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domingo, 8 de janeiro de 2012

2012.01.07 - ARRÁBIDA: DA FIGUEIRINHA AO PORTINHO



Vamos cometer uma pequena heresia ao espirito deste blog, pois vamos relatar um passeio a.....pé. Decerto quando acabarem de ler, vão perceber que vale a pena pois, o que fizemos a pé serve de ideia para uma bela passeata de mota. Esta caminhada foi organizada pelas "Lebres do Sado" (Associação de Atletismo das Lebres do Sado), clube pelo qual nutrimos um carinho, pois já fomos sócios e atletas na vertente da orientação.
Assim pelas 9h estava reunido um grupo de meia centena de pessoas, muito heterogéneo, no que respeita a idades, prontos para uma fantástica passeata, sob a orientação da Dina e do Paulo Mota, com uma grande dose de boa disposição e companheirismo. A manhã estava muito agradável com uma temperatura de 8º, solarenga e sem vento. A visibilidade era total. Após um curto briefing do Paulo Mota, sob o passeio e algumas recomendações de segurança, partimos com destino ao Portinho da Arrábida. A ida, seria feita o mais rente ao mar, pelas dunas e falésias e o regresso pela estrada. Os primeiros 500 mt foram feitos pela estrada na direcção poente, atravessando dois dos recentes mini túneis de sustenção e proteção das encostas da Arrábida. O orgasmo de paisagens começou, com uma vista muita ampla sobre o estuário do Sado, encostados nas faldas da serra e a impressionante cristalinidade das águas. Aqui e ali, um rochedo costeiro, tendo por habitantes algumas gaivotas. OS disparos das máquinas sucediam-se. Chegados a Galápos, descemos para a cota da água, começando a caminhada pela areia. Depois de cruzarmos toda a praia, embrenhamo-nos pela vegetação para poder continuar a bordejar a linha de água. O companheirismo sucedia-se na entreajuda de algum obstáculo mais complicado, mas galhardosamente ultrapassados por todos, sejam novos ou menos. Na praia seguinte entregou-se um prémio de participaçãp, sorteado entre todos os presentes, que decerto muito útil será na descoberta dos pontos cardeais. Depois iniciamos uma bela subida por uma labirintica vegetação, sempre tendo a bombordo o rochedo da Anicha. As paisagens magnificas sucediam-se a um ritmo inebriante. No final deste trilho, alcançamos a descida em asfalto para a praia do Creiro. Na entrada da praia tivemos a oportunidade de visitar a estação arqueológica, que foi um complexo industrial de produção de salgas de peixe, no tempo dos Romanos (já aqui tinhamos estado em 2008, durante um magnifico motorali, organizado pelos Motards do Ocidente). No final da visita, tivemos o brinde de uma bela e curta palestra do companheiro Valdemar Damião, sobre a sua longa experiência de peregrino, nas caminhadas dos Caminhos de Santiago de Compostela. Ficou o desejo de em breve seguirmos o seu exemplo. Chegados aos bares da praia a bexiga e o tipico desejo do café matinal, falaram mais alto e obrigou a uma reconfortante paragem. De realçar a quantidade de pessoas que estavam nesta praia envolvidas na prática de mergulho amador. Daqui até ao Portinho, foi um ápice e assim chegamos ao nosso ponto de viragem. O Portinho continua a ser um segredo de bem estar e paraíso, mantendo a sua tipicidade, com os belos restaurantes, literalmente, em cima da água. O parque de estacionamento é pequeno, mas uma mota arruma-se sempre em qulquer canto, o que convida a um belo passeio para rolar com as nossas meninas, culminando com um belo peixinho no prato. LoL. Aqui o nosso grupo de caminhada aproveitou para tirar mais umas fotos e preparar-se para o regresso pelo asfalto. Na saida do Portinho passamos pela sua fortaleza de Santa Maria, que alberga o Museu Ocanográfico, até atingirmos o cruzamento de acesso ao Portinho, avistamos belos chalets (que histórias terão estes chalets para contar?) e pelas belas instalações do lar de férias da benemérita obra da Casa do Gaiato. Apanhada a estrada EN 379-1, em direção a Setúbal, tivemos a oportunidade de ver por cima o que tinhamos andado em baixo. As vistas continuavam soberbas. Pelo caminho ainda um encontro com o corpo de guardas florestais, que zelam pela segurança da serra e dos seus visitantes, corpo que tem uma boa relação com as "Lebres". Ao fim de cerca de 11500mt e 3,5h depois, regressamos à partida, despedindo-nos nos nossos companheiros, ficando o apetite para outras caminhadas. No regresso a Setúbal, tivemos que comer um belo peixinho grelhado, para restabelecer as forças, acompanhado por um bom branco para hidrtatar os nossos belos corpinhos. Depois de almoço e para desmoer, um outro curto passeio pela baixa Setubalense e o seu mercado de antiguidades (muito giro).
Já mais pela tarde dentro, uma ida de mota até Albarraque para a inauguração da nova loja da Touratech Portugal. A noite terminou no Porto Alto, para ver o futebol, jogar uma sueca, comer, beber e estar com a "familia". Grande dia!
O link com as fotos todas é o seguinte: https://picasaweb.google.com/ruisilvalima/201201ARRABIDADAFIGUEIRINHAAOPORTINHO?authuser=0&feat=directlink

sábado, 29 de maio de 2010

2010.Jun.3 a 5 - 12º. Lés-a-Lés - Faro/Sintra/Porto






2010.Mai.29, Sábado
Temos estado afastados do blog, não por falta de actividade, mas por falta de tempo (até para ser mais correcto: falta de paciência), mas cá estamos novamente para vos dizer que começamos hoje a preparar a Sigonha (a nossa linda "menina" Varadero), para mais uma grande aventura, que se intitula o maior passeio de motas em toda a Europa...e eu acredito. Este ano os números são impressonantes: 570 equipas, 1140 motos com cerca de 1250 motociclistas entusiastas e participantes do 12.º Portugal de Lés-a-Lés/Moviflor! É esta a recordista caravana – que ainda comportará mais 44 motociclistas em 27 motos e 5 carrinhas da organização, imprensa, médicos e mecânicos – que a FMP colocará em marcha de Faro ao Porto em ano de 20º. aniversário!
Lá estaremos pela terceira vez consecutiva, com o nº. 155, fazendo mais uma vez parceria com o João Moreira, este ano a solo, também montado numa bela Varadero 1000.
Tenho tido algum cuidado com a preparação fisica, pois o Pai (Ernesto Brochado) anda ameaçar-nos com muita dureza fisica :), especialmente no segundo dia. A máquina está impecável e muito limpinha. Falta só amanhã ir dar uma voltinha, para equilibrar a pressão dos pneus e verificar o intercomunicador do meu capacete que foi arranjado pelo amigo Carlos da Mocasmota. Estamos cheios de vontade de arrancar, para ver o desafio deste ano ainda por cima, motivados pela vitória no último motorali em Sintra e pela passagem pela nossa bela aldeia de Santo Estêvão (Benavente).

2010.Jun.02, Quarta
Estamos quase de partida. O encontro com o João está marcado para amanhã às 8.00h na área de serviço de Grândola, da A2. Estamos motivados e ansiosos para começarmos a rolar e assim podermos disfrutar de mais uma bela passeata pelo nosso lindo país. Está tudo carregado e prontinho!!! Em Faro, entramos em parque de verificações às 10:42:40h e partimos duas horas depois para o prólogo - que vai dar em directo através do seguinte link: http://www.digitalmaistv.com/

2010.Jun.3, Quinta
Foi uma aventura fantástica. O passeio correu lindamente, passamos em sitios emblemáticos, incluindo um (delicioso) lanche em Santo Estêvão, a nossa bela aldeia, em pleno coração do Ribatejo. Desde que saimos de casa e até arrumar a Sigonha, percorremos 1699Kms. Este ano foi uma aventura mais curta, mas não deixou de ser "durinha" e gastamos no total 593,94€ (excluindo portagens e manutenção), distribuidos assim: combustível-133,09€ (93,06lt), inscrição-250€, refeições-68€ (almoço em Faro no dia 3 e jantar em Sintra no dia 4) e hoteis-142,85€ (Faro-48,85€, Sintra-35€ e Porto-59€).
Depois da contabilidade, vamos ao passeio.
Saimos cedinho para nos encontramos com o João numa área de serviço da A2 a caminho do Algarve. Já juntos, rolamos até ao Patacão aonde fomos tomar um belo (3º.) pequeno almoço. Depois seguimos até à Praça de São Francisco, para inspecionarmos as nossas máquinas e recebermos toda a documentação. Pelas 12:40h, com transmissão em directo, saimos para o prólogo, que este ano tinha só 48 kms, mas com algumas passagens muito interessantes, nomeadamente, Faro (Vila-adentro), futura sede do MC de Faro e o local da concentração de Faro, agora vazia, mas já em preparação para o grande evento de Julho. Neste local, bem no centro da Ria Formosa, decidimos interromper a passeata, para ir almoçar à ilha de Faro, comer um arrozinho de lingueirão com uma mista de peixe frito. Depois um passeio a pé pela praia e voltamos ao trajecto para nos embrenharmos na serra, na franja de Faro. A meio da tarde regressamos a Faro, para dar entrada no hotel, descansar, preparar os road-books (bem grandes) e por volta das 20h, juntamo-nos novamente na Praça de São Francisco (já a pé) para uma jantarada de grupo: seria a primeira de 4 jardineiras (ahahahah). Estava uma noite fantástica e terminamos bem no centro de Faro, a beber umas amarguinhas e a comer Dom Rodrigos. A noite estava muito boa, mas tinhamos que nos ir deitar cedinho, pois no outro dia o trabalho começava muito cedo: 6:51h.

2010.Jun.04, Sexta 1º. ETAPA - Faro/Sintra (468Km)
06h51mn20sg - esta era a nossa hora de saída, que cumprimos pontualmente. Venha de lá essa aventura...vamos embora!!! Começamos calmamente a subir para a serra, pois sabiamos que iamos logo encontrar rápidamente terra e água. Pelo meio da sera, num dos troços que à dias foi usado para o rally de Portugal WRC, começamos por atravessar a ribeira de Vasconcilhos, que tinha mau piso no final e com a ribeira cheia de seixos (bem grandes) que exigiam pericia para aguentar os "coices" da mota. Pouco depois vinha o Vascão (auto lavagem Lontra Azul, segundo os amigos do MC Albufeira). Na saida tinhamos uma subida e decidimos parar para beber água e recuperar energias. Quando fomos para arrancar a mota do João, pura e simplesmente "calou-se" - não pegava, nem dava qualquer sinal!!!! E agora????? Toca a empurrar, à mão, até chegar ao cimo e depois tentar pô-la a trabalhar de empurrão (que é o mesmo que tentar fazê-lo com um elefante). Depois de algumas tentativas conseguimos ouvir o motor da Varadero do João a trabalhar. Estavamos safos - "...João não deixes a moto ir abaixo!!!!!...", gritamos ao sair dali. Em Castro Verde paramos, para beber café e ver se a bateria do João cooperava. MERDA!!!! não carregava. E agora? Analisamos o trajecto e decidimos, abandonar o trajecto em Beringel para ir à Honda em Beja, ver se nos safavamos. Telefonema para o Jorge Seramota ("murcon", que está em Beja) nos ajudar. Quando chegamos à Motobaja, foram sensacionais - quase que parecia a assistência de um rally. Meia hora depois estavamos de regresso à estrada com a mota do João a pegar sózinha (uf!!!). Depois destas peripécias e com cerca de uma hora de atraso, em relação ao tempo ideal, chegamos a Cuba, para o almoço: uma bela jardineira (era a segunda) caseira, que soube que nem ginjas. Seguiu-se Alvito, Viana do Alentejo, Alcáçovas, Montemor-o-novo, Vendas Novas e chegada à mata do Duque (Santo Estêvão), para novo troço de terra, que incluia a passagem a vau do Rio Almansor, o maior curso de água que atravessamos este ano. Foi muito giro e ainda deu para ver a nova "casinha" do CR7 (que só vai custar 6,5 milhões de €€€€). Na entrada em Santo Estêvão (a nossa aldeia!!!!!) tivemos direito a volta na Monumental Praça de Touros e depois um magnifíco lanche bem no centro da aladeia. Na saída, quase que passamos á porta de casa e seguimos para Benavente. Aí para atravessar o Sorraia, tivemos uma curiosa passagem pela ponte pênsil. Depois foi rolar pelas lezirias, para atravessar o Tejo em Vila Franca de Xira (não! não foi a vau!!!) e seguirmos para a serra para os lados da Arruda, por meio de uns caminhos muito bonitos. Arranhó, Bucelas, Montachique, Malhapão, Murteira, Negrais, Pêro Pinheiro, Morelena e uns caminhos "loucos" foi o itenerário para atingir a Moviflor de Mem-Martins, sem pôr as "rodinhas" no IC19. Daí até à chegada em São Pedro de Sintra, ainda tivemos visita à Touratech e passagens por Penha Longa, Lagoa Azul, serra de Sintra, palácio da Pena e CHEGADA!!! Chegamos com cerca de 20 mn de atraso, mas felizes pois tinha sido um dia complicado. O quarto para descansar estava a 100mt, pelo que fomos até à residencial da Ondina, para tomar uma bela banhoca. Depois da dita cuja e com as "meninas" descansadas, já não apetecia ir para Nafarros jantar (e advinhem: era outravez Jardineira!!!), pelo que decidimos jantar no Largo da chegada, num "Italiano" muito razoável, mas com umas cervejolas sensacionais. De barriguinha cheia ainda demos uma volta por ali e com muita malta ainda a chegar, decidmos ir dormir. A 2ª. etapa prometia muita "animação".

2010.Jun.05, Sábado - 2ª ETAPA Sintra/Porto (533Km)
De saida, às 6:51 outravez, com algum "fresquinho", passamos pelo Palácio da Vila, em direcção a Colares e Azenhas do Mar, para um belo pequeno almoço, sobre o mar. A partir daí foi sempre a rolar: Mafra, Gradil, Pero Negro, em direcção ao alto da Serra de Montejunto (666mt, o ponto mais alto da Estremadura). Uma curta passagem pela antiga EN1, até Rio Maior aonde fomos visitar as Marinhas de Sal, raridade planetária (só existem mais duas no Mundo, pois o sal sem mar é oriundo de um veio enorme e profundo com 400mt de espessura). Depois voltamos à terra para atravessar uma boa parte da Serra de Aires e Candeeiros. Porto de Mós, Fátima, Ourém, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pêra (com a sua bela praia tropical com ondas e tudo!!!! e esta hem!!?!?!?!?!), Candal e Lousã (almoço!!!! e não era jardineira!!!). Já levavamos quase 8h de pilotagem (já não era sem tempo). Depois de bem comidinhos saimos para as curvas que nos haviam de ligar ao Porto: Foz de Arouce, Livraria do Mondego, barragem de Mondelim (barragem da Raiva), Mortágua, Serra do Caramulo e uma fantástica entrada nas Termas de São Pedro do Sul. Daí começamos a subida para a Serra da Freita, com um bom lanche em Vilarinho, servido pelos amigos "Motogalos". Seguiu-se Manhouce, Frecha da Mizarela (a queda de água mais alta de Portugal, com cerca de 70mt de salto no vazio que o Rio Caima dá), Arouca e partir daqui até Castelo de Paiva: 365 curvas, uma para cada dia do ano. E foi só "arredondar" pneu. E o impressionante foi fazer a maior parte deste trajecto atrás duma Goldwing, que mais parecia um petroleiro num dia de mar com vagalhões (ahahaha). Passagem do Douro, pela ponte Nova de Castelo de Paiva e depois seguir o rio até ao Porto. A entrada no Porto, pela Ribeira foi simplesmente fabulosa. Aquelas ruinhas foram um verdadeiro desafio para a minha "ceifeira-debulhadora" de seu nome Sigonha. :) Viemos a terminar na Praça dos Aliados, com volta pela entrada nobre da Câmara. Fantástico. A Federação e em especial a sua comissão de mototurismo estão de parabens pelo trabalho feito, especialmente neste Lés-a-Lés em que comemorava os seus 20 anos. Este ano apenas "pecou" por alguns motoqueiros que estavam na caravana que não respeitavam a maioria dos mototuristas e não ter havido controlo de tempos na maior parte dos controlos. A rever, mas mesmo assim este LaL tem uma nota muitissímo positiva. Até para o ano!!!