outros havia de tudo - bons e maus condutores; bons e maus navegadores; bons e maus companheiros. Por isso sensivelmente a meio e depois de tentarmos navegar à vista, com os nossos conhecimentos, pensando que já iamos entrar na serra do Caldeirão, de noite, decidimos que não valia a pena, fazer uma estarada que dali em diante conheciamos bem e arriscar algo, pela fadiga e pelo desgaste psicológico. Os organizadores devem repensar o tipo de informação disponibilizada aos participantes. Entendo que tenham tentado dar o melhor, mas enquanto "clientes" mereciamos mais. A rever.
Sobre o dia, bem começou bem cedinho, cerca das 5h, a ultimar as coisas no hotel, colar os autocolantes e procurar a saida, que estava no marco do Km 0, em Chaves. Encontramos o Rui Baltazar com um furo lento, tendo-lhe disponibilizado o tapa-furos, que pelos vistos resultou. Este foi o nosso primeiro grande grupo de companhia, onde estavam uma série de grandes amigos. Saimos debaixo de um intenso nevoeiro, com muito frio, de noite e com o piso a exigir muita atenção. Rolamos num ritmo elevado, tendo abandonado este grupo já na Régua, pois a Sigonha necessitava de alimento. Ainda começamos a subir para Lamego, mas gasolina nem vê-la. Decidmos baixar substancialmente o andamento, teno o usado o nosso GPS (que só tinha bateria e portanto, não aguentava as 14h previsíveis do trajecto) para chegar em segurança a Lamego, aonde abastecemos a mota e o nosso estômago, no simpático café da bomba (uma senhora muito simpática e super bem disposta).
Aí encontramso o amigo Luis Amaral e o seu grupo, tendo rolado com eles a partir daí, numa toada muito agradável. Tiramos a primeira foto de controlo ao Km 146, mas viemos a falhar a segunda na barragem da Aguieira, por erro de interpretação do GPS deles. Paciência. O mais importante era chegar ao fim. Em Penacova tinhamos o reabastecimento volante, tendo aproveitado para descansar e recuperar energias - já vinhamos com 5h e algo de condução. Já mais para a frente antes do Km 300 (onde tinhamos a terceira foto de controlo) encontramos a equipa do amigo Rui Pinheiro com uma moto avariada. Tudo estava encaminhado tendo rolado até ao km 300, para tirar a foto e ficamos à espera dos nossos guias, que decidiram ficar parados com o amigo do Porto que estava avariado. Nós decidimos seguir com o Rui Pinheiro até Pedrogão, onde iam buscar as peças para o amigo avariado, tendo seguido a solo a partir daí. Ainda andamos na cola de outros participantes que não conheciamos, mas optamos por seguir sózinhos, com os nossos conhecimentos, mas tendo como handicap que a (antiga) N2 nem sempre está lá, obrigando a atalhos que não conseguimos identificar no nosso famigerado! mapa. Acabamos por nos perder e em cima da ponte de Fereira do Zêzere para vila de Rei passamos ao plano B: seguir directos para Vilamoura, sem passar na casa partida (leia-se - borrifando-nos para a N2), pois se insistissemos nesse objectivo iriamos chegar bem de noite a Faro e decerto exaustos. Então seguimos para o IC3, A23, A1 e na saida de Santarém para ir apanhar a A13, passamos ao plano C: estavamos cansados, psicológicamente abatidos - não vale ir para o Algarve só para ir jantar e dormir a Vilamoura, vamos mas é directos para casa. E assim foi, terminando ingloriamente este desafio, mas com a consciência de que com a ferramenta de navegação que tinhamos era impossível, como aliás aconteceu a quase todos que o tentaram usar. Fica a ideia de fazer este mesmo trajecto em 2, 3 ou mesmo 4 dias, pois garanto-vos que merece a pena. As paisagens são deliciosas. Hoje foi um dia para esquecer - até o Sporting perdeu :(
Venha a próxima aventura em duas rodas. Sempre.
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Chegamos bem a Chaves, na companhia do Jorge Costa. Tivemos uma paragem em Oiã, onde nos cruzamos com o Vagabundo de Labutes, o nosso amigo Paulo Oliveira, com quem tivemos o prazer de conversar.
Chegamos mesmo no final do dia, dando tempo para uma soneca retemperadora, banhoca e jantar com os amigos Varaderos. Depois fomos até ao centro do evento no Hotel AquaeFlavie, para levantar a documentação e assistir ao briefing do passeio.
Amanhã pelas 06.30h, seremos a equipa 73 a partir - leram bem: 6.30h!!!! O tempo espera-se bom, mas com muito frio e nevoeiro na parte inicial. Como não tenho o GPS da moto, nem trouxe os óculos estou F.....! :) Tenho que ir na cola de alguém, pois o roadbook - melhor o hiper mapa não cabe no leitor do roadbook e mesmo que coubesse eu não o conseguia ler. Felizmente o 74 é o casal Rodrigues da Deauville, que não via desde os Açores 2008, com quem vamos andar juntos. Xau, até amanhã em Faro, onde devemos chegar pelas 20h. Abreijos dos Motogatos.

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A Sigonha está pronta para iniciar uma nova aventura. Nada mais nada menos do que percorrer numa única etapa os 750 Kms da mítica EN2 de Norte para Sul ou seja, de Chaves para Faro. Desde Setembro quando soubemos da iniciativa que dissemos: "Os Motogatos" estarão lá.
O programa é bem aliciante e parece estar bem organizado - a organização é da responsabilidade dos "Espaços Sonoros". Haverá um briefing amanhã à noite, a partida para a primeira mota será às 6h da manhã e no final em Faro, temos prometido um belo hotel de 5* para nos reconfortar, em Vilamoura, o Crownplaza :)
Amanhã, a saída para Chaves, será pelas 10h, na entrada da portagem da A13, em Santo Estêvão, quando nos juntarmos com o Jorge Costa para iniciar a viagem.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
2010.SET.18/19 - 9º. MOTORALI MOTOGALOS DE BARCELOS



Este foi o primeiro motorali que fiz sem a Ana, por motivos de saúde dos "cristais" dela que continuam a arreliá-la. Pensei em escrever uma crónica própria, mas decidi "plagiar" (mais uma vez) a brilhante crónica do grande amigo Pedronho, extraordinário escriba:
"In Vino, Veritas", Platão (No vinho, a verdade)
"O binho é que induca", Júlio César Pedronho
"Si vis pacem, para bellum", Júlio César, Imperador de Roma 100 - 44 AC (Se procuras a paz, prepara a guerra)
"Alea jacta est", Idem (Os dados estão lançados)
"Vini, vidi, vici", Idem (Vim, vi e venci)
"Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar" Idem
O Cronista-Mor Oficial do Condado Motard de Entre Vouga e Mondego e D'Aquém e Além Douro, Provador Real dos Vinhos do Alentejo e Dão e Bebedor dos Vinhos do Minho, Verdes e Alvarinho e Cotard Convicto.
Grande Embaixador Cotard para as províncias Ultramarinas, Galiza e Galáxia de Andrómeda, Comendador da Ordem do Algodãonãoengana
Depois de bela descrição do autor da crónica, aqui vai ela:
09:00 da manhã e já a Praça do Município de Montalegre fervilhava de motards à espera dos famosos rojões fielmente servidos ano após ano pelos MotoGalos. Uma pequena caminhada levou-nos ao Ecomuseu de Barroso e ao Castelo, até que chegou a hora de pegar nas motas e percorrer-mos as estradinhas que nos levariam ao destino. A primeira paragem foi em Padornelo, para ver o Forno do Povo, construção quase omnipresente nas aldeias, que consiste num forno construído por toda a aldeia e onde toda a gente se reunia para cozer o pão. Subida à Serra do Larouco e um pouco de terra batida levou-nos à nascente do Rio Cávado. Poucos kilómetros depois estávamos a passar novamente em Montalegre, percorrendo sempre que possível as margens do Cávado. Mais um pouco de terra e a paragem seguinte foi na ponte de Lameiros do Rio. Já perto da hora de almoço, a paragem na Barragem do Alto Cávado foi bem escolhida, que ao lado estava à nossa espera a “Palhota”. Enquanto uns iam fazer os jogos, houve quem se interessasse mais por ver a temperatura da cerveja. Passagem pela Porta de Montalegre do Parque Nacional da Peneda-Gerês e em Travassos admirou-se a Torre do Boi (não, não era um espelho para vermos os bois) uma escultura em memória de um campeão de chega de bois de outros tempos. Paredes do Rio levou-nos a ver os canastros, o Pisão, o Moinho e o Forno do Povo. Esperem lá, fazem-nos parar aqui e o restaurante com o almoço à nossa espera a 400 metros? Está mal, muito mal, quero o livro de reclamações. Hmmm, feijoada? Agora é que vai ser poupar combustível, que as motas vão andar a gás e a energia eólica.
A prova recomeça e pouco depois, do alto pode-se admirar a Barragem de Paradela em quase toda a sua extensão. Visita à Capela de Santa Luzia, em Cela e depois em Lapela apreciou-se a casa Cabrilho seguiu-se uma passagem sobre o Rio Cabril e um repouso a meio da tarde no Rio Toco, com os rojões à nossa espera. Com o calor sempre presente, houve pessoal que aproveitou para se refrescar, alguns completamente vestidos e outros quase sem roupa nenhuma. Devido à feijoada do almoço aquele pequeno charco foi rapidamente transformado jacuzzi. Barragem da Caniçada e depois tivemos que identificar o Pedronheiro (árvore cujo fruto é o Pedronho), ooppps, sorry o medronheiro (cujo fruto é o medronho). Final do 1º dia de prova em Amares e com o resto dos rojões a serem postos à prova. Banhoca para refrescar, jantar e diversão nocturna.
Domingo de manhã e prontos para voltar à estrada, para o trajecto mais curto de todos. Ainda em Amares, fomos visitar a Quinta Lago dos Cisnes. Enorme, árvores, ar puro, muitos bares ao ar livre, animais de capoeira, um lago com… patos? Ora bolas, eu a pensar que estava no lago dos cisnes e vim ter ao charco dos patos!!!. Uma jaula enorme com árvores e supostamente um macaco. Mas onde está o macaco? Olhei à volta e percebi, os macacos andavam todos à solta com fatos de andar de mota e máquinas fotográficas na mão. Ainda deu para um “tête-à-tête” com uma avestruz. Na praia fluvial de Adaúfe, vestiram a pele de uma ovelha, enfim mais uma risota para quem assiste. Sempre junto ao Cávado, lá se chegou a Lamas para a última prova, fazer uma peça em barro, o que vale é que não havia nenhum participante proveniente das Caldas. Foto de grupo e depois em caravana para o almoço e entrega de prémios.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
2010.JUL.10/18 - PARIS / MONT SAINT MICHEL
Para resumir esta fantástica viagem só tenho uma palavra: adoramos. Era previsto ser uma viagem de 3.900kms e rolamos 4.326Kms, pois para além das grandes ligações, temos sempre que contar com as voltas locais. Os custos totais (excluindo as portagens em Portugal) foram de 2.075€, divididos por: almoços-214€, jantares-448€, hotéis-723€, gasolina-335€, portagens-99€ e diversos-257€. Sobre a gasolina, metemos 252,10lt, com preços a variarem entre (???) 1,15€ (na GALP de Badajoz) e 1,49€ (numa Shell em França). A média da Varadero foi de 5,83lt, o que é muito razoável, mesmo tendo em atenção que rolamos em AE a velocidades na ordem dos 130/140. Lamentamos o caso do kit de transmissão, pensando nós, que tal se deve a um erro de manutenção do concessionário na(s) última(s) revisão(ões). Mas isso será um assunto para depois e mesmo assim a Varadero teve um comportamento sensacional. As paragens nos trajectos maiores foram feitos a cada hora/hora e meia de viagem, o que se mostrou muito aceitável para as nossas nádegas. A Ana, também teve um comportamento sensacional – basta pensar que à cinco anos ela fez a primeira viagem à concentração de Faro, mesmo não gostando de andar de mota. Sobre a viagem, considero que o planeamento foi essencial. Tudo correu cinco estrelas, não nos esquecemos de nada e depois foi apenas questão de pequenos ajustamentos. Adoramos os locais. Gastronomicamente, ficará na memória os mexilhões da Ana e as minhas ostras. Levamos os hotéis todos pré-reservados, mas mais uma vez cheguei à conclusão que podemos ir à aventura, pois é fácil arranjar locais e por vezes a melhor preço que as reservas on-line. Ficamos com pena de não poder visitar o interior do circuito de Le Mans, por razões deles. Le Mont Saint Michel é um sitio verdadeiramente divinal e também lá terei que voltar e desta vez para ficar dentro da cidadela no hotel da “La Mére Poulard”. LA Rochele é giro, em especial a Ilha de Ré. Bordéus foi uma desilusão. San Sebastian e Madrid já conheciamos de outras andanças e são sempre aquelas cidades fantásticas. Esta viagem fica na memória dos Motogatos para sempre. Foi fenomenal. Agradecemos o apoio dos amigos. As fotos todas estão disponíveis no Picasa:
http://picasaweb.google.com/ruisilvalima/ViagemDeMotaAFrancaParisLeMontSaintMichelLaRochelle#
Até à próxima viagem. Abreijos.
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2010.JUL.18 (DIA 9)
Já chegamos e estamos muito bem (tirando o rabo um pouco quadrado). Chegar foi um milagre. A transmissão da Sigonha está perfeitamente arrasada. Vamos à história do dia. Saímos de Madrid cerca das 9h, mas muito apreensivos. A corrente dava cada estalo que até assustava. Até quase que tinha vergonha de andar na rua com ela. O dia estava relativamente fresco e aproveitamos para rolar cerca de 80Km, tendo parado para reabastecer e meter óleo na corrente. Lá voltamos a rolar até cerca do Km 190 da A5 (espanhola), para tomar um café. Disse para a Ana: “…não sei se não é melhor dar outro aperto na corrente – embora sem as ferramentas ideais…”. Mas não o fiz com medo de piorar a situação. Depois de um bom segundo PA, saímos para a AE….melhor saímos da área de serviço, felizmente com um caminho de acesso e pum!!!!. Pensei: acabou-se, parti a caixa de velocidades!!! Felizmente era apenas a corrente solta (o que é isso para nós??). Toca de a empurrar para a área de serviço, pô-la á sombra e olhar para o estrago. Chamar a assistência em viagem? Nope! Vamos meter a mão no óleo. Quando olhei para a “chavinha 27” pensei com os meus botões: estou lixado (mas com um F muito grande!!!)!!!! Depois de algumas tentativas frustradas para desapertar a porca da roda de trás, lembrei-me de ir à bomba ver se tinham chaves de Homem! E tinham uma 22 e uma big chave inglesa. Havia de servir! E serviu, estiquei a corrente quase ao máximo, mas mesmo assim ainda tinha uma folga boa – estranha, pois estava muito tensa em algumas zonas e frouxa noutras. Depois da reparação em pleno troço, lá arrancamos, mas sinceramente só desejava chegar até à fronteira. Depois de mais 215Kms seguidos (rabo, sofre!) paramos na última área de serviço antes da fronteira, para almoçar e dar descanso aos “bombos” que tínhamos na cremalheira. Aproveitamos para ver o MotoGP (que corrida fantástica, pena o Rossi ter ficado fora do pódio). Quando arrancamos na minha cabeça só tinha uma coisa: quando mais andar, antes de partir, menos ando de táxi até casa. Fizemos cerca de 130kms até à área de Montemor o Novo (estávamos a cerca de 90 kms de casa) e quando olhei para a corrente até me deu um arrepio: um dos elos, já nem capa tinha – só restava o eixo de ligação!!!! Que fazer? Perdido por um, perdido por mil – este conjunto já é lixo! Vou levá-la com “pinças” até ver aonde ela aguenta. Não podia esforçar nada a corrente. E no meio disto tudo o calor a apertar!!! Mais de 38 graus, nada bom para a máquina, nem para nós. Estes últimos 90kms foram feitos com os dedos em cima da embraiagem, para desembraiar quando ela desse o estouro. Mas não……ela aguentou até casa!!!!! Linda menina. E lá continua o elo completamente marado com um ar de quem diz: vou rebentar!!!!. Chegamos cerca das 16:15h, com 602Kms percorridos hoje. Até dei beijinhos à minha Sigonha, linda mota. Espero que ela me perdoe . Depois de arrumar e tirar as tralhas, foi uma grande cacholada na piscina. Valeu!!!! Viagem memorável, com a minha bela “mochila” Ana, que se portou lindamente (hoje quando me viu com as chaves na mão, até fumou um cigarro….ahahaah). Abreijos e até à próxima aventura.

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2010.JUL.17 (DIA 8)
Hoje tínhamos pela frente um dia para rolar, para fazer o trajecto de regresso. A previsão era de fazer 691Kms (e fizemos 695Kms), saindo pelas 9h e chegando a Madrid pelas 18h. Saímos com cerca de 35mn de atraso, atravessando Bordeaux, via Pensac até apanharmos a A63 em direcção Bayonne/Biarritz. Mal entramos na AE começamos a deparar-nos com “bouchons” – engarrafamentos em plena AE. Tal devia-se a muitos imigrantes (portugueses e marroquinos) na estrada. Os marroquinos carregam o tejadilho e cobrem a carga com um plástico, normalmente azul; já os portugueses são mais evoluídos: já usam aqueles “supositórios” com tampa, presos na barra do tejadilho. Agora multipliquem isto por milhares e têm a explicação para os engarrafamentos. Mas justiça seja feita: quando se circula pelo meio dos carros (em velocidades moderadas ou quase parados) a grande maioria abre passagem, quase me sentindo o profeta “não sei quantos” a atravessar o mar vermelho. Como as filas se prolongavam por Kms a maior parte das vezes optava pela berma. Nas áreas de serviço em que fomos parando os pic-nics eram norma corrente. Tirando estes pormenores, quase tudo correu na normalidade, tirando uma corrente cada vez mais solta (novamente!!) e a atravessar a fronteira franco-espanhola, muita chuva, frio e vento. A Ana teve inclusive que vestir um casaco interior, pois estava um “gelo”. Na parte final para Burgos usamos a AP-1 (em vez da A-1) o que nos permitiu rolar na casa dos 140/150 kms/h, pois havia muito menos trânsito e parti do pressuposto que menos controlo. À medida que nos aproximava-mos de Madrid, a temperatura subia tendo chegado a Madrid com 38 graus. O hotel fica bem no centro, numa transversal à Gran Via, todo futurista, com PC, cabine de hidromassagem e outras mordomias hi-tec. Depois de um breve repouso e uma bela hidro-banhoca, fomos para a rua, viver a movida española, começando por uma bela jantarada no DiBocca, seguido de um copo perto da Praça del Sol, ver os espectáculos de rua, destacando um duo de argentinos a fazer humor de “ir à lágrima” e depois….bem depois não posso contar . Chegamos tarde, mas satisfeitos e já só faltam 600kms, para meter a Sigonha na garagem. Amanhã será um dia para rolar até Santo Estêvão.
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2010.JUL.16 (DIA 7)
Já estamos de regresso à Pátria. Voltamos a levantar-nos cedo, para tomar o PA no hotel. Deixamos as malas na recepção e fomos para o centro de La Rochelle com as malas vazias, para podermos deixar os capacetes e os casacos e assim andarmos mais à vontade. Quando chegamos o céu ameaçava descarga de uma bela chuvada; estava muito cinzento e vento. Depois de aparcarmos a mota bem em frente da Câmara (com segurança e tudo ), fomos fazer uma volta de 2h a pé, guiados por uma completa revista com detalhes da cidade. A primeira parte não gostamos muito, mas a partir o momento em que chegamos ao mercado tudo mudou: cor, cheiro, pessoas…de repente La Rochelle ficou mais agradável. O mercado é simplesmente fabuloso – a arrumação da fruta faz lembrar o mercado dos Lavradores no Funchal, as ostras, os mariscos, a carne e a sua preparação – fantástico! De regresso ao porto bem enquadrado com as suas belas torres, as esplanadas já fervilhavam de movimento e aproveitamos para reforçar o estômago. Cerca da uma hora, terminamos a visita e passamos no hotel para recolher as nossas malas. Já na A10 a caminho de Bordéus, saímos em Rochefort (mas não fomos comer o queijo), para almoçar e depois ir à ile d´Oléron, para ver o famoso Fort Boyard, bem no meio da água. Depois regresso por estrada nacional, para vir apanhar a A10, em Saintes, com destino a Bordéus. Nos últimos 30kms, apanhamos muito trânsito, mas uma mota é sempre uma mota. Em Bordéus voltamos a lembrar-nos da utilidade do GPS, mas com alguma paciência, lá conseguimos apanhar a rua do aparthotel. Mota na garagem, banho tomado e aí vamos nós a pé procurar uma bela “bojeca” e muita comidinha. Isto de andar de mota dá cá uma fome!!! Bordéus parece uma cidade fantasma, com poucos restaurantes, sem táxis (quase) e tudo fechado. Já na zona mais central lá encontramos alguma coisa e acabamos por fazer um belo jantar junto à ópera. Já de noite uma passeata junto ao rio e regresso ao hotel, para vos escrever este relato e actualizar as fotos. Amanhã vamos sair cedo em direcção a Madrid. Será um dia para fazer pouco mais de 700kms, por estradas que já bem conhecemos (Bayone, Biarritz, San Sebastian, Vallalolid, Burgos e Madrid). Hoje andamos 281Kms e estou a escassos dois metros da cama. Xau.
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2010.JUL.15 (DIA 6)
Hoje de manhã, acordamos cedinho (8h), para tomar o nosso PA, refazer as malas e ir ver a maré ao MSM. Muitos enlatados, mas as motas podiam ir até ao final do dique. Os enlatados não podiam ir porque os parques de estacionamento grandes iam ficar submersos. Depois de uma bela cafezada, ficamos numa muralha a ver o espectáculo e valeu (como dizem os brasileiros!!! Olá Sione – a madrinha da nossa Sigonha). Ainda demos mais uma voltinha pelas suas típicas ruas, visita ao último museu. Depois regresso ao hotel para irmos buscar as malas e seguir viagem. Enquanto carregávamos as malas ainda dois dedos de conversa com um simpático norueguês que estava a fazer uma volta pela costa norte desde a….Noruega (e a solo). Depois tempo de retomar a viagem (quase de lágrima no canto do olho, pois Mont Saint Michel, vale MESMO a pena visitar). Até La Rochelle pouco há para contar, para além de muito vento e alguma, pouca, chuva.. Atravessamos Rennes (bem pelo seu interior) e depois Nantes – aqui é que a porca torceu o rabo! Um pequeno engano numa saída que valeu andar mais 40kms…mas que é isso para nós? Decidimos continuar em AE o mais possível, para poupar a transmissão, pelo que apenas fizemos os últimos 60 kms em “nacional”. Chegados a La Rochelle, deparamo-nos com muito trânsito, mas demos bem com o hotel que fica a cerca de 10kms do centro numa zona industrial, mas é simpático (até o nome: Les Balladins de La Rochelle) e com piscina. Não pusemos os pezinhos na piscina, apenas na banheira. Depois da banhoca da ordem, saímos à fresquinha para irmos até à Ilha de Ré comer umas ostras. Cerca de 13kms depois decidimos voltar ao hotel para buscar os casacos e as botas….pois estava fresquinho. De novo para a típica Ilha de Ré, para revisitar um sitio aonde já tinha estado à vários anos. Reencontrei a marina e jantamos num dos típicos restaurantes: ostras, peixe e……moules para a Ana (para variar!!!), tudo bem regado com um bom rosé (hoje quebramos uma regra, mas o que era da vida sem excepções). Depois uma bela passeata por La Flotte, pela sua bela marginal, com verdadeiro aspecto de verão, incluindo feira, carrosséis, churros e uma bela banda de música. Depois da passeata regresso ao hotel e caminha. Hoje percorremos 4Kms (até ao MSM), 364Kms para aqui chegar e 79Kms para ir jantar; total de hoje: 447Kms. Abreijos.
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2010.JUL.14 (DIA 5)
Hoje foi o dia de conhecer o Mont Saint Michel. Levantamo-nos cedinho, tomamos um belo pequeno-almoço no hotel (o que é uma raridade, face aos valores que pedem, que em português correcto “é uma roubalheira” – o PA paga-se à parte e pode custar cerca de 15€, sendo que aqui no Formule Vert custa 7,50€ e é muito razoável-incluindo uns belos crrrroooaaasssants). Depois fui ao outro hotel, da mesma cadeia, para vos disponibilizar a crónica dos dias anteriores, pois aqui wi-fi gratuita é banal (até nas áreas de serviço, se encontra). Entretanto começou a chover “picaretas”. Nós estávamos de calções e t-shirt, o que não dava muito jeito para cobrir os 2Kms a pé até ao MSM (Mont Saint Michel). Que fazer? Ir dormir? Nope!!! Toca a vestir os fatinhos de cavaleiro motociclista e ir de mota até ao MSM. Hoje foi tudo a “inchar”: parque 1,50€, bilhete para os 4 museus 18€ cada, Abadia 8,50€ cada. Mas valeu a pena. Antes tínhamos ido visitar o centro de interpretação da futura configuração do MSM, pois como está actualmente o mar deixará de rodear a cidadela. Para terem uma ideia MSM é um dos 3 sítios do mundo com a maior amplitude de marés: pode chegar aos 15mt (hoje estará pouco mais de 13mt). As marés a subir são como cavalos galopantes, mas é um espectáculo lindo. Quando a maré vaza, ficam os sedimentos (areias) que dá para fazer belos passeios (apenas com guias, por razões de segurança). No futuro com a nova barragem vão devolver o mar ao MSM. Pode ir-se de carro até à cidadela, mas no futuro só a pé. Os parques têm hora de saída obrigatória, porque senão ficam cobertos pelas marés. No interior da cidadela, estavam “milhões” de pessoas (estamos no meio de Julho e hoje é feriado aqui), mas circulava-se quase bem. O interior transporta-nos para os séculos anteriores e imagino como seria (o bom e o mau) viver nesses tempos. O museu marítimo e o archeoscope, são muito bonitos e bem idealizados; o museu histórico não é tão giro e mais confuso. A Abadia é fenomenal e leva-nos a pensar como foi possível erguê-la naquele lugar, daquela forma e sem computadores e máquinas. Terminamos a comer uma fenomenal (e típica) omeleta na “La Mére Poulard”. Não consigo descrever a omoleta – só cá e comendo-a é que é possível entender. Simplesmente: esmigalhante (aquela palavra que eu inventei nesta viagem…eheheheh). Depois desatou a chover monumentalmente, voltamos para o hotel e uma deliciosa sesta aconteceu. Ao final do dia uma banhoca e decidimos ir jantar ao mesmo restaurante de ontem, onde a Ana voltou a comer….advinhem???? “Moules” (mexilhões)!!!!! A minha moule (com o devido respeito) comeu as outras moules todas……ahahahahaha. Depois nova passeata até ao MSM (desta vez a pé) e regresso. Amanhã vamos ver a subida maré pelas 10:37h e depois seguimos para La Rochelle. Portanto hoje andamos 8kms: 4 de mota e 4 a pé. Agora óó!!! Bye-bye.
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2010.JUL.13 (DIA 4)
Hoje custou um “pouquinho” a sair da cama e estava um pouco “enresinado” (noites complicadas!!!), mas pontualmente lá estava para o inicio da reunião. Tudo correu bem e ao final da manhã os trabalhos estavam encerrados. Normalmente, almoçava com os meus colegas e voltava para o aeroporto, mas hoje duas coisas eram diferentes: é véspera de feriado em França e todos querem ir para fora e eu estou de mota…ehehehe. Fui a correr ao hotel buscar a mota e fui direitinho à Honda, mas….eles foram muito simpáticos, mas estavam cheios de trabalho – mas deram-me uma alternativa, quase na mesma zona: uma pequena oficina (que eu torci o nariz para meter ali a minha menina….mas o problema não me deixou alternativa). Acabei por encontrar um simpático francês com costela portuguesa que em dez minutos me apertou a corrente e ainda me deu um chocolate e nem queria levar nada!!!! A má noticia é que a transmissão já teve melhores dias. Toca a poupá-la para chegar a Portugal. Depois de apanhar a Ana, carregar as malas e comer um snack, fomos para a estrada em direcção a Le Mans. Queria ir tirar uma foto à porta do circuito e poder admirá-lo. Lá chegados, não nos foi permitido entrar lá dentro – tinha havido corridas no fds e estavam em desmontagens, mas descobrimos e visitamos o espectacular museu do circuito, com muitos modelos de competição – novos e antigos e muita história sobre este mítico circuito. Depois da visita fomos fazer uma boa parte do circuito (que é estrada comum), começando pela famosa recta das Hunaudières – foi muito giro. Depois toca a rolar em direcção ao Monte Saint Michel, o “pai” desta nossa viagem. Já quase no final, entrei na direcção contrária numa AE e acabei por fazer mais 70 kms do que o previsto para desfazer o engano – é nestas alturas que eu me lembro do GPS (tenho a viagem quase toda de cor na cabeça…mas a idade já não perdoa…ehehehe). Por fim, avistamos o Monte Saint Michel e posso assegurar-vos: é esmigalhante!!!! (palavra Alentejanesa). Chegados ao hotel (a cerca de 20mn a pé do Monte Saint Michel), descobrimos uma zona muito bonita e calma, com vários restaurantes e hotéis, mas nada de confusões, nem fast-food´s (paraíso das autocaravanas – olá “Gruas-Fernando e Carla” e “Motabouts-Vasquinho e Dalila”. Depois da banhoca da praxe, fomos jantar ao restaurante do hotel (do outro lado da estrada) e posso assegurar-vos o jantar (e as cervejas) estavam divinais. A Ana entreteve-se com uma bela tachada de mexilhões com creme. Depois fomos a pé ver as marés e ainda acabamos por dar uma bela volta, por dentro da Mont Saint Michel: é lindo!!! (prima ias adorar o lado medieval – até o bom cheiro no interior, nos transporta para muitos séculos atrás). Bem amigos já chega de blá-blá, hoje andamos 493Kms e vamos descansar. Amanhã temos muito para rolar….nos “pézinhos”, pois vamos ficar por aqui até Quinta e vamos conhecer bem esta zona e fazer belas caminhadas. Garanto-vos o sitio é idílico. Divirtam-se que nós vamos fazer o mesmo. Abreijos dos Motogatos.
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2010.JUL.12 (DIA 3)
Hoje foi um dia que andamos muito de mota: 500mt!!!! Precisava de resolver o problema do aperto da corrente, pelo que descobri que havia um concessionário da Honda a 250mt do hotel. Tuga é mesmo assim: tem sempre muita sorte. Pois….mas o azar foi que a concessão hoje estava fechada; meia volta e estacionei de novo a Sigonha em frente ao hotel. Fui com a Ana dar uma volta por Boulogne-Billancourt, beber um café e mostrar-lhe aonde é a sede da empresa. Acabamos por almoçar com o “grande chefe” e com a simpática Severine. Depois começou a parte de trabalho que acabou cerca das 20h. Fui buscar a Ana ao hotel e fomos passear, amar e ser felizes em Paris: Champs Elysées, Rue de Montagne (a rua mais cara de Paris) e Saint Michel aonde aproveitamos para fazer uma bela jantarada, numa esplanada de frente para a Notre Dame. Depois fomos até Saint Germain de Prés, beber um copo e daí fomos a pé até à Torre Eifell, aonde ainda deu para ver o último espectáculo das luzes: fantástico. A noite estava maravilhosa (25º) e acabamos por nos deitar para lá da uma hora (e amanhã o dia começa bem cedo!!!), mas Paris é sempre Paris (a cidade aonde tudo pode acontecer!!).
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2010.Jul.11 (DIA 2)
Chegamos a Paris!!!!
Saimos de manhã, pouco depois das 8h, de San Sebastian, com um céu carregado e alguns chuviscos ligeiros. A coisa prometia :( Entramos logo na autoestrada e foi autoestrada até Paris. Rolamos 841km e pagamos 37€ de portagem, o que até nem é muito, comparado com Portugal, mas em contrapartida é uma seca, pois tive que parar muitas vezes para pagar portagens intermédias - a sorte, foi que eu nomeei a Ana "pagadora oficial de portagens"; não é só ir ali com o rabiosque sentado a ver a paisagem!!!! A propósito de rabisoque: confesso que ficava um pouco quadrado a fim de cada hora, o que nos obrigava a parar para o "desqruadar". A gasolina tambem é mais cara do que em Espanha: hoje meti entre os 1,39€ e os 1,45€. A Varadero está a portar-se bem, a consumir cerca de 6 e "pouco", mas amanhã tenho que ir aqui à Honda para apertarem a corrente, pois está cada vez mais laça e a bater muito. Estou com algum receio de que possa ser algo mais (kit de transmissão) mas vou tentar resolver amanhã. Na última revisão, não fizeram um bom trabalho, pois a mota (que tem 26.943Kms) ainda tem o aperto de origem.... Adiante! À medida que avançavamos, o tempo ia aquecendo, mas cerca das 17h estavamos a entrar em Paris, para as fotos da praxe: Torre Eifel e Arco do Triunfo. Não quis forçar muito na cidade, por causa da transmissão. Depois das fotos viemos para Boulogne-Billancourt onde pernoitamos nas próximas duas noites. Depois de uma bela banhoca saimos do hotel e foi logo duas bierres....por causa da desidratação. Apanhamos o metro e fomos para os Champs Elisés. Estava pejado de espanhois "locos con su equipo" mas em grande festa. Arranjamos uma bela esplanada, junto ao Arco do Triunfo, com bancada central para o futebol (via TV). Uma bela jantarada, depois uma bela passeata por Paris e agora xi-xi! cama!
Terça à noite actualizo o blogue com a chegada a Saint Michel (até Terça de manhã, estou a trabalhar).
Fiquem bem e divirtam-se. ´
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2010.JUL.10 (DIA 1)
Olá Amigos,
Já estamos em San Sebastian. Rolamos 935 Kms. Se perguntarem se estamos cansados, se teríamos preferido vir de outro meio de transporte, diremos: talvez, mas não era a mesma coisa. Agora a sério, fizemos bem a viagem, tudo correu bem, embora esteja ligeiramente preocupado com o aperto da corrente, que a sinto um pouco solta, mas nada que não seja controlável. Saímos pouco depois das 7h e por volta das 9h estávamos a fazer a primeira paragem em Castelo Branco. Depois nova paragem em Vilar Formoso, para beber café e comprar uma “bandeirinha” de Portugal (autocolante) para levarmos longe o nome de Portugal. A temperatura era perfeita (de manhã, inclusive a Ana sentiu algum frio, mas suportável). Quando cruzamos a fronteira, cerca das 11h a temperatura começou a apertar, mas baixamos o andamento para cerca dos 130/140Kms, para gerir esforço e evitar “pictures”. Vimos passar um carro das fotos por nós a mais de 160 Km/h…lá como cá, são todos iguais (ontem na A12, sentido Lisboa/Algarve, tinham o Mondeo parado à frente de uma carrinha – aparentemente avariada, na berma e depois esperavam pelo pessoal na portagem do Pinhal Novo, com a carrinha do “multibanco””!!!!). Paramos perto de Vallalolid, para comer algo e meter combustível. Em Espanha estou a pagar menos 0,30€ por litro!!!!!!!!: 1,45€ em Portugal, 1,17€ em Espanha – deve ser o custo de transporte (?!?!?!?). Nessa área de serviço, vi uma “mana” Varadero da mesma cor, Portuguesa e da mesma altura da minha. Toca de meter conversa, era o simpático casal Sérgio e (?), sócios do Varadero Clube de Portugal e que regressavam dos Picos. O mundo é mesmo pequeno. Depois de uma amena e agradável cavaqueira e das despedidas da praxe cada um seguiu o seu caminho. Depois foi rolar até San Sebastian, onde chegamos cerca das 19h (locais) e procurar pelo hotel, que não é nada mais, nada menos, do que uma espectacular camarata universitária, mas com simpáticas condições. Depois de uma bela banhoca, fomos a pé até ao centro de San Sebastian, pela marginal da Concha, para beber umas belas “cañas” e alimentar bem o “michelin”.Depois regresso ao hotel, escrever o relato para os meus amigos e ló-ló (e talvez “nhec-nhec”).Jejejejejej. Abreijos e portem-se mal!!!! Amanhã rolamos até Paris.

2010.JUL.08 (DIA -2)
O road book para a viagem está pronto e colocado na mota; as malas estão quase prontas; fui equilibrar a pressão dos pneus. Em suma tudo está quase pronto, por isso sem stress, estamos prontos para arrancar no Sábado. As mensagens dos amigos continuam a chegar e isso anima-nos.
Estive hoje a fazer a revisão final ao trajecto e mesmo sem GPS ou mapa de França, usando apenas mapas criados no Google estou confiante que não nos vamos perder; a única excepção será para encontrar o hotel em Bordéus, pois o hotel fica mesmo no centro. Mas tambem sei que nunca nenhum Português se perdeu..e eu não serei o primeiro (tipo Astérix: hoje não é a véspera do dia em que o céu me vai cair em cima)ahahahha.
Fiz uma pequena alteração no trajecto entre Paris e Mont Saint Michel. Em vez de irmos por "cima" vimos por "baixo" e assim podemos ir fazer uma visita ao mitíco circuito de Le Mans. O resto está tudo conforme. Números finais: 3.908Kms, para um total de 40h58mn de condução: "o rabito" vai ficar um pouco quadrado....

2010.Jul.07 (dia -3)
Esta viagem já tinha nascido em espirito o ano passado e faz parte dum sonho de juventude. O imaginário do lindo Mont Saint Michel, definido por Guy de Maupassant como: "...abismo íngreme, lá no alto, longe da terra, como uma mansão fantástica, incrível como um palácio de sonho, estranho e improvável bonito..." fazia parte das nossas viagens de sonho. E eis que por um acaso profissional, se junta o prazer ao dever.
Neste momento a viagem está toda preparada, tendo como pernoitas os seguintes pontos: San Sebastian, Boulogne-Billancourt/Paris (2), Mont Saint Michel (2), La Rochelle, Bordeuax e Madrid. Prevemos percorrer 3.900kms (excluindo as voltinhas locais) em 9 dias. A nossa mota, a linda Varadero, de seu nome "Sigonha", está pronta e revista (fez revisão completa depois do Lés-a-Lés) e nós estamos ansiosos por partir. Vai ser a nossa primeira grande viagem de mota e será decerto uma viagem inolvidável. Desejamos que seja a primeira de muitas viagens deste género, a solo (como esta) ou acompanhados por outros cavaleiros do asfalto. Tentaremos diáriamente manter este blog actualizado. Se tal não acontecer não se assustem, nada nos aconteceu, apenas o Morfeu nos venceu...ena! até faz verso. :)
Já preparamos as roupas e objectos pessoais para carregar nas malas laterias e top-case. Em principio não vamos levar o saco de depósito, que eventualmente poderia funcionar como mochila e apoio para navegação. Vamos sem GPS (aventura é aventura!!) e sem mapa de França. Vamos usar apenas excertos de mapas do Google que serão arrumados em formato road-book.
Estamos a receber simpáticas mensagens de muitos amigos (das motas e não só!), mas uma merece referência especial: a da Junta de Freguesia de Santo Estêvão (a nossa aldeia), na pessoa do seu Presidente, Ricardo Oliveira, que agradecemos e que para além do mais a reenviou para os Amigos do Almansor Motor Clube - o grande clube das cinquentinhas no LaL e que nos proporcionou um belo lanche na nossa terra.
sábado, 29 de maio de 2010
2010.Jun.3 a 5 - 12º. Lés-a-Lés - Faro/Sintra/Porto




2010.Mai.29, Sábado
Temos estado afastados do blog, não por falta de actividade, mas por falta de tempo (até para ser mais correcto: falta de paciência), mas cá estamos novamente para vos dizer que começamos hoje a preparar a Sigonha (a nossa linda "menina" Varadero), para mais uma grande aventura, que se intitula o maior passeio de motas em toda a Europa...e eu acredito. Este ano os números são impressonantes: 570 equipas, 1140 motos com cerca de 1250 motociclistas entusiastas e participantes do 12.º Portugal de Lés-a-Lés/Moviflor! É esta a recordista caravana – que ainda comportará mais 44 motociclistas em 27 motos e 5 carrinhas da organização, imprensa, médicos e mecânicos – que a FMP colocará em marcha de Faro ao Porto em ano de 20º. aniversário!
Lá estaremos pela terceira vez consecutiva, com o nº. 155, fazendo mais uma vez parceria com o João Moreira, este ano a solo, também montado numa bela Varadero 1000.
Tenho tido algum cuidado com a preparação fisica, pois o Pai (Ernesto Brochado) anda ameaçar-nos com muita dureza fisica :), especialmente no segundo dia. A máquina está impecável e muito limpinha. Falta só amanhã ir dar uma voltinha, para equilibrar a pressão dos pneus e verificar o intercomunicador do meu capacete que foi arranjado pelo amigo Carlos da Mocasmota. Estamos cheios de vontade de arrancar, para ver o desafio deste ano ainda por cima, motivados pela vitória no último motorali em Sintra e pela passagem pela nossa bela aldeia de Santo Estêvão (Benavente).
2010.Jun.02, Quarta
Estamos quase de partida. O encontro com o João está marcado para amanhã às 8.00h na área de serviço de Grândola, da A2. Estamos motivados e ansiosos para começarmos a rolar e assim podermos disfrutar de mais uma bela passeata pelo nosso lindo país. Está tudo carregado e prontinho!!! Em Faro, entramos em parque de verificações às 10:42:40h e partimos duas horas depois para o prólogo - que vai dar em directo através do seguinte link: http://www.digitalmaistv.com/
2010.Jun.3, Quinta
Foi uma aventura fantástica. O passeio correu lindamente, passamos em sitios emblemáticos, incluindo um (delicioso) lanche em Santo Estêvão, a nossa bela aldeia, em pleno coração do Ribatejo. Desde que saimos de casa e até arrumar a Sigonha, percorremos 1699Kms. Este ano foi uma aventura mais curta, mas não deixou de ser "durinha" e gastamos no total 593,94€ (excluindo portagens e manutenção), distribuidos assim: combustível-133,09€ (93,06lt), inscrição-250€, refeições-68€ (almoço em Faro no dia 3 e jantar em Sintra no dia 4) e hoteis-142,85€ (Faro-48,85€, Sintra-35€ e Porto-59€).
Depois da contabilidade, vamos ao passeio.
Saimos cedinho para nos encontramos com o João numa área de serviço da A2 a caminho do Algarve. Já juntos, rolamos até ao Patacão aonde fomos tomar um belo (3º.) pequeno almoço. Depois seguimos até à Praça de São Francisco, para inspecionarmos as nossas máquinas e recebermos toda a documentação. Pelas 12:40h, com transmissão em directo, saimos para o prólogo, que este ano tinha só 48 kms, mas com algumas passagens muito interessantes, nomeadamente, Faro (Vila-adentro), futura sede do MC de Faro e o local da concentração de Faro, agora vazia, mas já em preparação para o grande evento de Julho. Neste local, bem no centro da Ria Formosa, decidimos interromper a passeata, para ir almoçar à ilha de Faro, comer um arrozinho de lingueirão com uma mista de peixe frito. Depois um passeio a pé pela praia e voltamos ao trajecto para nos embrenharmos na serra, na franja de Faro. A meio da tarde regressamos a Faro, para dar entrada no hotel, descansar, preparar os road-books (bem grandes) e por volta das 20h, juntamo-nos novamente na Praça de São Francisco (já a pé) para uma jantarada de grupo: seria a primeira de 4 jardineiras (ahahahah). Estava uma noite fantástica e terminamos bem no centro de Faro, a beber umas amarguinhas e a comer Dom Rodrigos. A noite estava muito boa, mas tinhamos que nos ir deitar cedinho, pois no outro dia o trabalho começava muito cedo: 6:51h.
2010.Jun.04, Sexta 1º. ETAPA - Faro/Sintra (468Km)
06h51mn20sg - esta era a nossa hora de saída, que cumprimos pontualmente. Venha de lá essa aventura...vamos embora!!! Começamos calmamente a subir para a serra, pois sabiamos que iamos logo encontrar rápidamente terra e água. Pelo meio da sera, num dos troços que à dias foi usado para o rally de Portugal WRC, começamos por atravessar a ribeira de Vasconcilhos, que tinha mau piso no final e com a ribeira cheia de seixos (bem grandes) que exigiam pericia para aguentar os "coices" da mota. Pouco depois vinha o Vascão (auto lavagem Lontra Azul, segundo os amigos do MC Albufeira). Na saida tinhamos uma subida e decidimos parar para beber água e recuperar energias. Quando fomos para arrancar a mota do João, pura e simplesmente "calou-se" - não pegava, nem dava qualquer sinal!!!! E agora????? Toca a empurrar, à mão, até chegar ao cimo e depois tentar pô-la a trabalhar de empurrão (que é o mesmo que tentar fazê-lo com um elefante). Depois de algumas tentativas conseguimos ouvir o motor da Varadero do João a trabalhar. Estavamos safos - "...João não deixes a moto ir abaixo!!!!!...", gritamos ao sair dali. Em Castro Verde paramos, para beber café e ver se a bateria do João cooperava. MERDA!!!! não carregava. E agora? Analisamos o trajecto e decidimos, abandonar o trajecto em Beringel para ir à Honda em Beja, ver se nos safavamos. Telefonema para o Jorge Seramota ("murcon", que está em Beja) nos ajudar. Quando chegamos à Motobaja, foram sensacionais - quase que parecia a assistência de um rally. Meia hora depois estavamos de regresso à estrada com a mota do João a pegar sózinha (uf!!!). Depois destas peripécias e com cerca de uma hora de atraso, em relação ao tempo ideal, chegamos a Cuba, para o almoço: uma bela jardineira (era a segunda) caseira, que soube que nem ginjas. Seguiu-se Alvito, Viana do Alentejo, Alcáçovas, Montemor-o-novo, Vendas Novas e chegada à mata do Duque (Santo Estêvão), para novo troço de terra, que incluia a passagem a vau do Rio Almansor, o maior curso de água que atravessamos este ano. Foi muito giro e ainda deu para ver a nova "casinha" do CR7 (que só vai custar 6,5 milhões de €€€€). Na entrada em Santo Estêvão (a nossa aldeia!!!!!) tivemos direito a volta na Monumental Praça de Touros e depois um magnifíco lanche bem no centro da aladeia. Na saída, quase que passamos á porta de casa e seguimos para Benavente. Aí para atravessar o Sorraia, tivemos uma curiosa passagem pela ponte pênsil. Depois foi rolar pelas lezirias, para atravessar o Tejo em Vila Franca de Xira (não! não foi a vau!!!) e seguirmos para a serra para os lados da Arruda, por meio de uns caminhos muito bonitos. Arranhó, Bucelas, Montachique, Malhapão, Murteira, Negrais, Pêro Pinheiro, Morelena e uns caminhos "loucos" foi o itenerário para atingir a Moviflor de Mem-Martins, sem pôr as "rodinhas" no IC19. Daí até à chegada em São Pedro de Sintra, ainda tivemos visita à Touratech e passagens por Penha Longa, Lagoa Azul, serra de Sintra, palácio da Pena e CHEGADA!!! Chegamos com cerca de 20 mn de atraso, mas felizes pois tinha sido um dia complicado. O quarto para descansar estava a 100mt, pelo que fomos até à residencial da Ondina, para tomar uma bela banhoca. Depois da dita cuja e com as "meninas" descansadas, já não apetecia ir para Nafarros jantar (e advinhem: era outravez Jardineira!!!), pelo que decidimos jantar no Largo da chegada, num "Italiano" muito razoável, mas com umas cervejolas sensacionais. De barriguinha cheia ainda demos uma volta por ali e com muita malta ainda a chegar, decidmos ir dormir. A 2ª. etapa prometia muita "animação".
2010.Jun.05, Sábado - 2ª ETAPA Sintra/Porto (533Km)
De saida, às 6:51 outravez, com algum "fresquinho", passamos pelo Palácio da Vila, em direcção a Colares e Azenhas do Mar, para um belo pequeno almoço, sobre o mar. A partir daí foi sempre a rolar: Mafra, Gradil, Pero Negro, em direcção ao alto da Serra de Montejunto (666mt, o ponto mais alto da Estremadura). Uma curta passagem pela antiga EN1, até Rio Maior aonde fomos visitar as Marinhas de Sal, raridade planetária (só existem mais duas no Mundo, pois o sal sem mar é oriundo de um veio enorme e profundo com 400mt de espessura). Depois voltamos à terra para atravessar uma boa parte da Serra de Aires e Candeeiros. Porto de Mós, Fátima, Ourém, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pêra (com a sua bela praia tropical com ondas e tudo!!!! e esta hem!!?!?!?!?!), Candal e Lousã (almoço!!!! e não era jardineira!!!). Já levavamos quase 8h de pilotagem (já não era sem tempo). Depois de bem comidinhos saimos para as curvas que nos haviam de ligar ao Porto: Foz de Arouce, Livraria do Mondego, barragem de Mondelim (barragem da Raiva), Mortágua, Serra do Caramulo e uma fantástica entrada nas Termas de São Pedro do Sul. Daí começamos a subida para a Serra da Freita, com um bom lanche em Vilarinho, servido pelos amigos "Motogalos". Seguiu-se Manhouce, Frecha da Mizarela (a queda de água mais alta de Portugal, com cerca de 70mt de salto no vazio que o Rio Caima dá), Arouca e partir daqui até Castelo de Paiva: 365 curvas, uma para cada dia do ano. E foi só "arredondar" pneu. E o impressionante foi fazer a maior parte deste trajecto atrás duma Goldwing, que mais parecia um petroleiro num dia de mar com vagalhões (ahahaha). Passagem do Douro, pela ponte Nova de Castelo de Paiva e depois seguir o rio até ao Porto. A entrada no Porto, pela Ribeira foi simplesmente fabulosa. Aquelas ruinhas foram um verdadeiro desafio para a minha "ceifeira-debulhadora" de seu nome Sigonha. :) Viemos a terminar na Praça dos Aliados, com volta pela entrada nobre da Câmara. Fantástico. A Federação e em especial a sua comissão de mototurismo estão de parabens pelo trabalho feito, especialmente neste Lés-a-Lés em que comemorava os seus 20 anos. Este ano apenas "pecou" por alguns motoqueiros que estavam na caravana que não respeitavam a maioria dos mototuristas e não ter havido controlo de tempos na maior parte dos controlos. A rever, mas mesmo assim este LaL tem uma nota muitissímo positiva. Até para o ano!!!
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
8.º MOTO RALI MOTOGALOS DE BARCELOS
Depois da comezaina rumamos (enlatados) até à sede do MCPorto, onde fomos muito bem recebidos por todos, incluindo o Sr. Presidente (grande abraço Carlos Ruivo). A sede é muito acolhedora e estava cheia de amigos motociclistas e as suas familias - até se cantou os parabéns a um futuro motard. No sábado de manhã, combinamos encontar-nos por volta das 8:15h, na área de serviço de Vila do Conde (A28) com o Valente e a Arminda, para seguirmos juntos. Depois de um cafézinho e alguma espera, apareceram os nosso amigos, cuja sua fiel "amarelinha" teimava em não pegar. Depois de mais um "empurrãozinho" (à mota!!!), seguimos uma calma viagem (exceptuando aqueles 200 e tal, na Ponte de Viana do Castelo, ihihii). Quando chegamos ao Largo de Camões em Ponte de Lima, o ar dos rojões dos Motogalos, já andava no ar. Depois de tratarmos da papeladas, uma daquelas belas sandochas ficou logo com dono (e eu que dizia: que nojo, rojões logo de manhã!!).
Com o n.º 21, pontualmente às 10:21h, estavamos a saír para a estrada, com a partida dada por belo Romano, vestido a preceito. Começamos logo por terra, bordejando as belas margens do Rio Lima. Assim que chegamos ao parque de merendas de Vitorino das Donas (lindo!), vestiram-nos de freiras (perdoai-lhes o pecado) e fizeram-nos correr de empregados de mesa a transportar um copo de água numa bandeja, com uns socos atados - brincalhões!!. Dali seguimos para a Quinta da Torre das Donas, com o seu belo portal. A seguir fomos para o Castro de Santo Estêvão (que coincidência, nós somos recem residentes em Santo Estêvão, no Ribatejo), aonde tivemos que subir uma enorme escadaria - estes nossos amigos, só querem o nosso bem...ahahahah. Depois fomos até ao belo turismo rural que é a Quinta do Casal, aonde fomos muito bem recebidos: até nos fizeram andar a apanhar castanhas. Mas foi muito giro, incluíndo a visita aquela vanguradista igreja, onde estava um Cristo careca (o Carlos Castro ficou muito contente) com uma postura algo erótica (não é D. Ana?). A fominha e sedinha, já apertavam pelo que os nossos amigos, já nos estavam a levar até ao Restaurante Pinheiro Manso, onde tivemos um agradável repasto de frango. Uma hora depois já estavamos em cima da Sigonha, para seguirmos até à Igreja da Correlhã. Logo de seguida chegamos ao Santuário de Nossa Senhora da Boa Morte. Depois atravessamos uma zona luxuosa, onde estão o Hotel Axis e o campo de golfe de Ponte de Lima (que tem o maior buraco de Portugal, com 622mt). Nós já tinhamos andados perdidos, mas daqui em diante navegamos mesmo à vista, completamente desorientados, mas lá conseguimos "atinar" com o caminho que nos levou por uma magnifíca estrada sobranceira ao Rio Torvela, com umas belas paisagens e uns bois (com cornos) no meio da estrada. Depois foi um momento de pericía de condução para atravessar o pitoresco lugar de Beiral do Lima e os seus quelhos. 
Depois seguiu-se uma bela estrada rendilhada entre Paços (Casa do Paço, Quinta do Côto, Casa de Abades), passagem por Carredouro e chegada a Gemieira, onde tivemos
que ir vindimar e carregar os cestos às costas, encosta acima. Depois visitar uma lindissima zona aonde está um moínho de água. Antes de regressar a Ponte de Lima, ainda passamos pela estância panorâmica que é o jardim de Santa Maria Madalena.
Regressados a Ponte de Lima, tivemos uma paragem na famosa adega, que estava em plena laboração, com uma enorme fila de tractores para descarregar as uvas que irão dar origem a tão belo néctar. Regressados ao Largo de Camões paramos as nossa meninas e fomos fazer uma visita guiada a "penantes", que nos permitiu descobrir o belo interior desta Vila (sim, leram bem é Vila - não quer ser cidade!). No final aproveitamos para tirar logo a foto de grupo, neste emblemático local. Rumamos ao hotel bem no centro aonde arrumamos as nossas "meninas", tomamos banho e fomos jantar. O jantar teve a animação da animada "MagisTuna" que nos proporcionou belos momentos de convivio e dança.
No Domingo, 27, estava preparado um passeio mais curto, para permitir aos potenciais votantes do Sul, chegarem a tempo de seu importante dever civíco. Assim, tinhamos apenas um trajecto de 26,9km de Ponte de Lima até ao Freixo. Saímos pontualmente às 09:41h (saiamos 2 por minuto), em direcção a Vitorino de Piães. Aqui fomos brindados com uma genuína desfolhada, ao som de rancho folclórico, chouriça e vinho verde pela malga. CINCO ESTRELAS! Depois foi um calmo trajecto até ao Freixo, onde nos concentramos e seguimos daí em caravana até ao local do repasto. Por volta das 14.00h, arrancamos com os Patos Bravos (Fernando e Carla) e os Autocom (Carlos e Catarina), vindo a juntar-se na área de serviço da Mealhada (A1) o Kangaroo e Presidente do Varadero Clube de Portugal, João Pimentel (nunca tinha rolado com um Presidente na caravana...jejejej).
Foi mais um fds calmo entre amigos das duas rodas. Bem hajam companheiros Motogalos. Excelente trabalho. Não resisto a deixar o link da crónica publicada no sitio dos Motogalos, escrita pelo irreverente Pedronho (tenho fome, quero vinho!!!!):
http://www.motogalos.pt/?zona=ntc&tema=1&id=61