quarta-feira, 7 de julho de 2010

2010.JUL.10/18 - PARIS / MONT SAINT MICHEL

RESUMO DA VIAGEM

Para resumir esta fantástica viagem só tenho uma palavra: adoramos. Era previsto ser uma viagem de 3.900kms e rolamos 4.326Kms, pois para além das grandes ligações, temos sempre que contar com as voltas locais. Os custos totais (excluindo as portagens em Portugal) foram de 2.075€, divididos por: almoços-214€, jantares-448€, hotéis-723€, gasolina-335€, portagens-99€ e diversos-257€. Sobre a gasolina, metemos 252,10lt, com preços a variarem entre (???) 1,15€ (na GALP de Badajoz) e 1,49€ (numa Shell em França). A média da Varadero foi de 5,83lt, o que é muito razoável, mesmo tendo em atenção que rolamos em AE a velocidades na ordem dos 130/140. Lamentamos o caso do kit de transmissão, pensando nós, que tal se deve a um erro de manutenção do concessionário na(s) última(s) revisão(ões). Mas isso será um assunto para depois e mesmo assim a Varadero teve um comportamento sensacional. As paragens nos trajectos maiores foram feitos a cada hora/hora e meia de viagem, o que se mostrou muito aceitável para as nossas nádegas. A Ana, também teve um comportamento sensacional – basta pensar que à cinco anos ela fez a primeira viagem à concentração de Faro, mesmo não gostando de andar de mota. Sobre a viagem, considero que o planeamento foi essencial. Tudo correu cinco estrelas, não nos esquecemos de nada e depois foi apenas questão de pequenos ajustamentos. Adoramos os locais. Gastronomicamente, ficará na memória os mexilhões da Ana e as minhas ostras. Levamos os hotéis todos pré-reservados, mas mais uma vez cheguei à conclusão que podemos ir à aventura, pois é fácil arranjar locais e por vezes a melhor preço que as reservas on-line. Ficamos com pena de não poder visitar o interior do circuito de Le Mans, por razões deles. Le Mont Saint Michel é um sitio verdadeiramente divinal e também lá terei que voltar e desta vez para ficar dentro da cidadela no hotel da “La Mére Poulard”. LA Rochele é giro, em especial a Ilha de Ré. Bordéus foi uma desilusão. San Sebastian e Madrid já conheciamos de outras andanças e são sempre aquelas cidades fantásticas. Esta viagem fica na memória dos Motogatos para sempre. Foi fenomenal. Agradecemos o apoio dos amigos. As fotos todas estão disponíveis no Picasa:
http://picasaweb.google.com/ruisilvalima/ViagemDeMotaAFrancaParisLeMontSaintMichelLaRochelle#
Até à próxima viagem. Abreijos.



2010.JUL.18 (DIA 9)
Já chegamos e estamos muito bem (tirando o rabo um pouco quadrado). Chegar foi um milagre. A transmissão da Sigonha está perfeitamente arrasada. Vamos à história do dia. Saímos de Madrid cerca das 9h, mas muito apreensivos. A corrente dava cada estalo que até assustava. Até quase que tinha vergonha de andar na rua com ela. O dia estava relativamente fresco e aproveitamos para rolar cerca de 80Km, tendo parado para reabastecer e meter óleo na corrente. Lá voltamos a rolar até cerca do Km 190 da A5 (espanhola), para tomar um café. Disse para a Ana: “…não sei se não é melhor dar outro aperto na corrente – embora sem as ferramentas ideais…”. Mas não o fiz com medo de piorar a situação. Depois de um bom segundo PA, saímos para a AE….melhor saímos da área de serviço, felizmente com um caminho de acesso e pum!!!!. Pensei: acabou-se, parti a caixa de velocidades!!!  Felizmente era apenas a corrente solta (o que é isso para nós??). Toca de a empurrar para a área de serviço, pô-la á sombra e olhar para o estrago. Chamar a assistência em viagem? Nope! Vamos meter a mão no óleo. Quando olhei para a “chavinha 27” pensei com os meus botões: estou lixado (mas com um F muito grande!!!)!!!! Depois de algumas tentativas frustradas para desapertar a porca da roda de trás, lembrei-me de ir à bomba ver se tinham chaves de Homem! E tinham uma 22 e uma big chave inglesa. Havia de servir! E serviu, estiquei a corrente quase ao máximo, mas mesmo assim ainda tinha uma folga boa – estranha, pois estava muito tensa em algumas zonas e frouxa noutras. Depois da reparação em pleno troço, lá arrancamos, mas sinceramente só desejava chegar até à fronteira. Depois de mais 215Kms seguidos (rabo, sofre!) paramos na última área de serviço antes da fronteira, para almoçar e dar descanso aos “bombos” que tínhamos na cremalheira. Aproveitamos para ver o MotoGP (que corrida fantástica, pena o Rossi ter ficado fora do pódio). Quando arrancamos na minha cabeça só tinha uma coisa: quando mais andar, antes de partir, menos ando de táxi até casa. Fizemos cerca de 130kms até à área de Montemor o Novo (estávamos a cerca de 90 kms de casa) e quando olhei para a corrente até me deu um arrepio: um dos elos, já nem capa tinha – só restava o eixo de ligação!!!! Que fazer? Perdido por um, perdido por mil – este conjunto já é lixo! Vou levá-la com “pinças” até ver aonde ela aguenta. Não podia esforçar nada a corrente. E no meio disto tudo o calor a apertar!!! Mais de 38 graus, nada bom para a máquina, nem para nós. Estes últimos 90kms foram feitos com os dedos em cima da embraiagem, para desembraiar quando ela desse o estouro. Mas não……ela aguentou até casa!!!!! Linda menina. E lá continua o elo completamente marado com um ar de quem diz: vou rebentar!!!!. Chegamos cerca das 16:15h, com 602Kms percorridos hoje. Até dei beijinhos à minha Sigonha, linda mota. Espero que ela me perdoe . Depois de arrumar e tirar as tralhas, foi uma grande cacholada na piscina. Valeu!!!! Viagem memorável, com a minha bela “mochila” Ana, que se portou lindamente (hoje quando me viu com as chaves na mão, até fumou um cigarro….ahahaah). Abreijos e até à próxima aventura.



2010.JUL.17 (DIA 8)
Hoje tínhamos pela frente um dia para rolar, para fazer o trajecto de regresso. A previsão era de fazer 691Kms (e fizemos 695Kms), saindo pelas 9h e chegando a Madrid pelas 18h. Saímos com cerca de 35mn de atraso, atravessando Bordeaux, via Pensac até apanharmos a A63 em direcção Bayonne/Biarritz. Mal entramos na AE começamos a deparar-nos com “bouchons” – engarrafamentos em plena AE. Tal devia-se a muitos imigrantes (portugueses e marroquinos) na estrada. Os marroquinos carregam o tejadilho e cobrem a carga com um plástico, normalmente azul; já os portugueses são mais evoluídos: já usam aqueles “supositórios” com tampa, presos na barra do tejadilho. Agora multipliquem isto por milhares e têm a explicação para os engarrafamentos. Mas justiça seja feita: quando se circula pelo meio dos carros (em velocidades moderadas ou quase parados) a grande maioria abre passagem, quase me sentindo o profeta “não sei quantos” a atravessar o mar vermelho. Como as filas se prolongavam por Kms a maior parte das vezes optava pela berma. Nas áreas de serviço em que fomos parando os pic-nics eram norma corrente. Tirando estes pormenores, quase tudo correu na normalidade, tirando uma corrente cada vez mais solta (novamente!!) e a atravessar a fronteira franco-espanhola, muita chuva, frio e vento. A Ana teve inclusive que vestir um casaco interior, pois estava um “gelo”. Na parte final para Burgos usamos a AP-1 (em vez da A-1) o que nos permitiu rolar na casa dos 140/150 kms/h, pois havia muito menos trânsito e parti do pressuposto que menos controlo. À medida que nos aproximava-mos de Madrid, a temperatura subia tendo chegado a Madrid com 38 graus. O hotel fica bem no centro, numa transversal à Gran Via, todo futurista, com PC, cabine de hidromassagem e outras mordomias hi-tec. Depois de um breve repouso e uma bela hidro-banhoca, fomos para a rua, viver a movida española, começando por uma bela jantarada no DiBocca, seguido de um copo perto da Praça del Sol, ver os espectáculos de rua, destacando um duo de argentinos a fazer humor de “ir à lágrima” e depois….bem depois não posso contar . Chegamos tarde, mas satisfeitos e já só faltam 600kms, para meter a Sigonha na garagem. Amanhã será um dia para rolar até Santo Estêvão.


2010.JUL.16 (DIA 7)
Já estamos de regresso à Pátria. Voltamos a levantar-nos cedo, para tomar o PA no hotel. Deixamos as malas na recepção e fomos para o centro de La Rochelle com as malas vazias, para podermos deixar os capacetes e os casacos e assim andarmos mais à vontade. Quando chegamos o céu ameaçava descarga de uma bela chuvada; estava muito cinzento e vento. Depois de aparcarmos a mota bem em frente da Câmara (com segurança e tudo ), fomos fazer uma volta de 2h a pé, guiados por uma completa revista com detalhes da cidade. A primeira parte não gostamos muito, mas a partir o momento em que chegamos ao mercado tudo mudou: cor, cheiro, pessoas…de repente La Rochelle ficou mais agradável. O mercado é simplesmente fabuloso – a arrumação da fruta faz lembrar o mercado dos Lavradores no Funchal, as ostras, os mariscos, a carne e a sua preparação – fantástico! De regresso ao porto bem enquadrado com as suas belas torres, as esplanadas já fervilhavam de movimento e aproveitamos para reforçar o estômago. Cerca da uma hora, terminamos a visita e passamos no hotel para recolher as nossas malas. Já na A10 a caminho de Bordéus, saímos em Rochefort (mas não fomos comer o queijo), para almoçar e depois ir à ile d´Oléron, para ver o famoso Fort Boyard, bem no meio da água. Depois regresso por estrada nacional, para vir apanhar a A10, em Saintes, com destino a Bordéus. Nos últimos 30kms, apanhamos muito trânsito, mas uma mota é sempre uma mota. Em Bordéus voltamos a lembrar-nos da utilidade do GPS, mas com alguma paciência, lá conseguimos apanhar a rua do aparthotel. Mota na garagem, banho tomado e aí vamos nós a pé procurar uma bela “bojeca” e muita comidinha. Isto de andar de mota dá cá uma fome!!! Bordéus parece uma cidade fantasma, com poucos restaurantes, sem táxis (quase) e tudo fechado. Já na zona mais central lá encontramos alguma coisa e acabamos por fazer um belo jantar junto à ópera. Já de noite uma passeata junto ao rio e regresso ao hotel, para vos escrever este relato e actualizar as fotos. Amanhã vamos sair cedo em direcção a Madrid. Será um dia para fazer pouco mais de 700kms, por estradas que já bem conhecemos (Bayone, Biarritz, San Sebastian, Vallalolid, Burgos e Madrid). Hoje andamos 281Kms e estou a escassos dois metros da cama. Xau.


2010.JUL.15 (DIA 6)
Hoje de manhã, acordamos cedinho (8h), para tomar o nosso PA, refazer as malas e ir ver a maré ao MSM. Muitos enlatados, mas as motas podiam ir até ao final do dique. Os enlatados não podiam ir porque os parques de estacionamento grandes iam ficar submersos. Depois de uma bela cafezada, ficamos numa muralha a ver o espectáculo e valeu (como dizem os brasileiros!!! Olá Sione – a madrinha da nossa Sigonha). Ainda demos mais uma voltinha pelas suas típicas ruas, visita ao último museu. Depois regresso ao hotel para irmos buscar as malas e seguir viagem. Enquanto carregávamos as malas ainda dois dedos de conversa com um simpático norueguês que estava a fazer uma volta pela costa norte desde a….Noruega (e a solo). Depois tempo de retomar a viagem (quase de lágrima no canto do olho, pois Mont Saint Michel, vale MESMO a pena visitar). Até La Rochelle pouco há para contar, para além de muito vento e alguma, pouca, chuva.. Atravessamos Rennes (bem pelo seu interior) e depois Nantes – aqui é que a porca torceu o rabo! Um pequeno engano numa saída que valeu andar mais 40kms…mas que é isso para nós? Decidimos continuar em AE o mais possível, para poupar a transmissão, pelo que apenas fizemos os últimos 60 kms em “nacional”. Chegados a La Rochelle, deparamo-nos com muito trânsito, mas demos bem com o hotel que fica a cerca de 10kms do centro numa zona industrial, mas é simpático (até o nome: Les Balladins de La Rochelle) e com piscina. Não pusemos os pezinhos na piscina, apenas na banheira. Depois da banhoca da ordem, saímos à fresquinha para irmos até à Ilha de Ré comer umas ostras. Cerca de 13kms depois decidimos voltar ao hotel para buscar os casacos e as botas….pois estava fresquinho. De novo para a típica Ilha de Ré, para revisitar um sitio aonde já tinha estado à vários anos. Reencontrei a marina e jantamos num dos típicos restaurantes: ostras, peixe e……moules para a Ana (para variar!!!), tudo bem regado com um bom rosé (hoje quebramos uma regra, mas o que era da vida sem excepções). Depois uma bela passeata por La Flotte, pela sua bela marginal, com verdadeiro aspecto de verão, incluindo feira, carrosséis, churros e uma bela banda de música. Depois da passeata regresso ao hotel e caminha. Hoje percorremos 4Kms (até ao MSM), 364Kms para aqui chegar e 79Kms para ir jantar; total de hoje: 447Kms. Abreijos.


2010.JUL.14 (DIA 5)
Hoje foi o dia de conhecer o Mont Saint Michel. Levantamo-nos cedinho, tomamos um belo pequeno-almoço no hotel (o que é uma raridade, face aos valores que pedem, que em português correcto “é uma roubalheira” – o PA paga-se à parte e pode custar cerca de 15€, sendo que aqui no Formule Vert custa 7,50€ e é muito razoável-incluindo uns belos crrrroooaaasssants). Depois fui ao outro hotel, da mesma cadeia, para vos disponibilizar a crónica dos dias anteriores, pois aqui wi-fi gratuita é banal (até nas áreas de serviço, se encontra). Entretanto começou a chover “picaretas”. Nós estávamos de calções e t-shirt, o que não dava muito jeito para cobrir os 2Kms a pé até ao MSM (Mont Saint Michel). Que fazer? Ir dormir? Nope!!! Toca a vestir os fatinhos de cavaleiro motociclista e ir de mota até ao MSM. Hoje foi tudo a “inchar”: parque 1,50€, bilhete para os 4 museus 18€ cada, Abadia 8,50€ cada. Mas valeu a pena. Antes tínhamos ido visitar o centro de interpretação da futura configuração do MSM, pois como está actualmente o mar deixará de rodear a cidadela. Para terem uma ideia MSM é um dos 3 sítios do mundo com a maior amplitude de marés: pode chegar aos 15mt (hoje estará pouco mais de 13mt). As marés a subir são como cavalos galopantes, mas é um espectáculo lindo. Quando a maré vaza, ficam os sedimentos (areias) que dá para fazer belos passeios (apenas com guias, por razões de segurança). No futuro com a nova barragem vão devolver o mar ao MSM. Pode ir-se de carro até à cidadela, mas no futuro só a pé. Os parques têm hora de saída obrigatória, porque senão ficam cobertos pelas marés. No interior da cidadela, estavam “milhões” de pessoas (estamos no meio de Julho e hoje é feriado aqui), mas circulava-se quase bem. O interior transporta-nos para os séculos anteriores e imagino como seria (o bom e o mau) viver nesses tempos. O museu marítimo e o archeoscope, são muito bonitos e bem idealizados; o museu histórico não é tão giro e mais confuso. A Abadia é fenomenal e leva-nos a pensar como foi possível erguê-la naquele lugar, daquela forma e sem computadores e máquinas. Terminamos a comer uma fenomenal (e típica) omeleta na “La Mére Poulard”. Não consigo descrever a omoleta – só cá e comendo-a é que é possível entender. Simplesmente: esmigalhante (aquela palavra que eu inventei nesta viagem…eheheheh). Depois desatou a chover monumentalmente, voltamos para o hotel e uma deliciosa sesta aconteceu. Ao final do dia uma banhoca e decidimos ir jantar ao mesmo restaurante de ontem, onde a Ana voltou a comer….advinhem???? “Moules” (mexilhões)!!!!! A minha moule (com o devido respeito) comeu as outras moules todas……ahahahahaha. Depois nova passeata até ao MSM (desta vez a pé) e regresso. Amanhã vamos ver a subida maré pelas 10:37h e depois seguimos para La Rochelle. Portanto hoje andamos 8kms: 4 de mota e 4 a pé. Agora óó!!! Bye-bye.

2010.JUL.13 (DIA 4)
Hoje custou um “pouquinho” a sair da cama e estava um pouco “enresinado” (noites complicadas!!!), mas pontualmente lá estava para o inicio da reunião. Tudo correu bem e ao final da manhã os trabalhos estavam encerrados. Normalmente, almoçava com os meus colegas e voltava para o aeroporto, mas hoje duas coisas eram diferentes: é véspera de feriado em França e todos querem ir para fora e eu estou de mota…ehehehe. Fui a correr ao hotel buscar a mota e fui direitinho à Honda, mas….eles foram muito simpáticos, mas estavam cheios de trabalho – mas deram-me uma alternativa, quase na mesma zona: uma pequena oficina (que eu torci o nariz para meter ali a minha menina….mas o problema não me deixou alternativa). Acabei por encontrar um simpático francês com costela portuguesa que em dez minutos me apertou a corrente e ainda me deu um chocolate e nem queria levar nada!!!! A má noticia é que a transmissão já teve melhores dias. Toca a poupá-la para chegar a Portugal. Depois de apanhar a Ana, carregar as malas e comer um snack, fomos para a estrada em direcção a Le Mans. Queria ir tirar uma foto à porta do circuito e poder admirá-lo. Lá chegados, não nos foi permitido entrar lá dentro – tinha havido corridas no fds e estavam em desmontagens, mas descobrimos e visitamos o espectacular museu do circuito, com muitos modelos de competição – novos e antigos e muita história sobre este mítico circuito. Depois da visita fomos fazer uma boa parte do circuito (que é estrada comum), começando pela famosa recta das Hunaudières – foi muito giro. Depois toca a rolar em direcção ao Monte Saint Michel, o “pai” desta nossa viagem. Já quase no final, entrei na direcção contrária numa AE e acabei por fazer mais 70 kms do que o previsto para desfazer o engano – é nestas alturas que eu me lembro do GPS (tenho a viagem quase toda de cor na cabeça…mas a idade já não perdoa…ehehehe). Por fim, avistamos o Monte Saint Michel e posso assegurar-vos: é esmigalhante!!!! (palavra Alentejanesa). Chegados ao hotel (a cerca de 20mn a pé do Monte Saint Michel), descobrimos uma zona muito bonita e calma, com vários restaurantes e hotéis, mas nada de confusões, nem fast-food´s (paraíso das autocaravanas – olá “Gruas-Fernando e Carla” e “Motabouts-Vasquinho e Dalila”. Depois da banhoca da praxe, fomos jantar ao restaurante do hotel (do outro lado da estrada) e posso assegurar-vos o jantar (e as cervejas) estavam divinais. A Ana entreteve-se com uma bela tachada de mexilhões com creme. Depois fomos a pé ver as marés e ainda acabamos por dar uma bela volta, por dentro da Mont Saint Michel: é lindo!!! (prima ias adorar o lado medieval – até o bom cheiro no interior, nos transporta para muitos séculos atrás). Bem amigos já chega de blá-blá, hoje andamos 493Kms e vamos descansar. Amanhã temos muito para rolar….nos “pézinhos”, pois vamos ficar por aqui até Quinta e vamos conhecer bem esta zona e fazer belas caminhadas. Garanto-vos o sitio é idílico. Divirtam-se que nós vamos fazer o mesmo. Abreijos dos Motogatos.


2010.JUL.12 (DIA 3)
Hoje foi um dia que andamos muito de mota: 500mt!!!! Precisava de resolver o problema do aperto da corrente, pelo que descobri que havia um concessionário da Honda a 250mt do hotel. Tuga é mesmo assim: tem sempre muita sorte. Pois….mas o azar foi que a concessão hoje estava fechada; meia volta e estacionei de novo a Sigonha em frente ao hotel. Fui com a Ana dar uma volta por Boulogne-Billancourt, beber um café e mostrar-lhe aonde é a sede da empresa. Acabamos por almoçar com o “grande chefe” e com a simpática Severine. Depois começou a parte de trabalho que acabou cerca das 20h. Fui buscar a Ana ao hotel e fomos passear, amar e ser felizes em Paris: Champs Elysées, Rue de Montagne (a rua mais cara de Paris) e Saint Michel aonde aproveitamos para fazer uma bela jantarada, numa esplanada de frente para a Notre Dame. Depois fomos até Saint Germain de Prés, beber um copo e daí fomos a pé até à Torre Eifell, aonde ainda deu para ver o último espectáculo das luzes: fantástico. A noite estava maravilhosa (25º) e acabamos por nos deitar para lá da uma hora (e amanhã o dia começa bem cedo!!!), mas Paris é sempre Paris (a cidade aonde tudo pode acontecer!!).


2010.Jul.11 (DIA 2)
Chegamos a Paris!!!!
Saimos de manhã, pouco depois das 8h, de San Sebastian, com um céu carregado e alguns chuviscos ligeiros. A coisa prometia :( Entramos logo na autoestrada e foi autoestrada até Paris. Rolamos 841km e pagamos 37€ de portagem, o que até nem é muito, comparado com Portugal, mas em contrapartida é uma seca, pois tive que parar muitas vezes para pagar portagens intermédias - a sorte, foi que eu nomeei a Ana "pagadora oficial de portagens"; não é só ir ali com o rabiosque sentado a ver a paisagem!!!! A propósito de rabisoque: confesso que ficava um pouco quadrado a fim de cada hora, o que nos obrigava a parar para o "desqruadar". A gasolina tambem é mais cara do que em Espanha: hoje meti entre os 1,39€ e os 1,45€. A Varadero está a portar-se bem, a consumir cerca de 6 e "pouco", mas amanhã tenho que ir aqui à Honda para apertarem a corrente, pois está cada vez mais laça e a bater muito. Estou com algum receio de que possa ser algo mais (kit de transmissão) mas vou tentar resolver amanhã. Na última revisão, não fizeram um bom trabalho, pois a mota (que tem 26.943Kms) ainda tem o aperto de origem.... Adiante! À medida que avançavamos, o tempo ia aquecendo, mas cerca das 17h estavamos a entrar em Paris, para as fotos da praxe: Torre Eifel e Arco do Triunfo. Não quis forçar muito na cidade, por causa da transmissão. Depois das fotos viemos para Boulogne-Billancourt onde pernoitamos nas próximas duas noites. Depois de uma bela banhoca saimos do hotel e foi logo duas bierres....por causa da desidratação. Apanhamos o metro e fomos para os Champs Elisés. Estava pejado de espanhois "locos con su equipo" mas em grande festa. Arranjamos uma bela esplanada, junto ao Arco do Triunfo, com bancada central para o futebol (via TV). Uma bela jantarada, depois uma bela passeata por Paris e agora xi-xi! cama!
Terça à noite actualizo o blogue com a chegada a Saint Michel (até Terça de manhã, estou a trabalhar).
Fiquem bem e divirtam-se. ´




2010.JUL.10 (DIA 1)
Olá Amigos,
Já estamos em San Sebastian. Rolamos 935 Kms. Se perguntarem se estamos cansados, se teríamos preferido vir de outro meio de transporte, diremos: talvez, mas não era a mesma coisa. Agora a sério, fizemos bem a viagem, tudo correu bem, embora esteja ligeiramente preocupado com o aperto da corrente, que a sinto um pouco solta, mas nada que não seja controlável. Saímos pouco depois das 7h e por volta das 9h estávamos a fazer a primeira paragem em Castelo Branco. Depois nova paragem em Vilar Formoso, para beber café e comprar uma “bandeirinha” de Portugal (autocolante) para levarmos longe o nome de Portugal. A temperatura era perfeita (de manhã, inclusive a Ana sentiu algum frio, mas suportável). Quando cruzamos a fronteira, cerca das 11h a temperatura começou a apertar, mas baixamos o andamento para cerca dos 130/140Kms, para gerir esforço e evitar “pictures”. Vimos passar um carro das fotos por nós a mais de 160 Km/h…lá como cá, são todos iguais (ontem na A12, sentido Lisboa/Algarve, tinham o Mondeo parado à frente de uma carrinha – aparentemente avariada, na berma e depois esperavam pelo pessoal na portagem do Pinhal Novo, com a carrinha do “multibanco””!!!!). Paramos perto de Vallalolid, para comer algo e meter combustível. Em Espanha estou a pagar menos 0,30€ por litro!!!!!!!!: 1,45€ em Portugal, 1,17€ em Espanha – deve ser o custo de transporte (?!?!?!?). Nessa área de serviço, vi uma “mana” Varadero da mesma cor, Portuguesa e da mesma altura da minha. Toca de meter conversa, era o simpático casal Sérgio e (?), sócios do Varadero Clube de Portugal e que regressavam dos Picos. O mundo é mesmo pequeno. Depois de uma amena e agradável cavaqueira e das despedidas da praxe cada um seguiu o seu caminho. Depois foi rolar até San Sebastian, onde chegamos cerca das 19h (locais) e procurar pelo hotel, que não é nada mais, nada menos, do que uma espectacular camarata universitária, mas com simpáticas condições. Depois de uma bela banhoca, fomos a pé até ao centro de San Sebastian, pela marginal da Concha, para beber umas belas “cañas” e alimentar bem o “michelin”.Depois regresso ao hotel, escrever o relato para os meus amigos e ló-ló (e talvez “nhec-nhec”).Jejejejejej. Abreijos e portem-se mal!!!! Amanhã rolamos até Paris.


2010.JUL.08 (DIA -2)
O road book para a viagem está pronto e colocado na mota; as malas estão quase prontas; fui equilibrar a pressão dos pneus. Em suma tudo está quase pronto, por isso sem stress, estamos prontos para arrancar no Sábado. As mensagens dos amigos continuam a chegar e isso anima-nos.
Estive hoje a fazer a revisão final ao trajecto e mesmo sem GPS ou mapa de França, usando apenas mapas criados no Google estou confiante que não nos vamos perder; a única excepção será para encontrar o hotel em Bordéus, pois o hotel fica mesmo no centro. Mas tambem sei que nunca nenhum Português se perdeu..e eu não serei o primeiro (tipo Astérix: hoje não é a véspera do dia em que o céu me vai cair em cima)ahahahha.

Fiz uma pequena alteração no trajecto entre Paris e Mont Saint Michel. Em vez de irmos por "cima" vimos por "baixo" e assim podemos ir fazer uma visita ao mitíco circuito de Le Mans. O resto está tudo conforme. Números finais: 3.908Kms, para um total de 40h58mn de condução: "o rabito" vai ficar um pouco quadrado....


2010.Jul.07 (dia -3)

Esta viagem já tinha nascido em espirito o ano passado e faz parte dum sonho de juventude. O imaginário do lindo Mont Saint Michel, definido por Guy de Maupassant como: "...abismo íngreme, lá no alto, longe da terra, como uma mansão fantástica, incrível como um palácio de sonho, estranho e improvável bonito..." fazia parte das nossas viagens de sonho. E eis que por um acaso profissional, se junta o prazer ao dever.
Neste momento a viagem está toda preparada, tendo como pernoitas os seguintes pontos: San Sebastian, Boulogne-Billancourt/Paris (2), Mont Saint Michel (2), La Rochelle, Bordeuax e Madrid. Prevemos percorrer 3.900kms (excluindo as voltinhas locais) em 9 dias. A nossa mota, a linda Varadero, de seu nome "Sigonha", está pronta e revista (fez revisão completa depois do Lés-a-Lés) e nós estamos ansiosos por partir. Vai ser a nossa primeira grande viagem de mota e será decerto uma viagem inolvidável. Desejamos que seja a primeira de muitas viagens deste género, a solo (como esta) ou acompanhados por outros cavaleiros do asfalto. Tentaremos diáriamente manter este blog actualizado. Se tal não acontecer não se assustem, nada nos aconteceu, apenas o Morfeu nos venceu...ena! até faz verso. :)

Já preparamos as roupas e objectos pessoais para carregar nas malas laterias e top-case. Em principio não vamos levar o saco de depósito, que eventualmente poderia funcionar como mochila e apoio para navegação. Vamos sem GPS (aventura é aventura!!) e sem mapa de França. Vamos usar apenas excertos de mapas do Google que serão arrumados em formato road-book.

Estamos a receber simpáticas mensagens de muitos amigos (das motas e não só!), mas uma merece referência especial: a da Junta de Freguesia de Santo Estêvão (a nossa aldeia), na pessoa do seu Presidente, Ricardo Oliveira, que agradecemos e que para além do mais a reenviou para os Amigos do Almansor Motor Clube - o grande clube das cinquentinhas no LaL e que nos proporcionou um belo lanche na nossa terra.

sábado, 29 de maio de 2010

2010.Jun.3 a 5 - 12º. Lés-a-Lés - Faro/Sintra/Porto






2010.Mai.29, Sábado
Temos estado afastados do blog, não por falta de actividade, mas por falta de tempo (até para ser mais correcto: falta de paciência), mas cá estamos novamente para vos dizer que começamos hoje a preparar a Sigonha (a nossa linda "menina" Varadero), para mais uma grande aventura, que se intitula o maior passeio de motas em toda a Europa...e eu acredito. Este ano os números são impressonantes: 570 equipas, 1140 motos com cerca de 1250 motociclistas entusiastas e participantes do 12.º Portugal de Lés-a-Lés/Moviflor! É esta a recordista caravana – que ainda comportará mais 44 motociclistas em 27 motos e 5 carrinhas da organização, imprensa, médicos e mecânicos – que a FMP colocará em marcha de Faro ao Porto em ano de 20º. aniversário!
Lá estaremos pela terceira vez consecutiva, com o nº. 155, fazendo mais uma vez parceria com o João Moreira, este ano a solo, também montado numa bela Varadero 1000.
Tenho tido algum cuidado com a preparação fisica, pois o Pai (Ernesto Brochado) anda ameaçar-nos com muita dureza fisica :), especialmente no segundo dia. A máquina está impecável e muito limpinha. Falta só amanhã ir dar uma voltinha, para equilibrar a pressão dos pneus e verificar o intercomunicador do meu capacete que foi arranjado pelo amigo Carlos da Mocasmota. Estamos cheios de vontade de arrancar, para ver o desafio deste ano ainda por cima, motivados pela vitória no último motorali em Sintra e pela passagem pela nossa bela aldeia de Santo Estêvão (Benavente).

2010.Jun.02, Quarta
Estamos quase de partida. O encontro com o João está marcado para amanhã às 8.00h na área de serviço de Grândola, da A2. Estamos motivados e ansiosos para começarmos a rolar e assim podermos disfrutar de mais uma bela passeata pelo nosso lindo país. Está tudo carregado e prontinho!!! Em Faro, entramos em parque de verificações às 10:42:40h e partimos duas horas depois para o prólogo - que vai dar em directo através do seguinte link: http://www.digitalmaistv.com/

2010.Jun.3, Quinta
Foi uma aventura fantástica. O passeio correu lindamente, passamos em sitios emblemáticos, incluindo um (delicioso) lanche em Santo Estêvão, a nossa bela aldeia, em pleno coração do Ribatejo. Desde que saimos de casa e até arrumar a Sigonha, percorremos 1699Kms. Este ano foi uma aventura mais curta, mas não deixou de ser "durinha" e gastamos no total 593,94€ (excluindo portagens e manutenção), distribuidos assim: combustível-133,09€ (93,06lt), inscrição-250€, refeições-68€ (almoço em Faro no dia 3 e jantar em Sintra no dia 4) e hoteis-142,85€ (Faro-48,85€, Sintra-35€ e Porto-59€).
Depois da contabilidade, vamos ao passeio.
Saimos cedinho para nos encontramos com o João numa área de serviço da A2 a caminho do Algarve. Já juntos, rolamos até ao Patacão aonde fomos tomar um belo (3º.) pequeno almoço. Depois seguimos até à Praça de São Francisco, para inspecionarmos as nossas máquinas e recebermos toda a documentação. Pelas 12:40h, com transmissão em directo, saimos para o prólogo, que este ano tinha só 48 kms, mas com algumas passagens muito interessantes, nomeadamente, Faro (Vila-adentro), futura sede do MC de Faro e o local da concentração de Faro, agora vazia, mas já em preparação para o grande evento de Julho. Neste local, bem no centro da Ria Formosa, decidimos interromper a passeata, para ir almoçar à ilha de Faro, comer um arrozinho de lingueirão com uma mista de peixe frito. Depois um passeio a pé pela praia e voltamos ao trajecto para nos embrenharmos na serra, na franja de Faro. A meio da tarde regressamos a Faro, para dar entrada no hotel, descansar, preparar os road-books (bem grandes) e por volta das 20h, juntamo-nos novamente na Praça de São Francisco (já a pé) para uma jantarada de grupo: seria a primeira de 4 jardineiras (ahahahah). Estava uma noite fantástica e terminamos bem no centro de Faro, a beber umas amarguinhas e a comer Dom Rodrigos. A noite estava muito boa, mas tinhamos que nos ir deitar cedinho, pois no outro dia o trabalho começava muito cedo: 6:51h.

2010.Jun.04, Sexta 1º. ETAPA - Faro/Sintra (468Km)
06h51mn20sg - esta era a nossa hora de saída, que cumprimos pontualmente. Venha de lá essa aventura...vamos embora!!! Começamos calmamente a subir para a serra, pois sabiamos que iamos logo encontrar rápidamente terra e água. Pelo meio da sera, num dos troços que à dias foi usado para o rally de Portugal WRC, começamos por atravessar a ribeira de Vasconcilhos, que tinha mau piso no final e com a ribeira cheia de seixos (bem grandes) que exigiam pericia para aguentar os "coices" da mota. Pouco depois vinha o Vascão (auto lavagem Lontra Azul, segundo os amigos do MC Albufeira). Na saida tinhamos uma subida e decidimos parar para beber água e recuperar energias. Quando fomos para arrancar a mota do João, pura e simplesmente "calou-se" - não pegava, nem dava qualquer sinal!!!! E agora????? Toca a empurrar, à mão, até chegar ao cimo e depois tentar pô-la a trabalhar de empurrão (que é o mesmo que tentar fazê-lo com um elefante). Depois de algumas tentativas conseguimos ouvir o motor da Varadero do João a trabalhar. Estavamos safos - "...João não deixes a moto ir abaixo!!!!!...", gritamos ao sair dali. Em Castro Verde paramos, para beber café e ver se a bateria do João cooperava. MERDA!!!! não carregava. E agora? Analisamos o trajecto e decidimos, abandonar o trajecto em Beringel para ir à Honda em Beja, ver se nos safavamos. Telefonema para o Jorge Seramota ("murcon", que está em Beja) nos ajudar. Quando chegamos à Motobaja, foram sensacionais - quase que parecia a assistência de um rally. Meia hora depois estavamos de regresso à estrada com a mota do João a pegar sózinha (uf!!!). Depois destas peripécias e com cerca de uma hora de atraso, em relação ao tempo ideal, chegamos a Cuba, para o almoço: uma bela jardineira (era a segunda) caseira, que soube que nem ginjas. Seguiu-se Alvito, Viana do Alentejo, Alcáçovas, Montemor-o-novo, Vendas Novas e chegada à mata do Duque (Santo Estêvão), para novo troço de terra, que incluia a passagem a vau do Rio Almansor, o maior curso de água que atravessamos este ano. Foi muito giro e ainda deu para ver a nova "casinha" do CR7 (que só vai custar 6,5 milhões de €€€€). Na entrada em Santo Estêvão (a nossa aldeia!!!!!) tivemos direito a volta na Monumental Praça de Touros e depois um magnifíco lanche bem no centro da aladeia. Na saída, quase que passamos á porta de casa e seguimos para Benavente. Aí para atravessar o Sorraia, tivemos uma curiosa passagem pela ponte pênsil. Depois foi rolar pelas lezirias, para atravessar o Tejo em Vila Franca de Xira (não! não foi a vau!!!) e seguirmos para a serra para os lados da Arruda, por meio de uns caminhos muito bonitos. Arranhó, Bucelas, Montachique, Malhapão, Murteira, Negrais, Pêro Pinheiro, Morelena e uns caminhos "loucos" foi o itenerário para atingir a Moviflor de Mem-Martins, sem pôr as "rodinhas" no IC19. Daí até à chegada em São Pedro de Sintra, ainda tivemos visita à Touratech e passagens por Penha Longa, Lagoa Azul, serra de Sintra, palácio da Pena e CHEGADA!!! Chegamos com cerca de 20 mn de atraso, mas felizes pois tinha sido um dia complicado. O quarto para descansar estava a 100mt, pelo que fomos até à residencial da Ondina, para tomar uma bela banhoca. Depois da dita cuja e com as "meninas" descansadas, já não apetecia ir para Nafarros jantar (e advinhem: era outravez Jardineira!!!), pelo que decidimos jantar no Largo da chegada, num "Italiano" muito razoável, mas com umas cervejolas sensacionais. De barriguinha cheia ainda demos uma volta por ali e com muita malta ainda a chegar, decidmos ir dormir. A 2ª. etapa prometia muita "animação".

2010.Jun.05, Sábado - 2ª ETAPA Sintra/Porto (533Km)
De saida, às 6:51 outravez, com algum "fresquinho", passamos pelo Palácio da Vila, em direcção a Colares e Azenhas do Mar, para um belo pequeno almoço, sobre o mar. A partir daí foi sempre a rolar: Mafra, Gradil, Pero Negro, em direcção ao alto da Serra de Montejunto (666mt, o ponto mais alto da Estremadura). Uma curta passagem pela antiga EN1, até Rio Maior aonde fomos visitar as Marinhas de Sal, raridade planetária (só existem mais duas no Mundo, pois o sal sem mar é oriundo de um veio enorme e profundo com 400mt de espessura). Depois voltamos à terra para atravessar uma boa parte da Serra de Aires e Candeeiros. Porto de Mós, Fátima, Ourém, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pêra (com a sua bela praia tropical com ondas e tudo!!!! e esta hem!!?!?!?!?!), Candal e Lousã (almoço!!!! e não era jardineira!!!). Já levavamos quase 8h de pilotagem (já não era sem tempo). Depois de bem comidinhos saimos para as curvas que nos haviam de ligar ao Porto: Foz de Arouce, Livraria do Mondego, barragem de Mondelim (barragem da Raiva), Mortágua, Serra do Caramulo e uma fantástica entrada nas Termas de São Pedro do Sul. Daí começamos a subida para a Serra da Freita, com um bom lanche em Vilarinho, servido pelos amigos "Motogalos". Seguiu-se Manhouce, Frecha da Mizarela (a queda de água mais alta de Portugal, com cerca de 70mt de salto no vazio que o Rio Caima dá), Arouca e partir daqui até Castelo de Paiva: 365 curvas, uma para cada dia do ano. E foi só "arredondar" pneu. E o impressionante foi fazer a maior parte deste trajecto atrás duma Goldwing, que mais parecia um petroleiro num dia de mar com vagalhões (ahahaha). Passagem do Douro, pela ponte Nova de Castelo de Paiva e depois seguir o rio até ao Porto. A entrada no Porto, pela Ribeira foi simplesmente fabulosa. Aquelas ruinhas foram um verdadeiro desafio para a minha "ceifeira-debulhadora" de seu nome Sigonha. :) Viemos a terminar na Praça dos Aliados, com volta pela entrada nobre da Câmara. Fantástico. A Federação e em especial a sua comissão de mototurismo estão de parabens pelo trabalho feito, especialmente neste Lés-a-Lés em que comemorava os seus 20 anos. Este ano apenas "pecou" por alguns motoqueiros que estavam na caravana que não respeitavam a maioria dos mototuristas e não ter havido controlo de tempos na maior parte dos controlos. A rever, mas mesmo assim este LaL tem uma nota muitissímo positiva. Até para o ano!!!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

8.º MOTO RALI MOTOGALOS DE BARCELOS

Os nossos companheiros da Associação Clube Motogalos de Barcelos, desafiaram-nos para o seu 8.º Moto-rali, com o título de "Depois da festa, apanham-se as canas, volta-se à faina". O mote não podia ter sido mais bem escolhido, pois o ano passado tinham-nos presenteado com um fantástico moto-rali, muito bem inserido nas grandioas festas das Feiras Novas, festas que têm tudo o que de bom e maravilhoso o Minho (e os Minhotos) nos podem dar em termos de diversão. O Eduardo Rodrigues, o Pedro Lourenço e os restantes Motogalos, estavam a preparar mais uma bela passeata, pelo concelho de Ponte de Lima.
No total percorremos 976Km e consumimos 58lt de combustível. Saímos na Sexta, dia 25 de Setembro, por volta das 18.30, rumo ao Porto, onde já tinhamos encontro combinado com os Morde a Foca (Valente e Arminda), Vagabundos de Labutes (Paulo Oliveira e Ju) e com a nossa (bem) regressada amiga Catarina do MCPorto. Eram 21.00h estavamos a entrar no parque do Hotel Tuela, junto ao Kapa Negra aonde em principio iriamos comer uma francesinha (não! não! era daquelas de carne e salsicha no pão, com aquele molho super suculento, que alimenta a alma e o colestrol). Acabamos por trocar o Kapa Negra pelo Convivio pois o primeiro estava a "abarrotar". Mas as francesinhas e as imperiais (perdão! - os finos) cairam que nem "ginjas". Depois da comezaina rumamos (enlatados) até à sede do MCPorto, onde fomos muito bem recebidos por todos, incluindo o Sr. Presidente (grande abraço Carlos Ruivo). A sede é muito acolhedora e estava cheia de amigos motociclistas e as suas familias - até se cantou os parabéns a um futuro motard. No sábado de manhã, combinamos encontar-nos por volta das 8:15h, na área de serviço de Vila do Conde (A28) com o Valente e a Arminda, para seguirmos juntos. Depois de um cafézinho e alguma espera, apareceram os nosso amigos, cuja sua fiel "amarelinha" teimava em não pegar. Depois de mais um "empurrãozinho" (à mota!!!), seguimos uma calma viagem (exceptuando aqueles 200 e tal, na Ponte de Viana do Castelo, ihihii). Quando chegamos ao Largo de Camões em Ponte de Lima, o ar dos rojões dos Motogalos, já andava no ar. Depois de tratarmos da papeladas, uma daquelas belas sandochas ficou logo com dono (e eu que dizia: que nojo, rojões logo de manhã!!). Com o n.º 21, pontualmente às 10:21h, estavamos a saír para a estrada, com a partida dada por belo Romano, vestido a preceito. Começamos logo por terra, bordejando as belas margens do Rio Lima. Assim que chegamos ao parque de merendas de Vitorino das Donas (lindo!), vestiram-nos de freiras (perdoai-lhes o pecado) e fizeram-nos correr de empregados de mesa a transportar um copo de água numa bandeja, com uns socos atados - brincalhões!!. Dali seguimos para a Quinta da Torre das Donas, com o seu belo portal. A seguir fomos para o Castro de Santo Estêvão (que coincidência, nós somos recem residentes em Santo Estêvão, no Ribatejo), aonde tivemos que subir uma enorme escadaria - estes nossos amigos, só querem o nosso bem...ahahahah. Depois fomos até ao belo turismo rural que é a Quinta do Casal, aonde fomos muito bem recebidos: até nos fizeram andar a apanhar castanhas. Mas foi muito giro, incluíndo a visita aquela vanguradista igreja, onde estava um Cristo careca (o Carlos Castro ficou muito contente) com uma postura algo erótica (não é D. Ana?). A fominha e sedinha, já apertavam pelo que os nossos amigos, já nos estavam a levar até ao Restaurante Pinheiro Manso, onde tivemos um agradável repasto de frango. Uma hora depois já estavamos em cima da Sigonha, para seguirmos até à Igreja da Correlhã. Logo de seguida chegamos ao Santuário de Nossa Senhora da Boa Morte. Depois atravessamos uma zona luxuosa, onde estão o Hotel Axis e o campo de golfe de Ponte de Lima (que tem o maior buraco de Portugal, com 622mt). Nós já tinhamos andados perdidos, mas daqui em diante navegamos mesmo à vista, completamente desorientados, mas lá conseguimos "atinar" com o caminho que nos levou por uma magnifíca estrada sobranceira ao Rio Torvela, com umas belas paisagens e uns bois (com cornos) no meio da estrada. Depois foi um momento de pericía de condução para atravessar o pitoresco lugar de Beiral do Lima e os seus quelhos.

Depois seguiu-se uma bela estrada rendilhada entre Paços (Casa do Paço, Quinta do Côto, Casa de Abades), passagem por Carredouro e chegada a Gemieira, onde tivemos que ir vindimar e carregar os cestos às costas, encosta acima. Depois visitar uma lindissima zona aonde está um moínho de água. Antes de regressar a Ponte de Lima, ainda passamos pela estância panorâmica que é o jardim de Santa Maria Madalena. Regressados a Ponte de Lima, tivemos uma paragem na famosa adega, que estava em plena laboração, com uma enorme fila de tractores para descarregar as uvas que irão dar origem a tão belo néctar. Regressados ao Largo de Camões paramos as nossa meninas e fomos fazer uma visita guiada a "penantes", que nos permitiu descobrir o belo interior desta Vila (sim, leram bem é Vila - não quer ser cidade!). No final aproveitamos para tirar logo a foto de grupo, neste emblemático local. Rumamos ao hotel bem no centro aonde arrumamos as nossas "meninas", tomamos banho e fomos jantar. O jantar teve a animação da animada "MagisTuna" que nos proporcionou belos momentos de convivio e dança.
No Domingo, 27, estava preparado um passeio mais curto, para permitir aos potenciais votantes do Sul, chegarem a tempo de seu importante dever civíco. Assim, tinhamos apenas um trajecto de 26,9km de Ponte de Lima até ao Freixo. Saímos pontualmente às 09:41h (saiamos 2 por minuto), em direcção a Vitorino de Piães. Aqui fomos brindados com uma genuína desfolhada, ao som de rancho folclórico, chouriça e vinho verde pela malga. CINCO ESTRELAS! Depois foi um calmo trajecto até ao Freixo, onde nos concentramos e seguimos daí em caravana até ao local do repasto. Por volta das 14.00h, arrancamos com os Patos Bravos (Fernando e Carla) e os Autocom (Carlos e Catarina), vindo a juntar-se na área de serviço da Mealhada (A1) o Kangaroo e Presidente do Varadero Clube de Portugal, João Pimentel (nunca tinha rolado com um Presidente na caravana...jejejej).
Foi mais um fds calmo entre amigos das duas rodas. Bem hajam companheiros Motogalos. Excelente trabalho. Não resisto a deixar o link da crónica publicada no sitio dos Motogalos, escrita pelo irreverente Pedronho (tenho fome, quero vinho!!!!):
http://www.motogalos.pt/?zona=ntc&tema=1&id=61


































segunda-feira, 21 de setembro de 2009

13.º MOTO RALI MOTOTURISMO DO CENTRO

Tivemos a oportunidade de mais uma vez rever os amigos do mototurismo nacional, desta feita no simpático cenário da cidade e Coimbra. Percorremos 793Km, que nos proporcionaram uma fantástica volta por Coimbra e seus arredores.
Saimos da Moita, no Sábado dia 11 de Julho de 2009, muito cedo: 6:30, pois por volta das 9:15, queriamos estar junto à ponte de santa Isabel, em Coimbra. Paramos em Aveiras, para atestar a Sigonha e depois voltamos a parar em Pombal, para esvaziar o "depósito central" e beber um café. Estava a Ana a fumar o seu cigarro, quando metemos conversa com uns amigos que iam para um encontro do BMW Portugal, para o Gerês, quando chega uma "ave rara" ainda com matrícula alemã....surpresa! era a BMW S1000RR, que me encheu o olho desde o primeiro segundo de leitura em revista, que vai ser lançada para o mercado no Outono e que estava a caminho do Gerês, para uma exibição. YES!!!! Linda de morrer....que me desculpem os amigo da Honda (que neste momento me estão a chamar traidor) e os amigos da BMW (que dizem que aquilo é uma japonesice da BMW). Que se lixe! a moto é linda e deve ser um canhão.....Ficou a possibilidade de sentar o dito cujo em cima de tão bela peça de tecnologia. Chegamos a Coimbra (ainda a babar) e lá estavam os nossos amigos todos bem em frente do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. Os abraços e xicorações da ordem e começamos a tratar da papelada, para começar a "lamber asfalto" (salvo seja)...Primeira paragem na Quinta das Lágrimas. Nunca lá tinha entrado, puseram-me logo um taco na mão para dar uma tacada de golfe: acabei por ser o único a conseguir meter a bola no green, com grande pena de alguns craques do golfe (não estou a falar do Vitor Olivença). Depois de mais umas traquinices que nos fizeram (não é D. Maria João????!!!!), lá seguimos viagem. No miradouro do Vale do Inferno, puseram-nos a ler poesia de rabo para o ar LoL, seus marotos. Para compensar a carvana parou no "Moleirinho" bela pastelaria do amigo João, aonde estavam umas belas e invulgares bôlas, para aconchegar os nossos estômagos carentes de comidinha e bebidinha. Mas o melhor ainda estava para vir: em Rio de Galinhas, ir lavar a roupa!!!!! Nós somos machos do asfalto, que é isto de nos pôrem a lavar a roupa????? Mas o momento foi fantástico, com as pessoas da terra a participarem com trajes regionais, nesta agradável brincadeira. Foi um momento de muita risota: depois de apanhar uma mação no tanque, a mim calhou-me lavar um soutien; que chatice. Haviam de ver o carinho com que o lavei. Pudera, que terá tão bela peça de roupa, já albergado? E eis que a seguir nos levaram para Almalaguês, aonde fomos "PRINCEPESCAMENTE" RECEBIDOS: visita detalhada ao museu etnográfico, almoço apenas reservado a momento solenes (civis ou religiosos, constituído por sopa à lavrador, chanfana e arroz doce), uma actuação de canto coral e por fim uma passagem pelas tecedeiras de Almalaguês. Simplesmente soberbo. No seguimento encostamos ao Mondego, para um jogo numa praia fluvial. O jogo era giro, mas não compatível com a avalanche de concorrentes, minuto-a-minuto. Depois de uma passagem pela Mata de Vale de Canas, entramos num trajecto de terra, a que alguns amigos do Moto Clube Varadero decidiram dar uma variante hiper radical, com corte de galhos e atravessamento de (pequenas?!) regueiras, num caminho aonde não cabem os punhos das nossas meninas (não é Presidente?...ahahahah). Quando os encontrei regressavam de tão animada aventura, que ficou documentada em vídeo pelo Paulo Gavino e que serviu de animado tema nalguns encontros semanias do CVP em Lisboa. Terminamos a etapa rolante no Mosteiro de São Paulo de Frades, com alguns jogos e comesebebes. Eu tive o cuidado de dizer etapa rolante, pois à noite esperava-nos outra animada etapa. Os nossos amigos do Mototurismo do Centro, encontraram um "machibombo" para nos transportar do hotel para o local do jantar - uma agradável quinta, com muita boa comida e bebida, a começar por um espumante bem bom. O giro disto foi o autocarro, que necessitava de Viagra nas subidas e que originou belas apostas, para ver quando tinhamos que sair nalguma subida..ahahahahah. Depois de jantar, outravez para a "camioneta" que nos transportou para o centro de Coimbra, para espanto geral de muitos jovens estudantes, que não acreditavam que um bando de cotas, fazia uma enorme algazarra num autocarro que balançava em todas as curvas (penso que em uma ou duas curvas, deve ter andado apenas em duas rodas......). Ponto de paragem: o ponto de farra dos estudantes de Coimbra: boa música, bebidadas baratas e belos "Visadrons" para limparmos a vista (se é que me percebem!!). Depois de tão animada noite no dia seguinte, tinhamos um ENORME passeio de mota: 6 kms, sim! leram bem 6kms. O passeio iria todo ser dentro de Coimbra, com especial enfoque numa passagem pela Sé, visita ao Museu Machado de Castro e no final: cereja em cima do bolo - a Universidade, com a sua fantástica biblioteca Joanina e uma subida única à torre da Universidade, de onde se tem uma vista soberba sobre Coimbra. Logo no inicio, no Penedo da Saudade, enverguei pela primeira vez, capa de estudante e lí um original poema. Não esquecer tambem a passagem por uma das Repúblicas mais carismáticas de Coimbra: a República dos Fantasmas. O passeio terminou com um almoço num sitio magnifico, na margem do Mondego. Fica o apetite para a próxima etapa do Troféu nacional de Moto Ralis (Barcelos). Obrigado José Valença e toda a equipa do MC.




sábado, 27 de junho de 2009

11.º Portugal de Lés-a-Lés

Aqui vai o primeiro post...e logo para comentar o nosso 2.º Lés-a-Lés. Teve tanto de fixe, como de calor e outro tanto de pó. Desde qua saimos de casa, até voltar percorremos um total de 2087Kms, consumimos 184lt de combustível e gastamos 816,12€ (inclui inscrição, hoteis, refeições e portagens).
1.º DIA (2009.06.10 / quarta) - Moita / Boticas / Montalegre
Saímos da Moita por volta das 10:30, rumo a Boticas. Depois de atestar a mota, fomos até Santo Estêvão, para imaginar como será dentro em breve sair da futura casa. Por enquanto, é só em pensamento. Voltamos ao caminho e entramos na A13. Ao atravessar Santarém, deparamo-nos com muito trânsito, especialmente a portagem no nó da A1, que estava caótico, devido às comemorações do 10 de Junho - abençoada mota :). depois de entrar na A1, por volta das 12:00, deu-me uma fome "daquelas" e combinei com a Ana ir comer uma massinha a Torres Novas, já que era uma refeição leve e que acompanhava bem com água (se andares de mota, não bebas!). Pouco depois de entramos na A23, voltamos a deparar-nos com trânsito parado (os nossos amigos das AE´s ainda mantêm um corte de uma faixa depois da saída de Torres Novas - porque será? e porque será que pagamos exactamente a mesma portagem? Novamente a Sigonha foi pela berma fora e não paramos :). Depois de almoço, ligamos ao Valente do MC do Porto (mais conhecido pelo "morde a foca", versão portuguesa de motherfucker...ihihihiihh), para saber a que horas saiam da Inbicta (ahahah). Combinamos falar mais à frente. O céu continuava muito cinzento, mas decidimos não vestir as calças de chuva. Siga!! Já comidos voltamos para a A1 e só paramos em Antuã, porque a Sigonha precisava de comer - eram 14:40h. Novo contacto com o "morde a foca" e acertamos encontrar-nos no nó de Alfena, pelas 15:30. O Valente disse-nos que estava aguaceiros (phoenix). Pontualmente fomos os primeiros a chegar. Alguns minutos depois chegou o Valente e a Arminda, na bela VFR amarela!!! e o Carlos e a mulher com a sua CBR. Depois de um cigarrito, seguimos para a A42, em direcção à A7. Começou a chover uma "morrinha" estúpida. Paragem para vestir as calcinhas de chuva (não são as outras calcinhas seus depravados!!). Continuamos, entramos na A24 e depois já estavamos na saída para Boticas. Poucos kms antes o Valente decidiu parar para aliviar a bexiga. Fixe, para podermos comer uma sandocha...mas azar não havia sandes, apenas uns queques daqueles embalados. Ok, um queque e um galão (à betinho de Lisboa). Responde o dono: não há leite!!! Estavamos em dia de sorte e eu cheio de fome. Para compensar o homem ligou à mulher que veio a correr num "bruto" jipe, com um pacote de leite (e esta hem!!). No final simpáticamente até nos deram cerejas, daquelas alí da árvore - fantástico. Volta a montar as meninas (de duas rodas) e cinco minutos depois lá estavamos bem no centro de Boticas, onde já se notavam os preparativos para o dia 1. Lá estavam os alegres companheiros do mototurismo da Federação: Ernesto, Baltazar, Garcia, Tó Manel, etc. Após algum tempo, rumamos ao nosso poiso, que estava em Montalegre. Mais 27km, por uma estrada sinuosa e chegamos ao Quality Inn, que foi uma antiga prisão e agora é um confortável hotel, com healt club, 5*****. O jantar estava combinado para as 20:30, com o nosso parceiro de LaL, o João Moreira e a sua filha Ana, que entretanto também tinham chegado (via Arcos de Valdevez, e depois de uma monumental molha). Comemos umas belas pataniscas, encontramos o TóZé Costa e o seu parceiro. Depois foi seguir até ao Vale dos lençóis, pois convinha descansar antevendo os próximos dias, com poucas horas de sono e muito calor. Neste primeiro dia tinhamos rolado cerca de 550km, mas estavamos fixes.
2.º DIA (2009.06.11 / quinta) - VERIFICAÇÕES TÉCNICAS + PRÓLOGO
Acordamos e o meu primeiro olhar vai para a rua: fixe, já não está encoberto. Banhinho, pequeno almoço e fui atestar a Sigonha. Saimos para Boticas, por volta das 9:00h. Tinhamos a verificação técnica marcada para as 10:14h. Quando lá chegamos, alguma confusão, o Ernesto a pedir insistentemente para ninguém entrar antes do seu tempo, mas a malta, vai lá-vai. Cheguei, entrei! Moral da história: aquilo que era suposto ser uma coisa organizada por números, ficou ordenada por ordem de chegada. Bem adiante, valia a festa, o bonito sol (muito calor), a população super afável, mas estupefacta com tantos "malucos" sempre a perguntar: "...bindes donde?..." O nosso número era o 113. Quando soube do número disse logo: graças a Deus que não sou supersticioso, porque isso dá azar, senão com este número já não ia; mas pensando melhor: iamos atrás do 112 (INEM) e atrás de nós estava o 115 (só os mais velhinhos ainda se lembram deste número). E quem era o concorrente 115? O nosso Padre motard, o Padre José Fernando, com quem a minha Aninhas esteve simpáticamente a conversar. Algum tempo depois, face ao calor intenso, resolvi tirar o meu casaco e ficar em t-shirt. Que bem que me soube, mas isso iria originar um valente escaldão, à motociclista, desde a ponta da t-shirt, ao principio da luva (ihihihh). Depois das verificações efectuadas (as nossas Varaderos, passaram com brilho e distinção), fomos levantar toda a documentação e os dorsais e toca de começar a colar o road-book do prólogo. Que nos esperava? Um simpático passeio de 93,8km, calculado para durar 5 horas, percorrido nas calmas e para descobrir as freguesias do concelho de Boticas que tão bem nos recebeu. De repente, grito para o João: são 12:10h, faltam 4 minutos para subirmos ao palanque e começarmos a nossa aventura. Votos de boa sorte, as saudações do Ernesto e do seu microfone mágico (sempre a descrever o percurso, com inúmeros detalhes e saudar-nos a todos quase um a um; afinal ele é o PAI!). Saímos na cola do Padre José Fernando e do seu parceiro e poucos kms depois estavamos a parar num miradouro, com uma fabulosa vista para Boticas. Aí aproveitamos para tirar a foto de familia. Alguns kms à frente, confusão num troço de terra; algums dúvidas no caminho e uma Pan-European, tinha entrado numa vereda que rivalizava com a subida impossível do MC de Albufeira :) Todos juntos, lá trouxemos a Pan para trás e escolhemos o caminho certo. E assim continuamos o belo passeio (e os meus "bracinhos" a torrarem), admirando os fantásticos caminhos e as isoladas aldeias, onde por vezes temos que repartir a estrada (ou o caminho), com uns belos bois (de 4 patas!) ou com umas galinhas malucas (com penas!). Entretanto tinha combinado com o João, pararmos algures, para alimentar o corpo, já que o espiríto estava orgásticamente cheio de belas paisagens. Após cinco paragens, descobrimos que os cafés desta região é só para penalties de tinto e minis; sandes? que é isso? nem vê-las!! e eu cá com uma larica!!! e o calor a apertar. Entretanto chegamos a Covas de Barroso, onde existe um belo forno comunitário, com telhado de granito(!). E não é que estavam a cozer pão? E cá o belo do "Je", foi chorar um pouco de pão. Devem ter olhado para mim, acharam-me "marciano" e deram-me um belo pedaço bem quentinho LOL! Acabamos por parar na adega regional de Vilarinho Seco, onde estava um lume bem aceso, com uns belos nacos de febra, que souberam a lagosta. Muito gira a casa e a simpatia das pessoas. O estômago até relinchou...perdão rejubilou!!! Passado um belo bocado lá seguimos, contornado a barragem do Alto Rabagão (paisagens soberbas!!!) e fomos até ao castro de Carvalhelhos (onde fizemos a primeira pica de controle). Depois dos quase, 100kms, dezenas de fotos e um valente escaldão nos braços, chegamos a Boticas por volta das 17:00h. Pelas 19:00h havia uma tipíca chega de bois, seguida de jantar. Decidimos ir até Montalegre, tomar uma bela banhoca e regressar para a festa. Em Montalegre fui de emergência à procura de Disoderm, não que me doesse, mas imaginei como iria ser o dia seguinte :( Já no hotel, com banhinho tomado e 5kg de Disoderm (passe a publicidade) nos braços, quem dizia que ia para a festa em Boticas. Liguei ao João e combinamos ficar no hotel, para jantar e assim evitar de fazer cerca de 60km aos esses, só para ir ver uns bois à marrada (mas tenho penas, pois nunca ví). Além do mais no dia a seguir o despertar era às 6:00h.
3.º DIA (2009.06.12 / sexta) - 1.ª ETAPA - BOTICAS / MÊDA / CASTELO BRANCO
Tinhamos partida marcada para as 07.37h, que cumprimos escrupulosamente. Isso provocou um despertar bem cedo, pois tinhamos de sair de Montalegre. A etapa prometia-nos 412Km, esperando encontrar um dia bem quente, o que significava beber muita água e gerir esforço. Começamos uma bela passeata, por zonas fantásticas, onde muitas vezes penetravamos no mais recôndito de Portugal, atravessando pequenissimas aldeias, aonde por vezes não viamos ninguem. Atravessamos o Tâmega, pelo parque do Sobradelo. Pena estar um pouco de nevoeiro, que não permitiu apreciar melhor esta zona. Depois seguiu-se Pedras Salgadas (as segundas termas que iriamos atravessar) em direcção a Trêsminas (minas romanas de exploração aurífera, das quais hoje resta um enorme buraco, que na sua versão original tinha mais de 120mt). Tivemos um belo controle montado pela guarda romana. A seguir encontramos um belo estradão de terra (segundo a organização, talvez o pior do LaL), para atravessar o Rio Curros. A próxima paragem foi em Murça. Paragem já debaixo de muito calor, para tomar um café e tirar fotografia à porca. regresso novamente à estrada para passar a Ribeira de Linhares (uma magnifica ponte romana) em direcção ao Cachão da Valeira, deixando espaço para a imaginação pensar nos dramas que se passaram neste belo desfiladeiro. Seguiu-se Quinta da Vargela, Custóias (passamos sem ficar presos), Numão (vimos o castelo ao longe), Ranhados e finalmente Mêda, onde a Câmara nos ofereceu uma bela punheta de bacalhau. O calor apertava, o cansaço começava a aparecer. Só se estava bem a rolar. depois deste breve almoço, seguimos para Marialva, aonde os amigos do MC Porto , nos esperavam para um belo controlo (mas o Valente parecia o J.C.Branco...jejejej). Em cada paragem a busca pelas sombras era incessante e beber muita água uma obrigação. Na sequência passamos em Pinhel (aonde almoçamos o ano passado), Castelo Mendo para uma bonita descida ao Côa. Na Malhada Sorda, tivemos um belo percurso sinuoso, em ruas muito estreitas, que puxou pela nossa técnica de condução (fixe). No cimo tivemos um controle medieval. Próxima paragem: Alfaiates, onde a Junta de Freguesia, nos ofereceu um belo lanche no terreiro do castelo (mas o cansaço já me estava a vencer). Nesta terra faz-se uma bela capeia arraiana (aquela luta com o forcão, defronte do touro). Começamos a deixar os percursos mais sinuosos, tendo agora mais espaço para rolar - o que era óptimo para nós e para a "Sigonha". Voltamos a ter um controlo no interior do castelo de Sortelha (muito bonito). A saída do castelo, uma subida muito sinuosa, colocou-nos a rolar em direcção a Castelo Branco, passando pelo concelho de Belmonte (e com a serra da Estrela em fundo). O último controlo antes da chegada, estava na Moviflor do Fundão (aonde haviamos de voltar para dormir), aonde aproveitei para me deitar na relva e juntar as últimas energias para chegar ao final desta primeira etapa. Passamos por Alcains e chegamos a Castelo Branco - e eu estava exausto, mesmo depois de beber mais de 5lt de água. Eu e a Ana decidimos ir comprar umas cintas, pois amanhã, para atravessar o Alentejo, ainda com mais calor e com os casacos, provavelmente não iremos conseguir. Depois de comprar as cintas (e cada paragem era um tormento), voltamos pela A23, para o Fundão, descobrimos o hotel Samasa e arrumamos a Sigonha. Quando cheguei ao quarto o cansaço era tanto, que nem me conseguia despir (!!!). Doia-me o corpo todo; nenhum músculo escapava, penso que até as unhas dos pés me doiam :( Enfim depois de um belo duche, um jantar muito bem acompanhado (não posso dizer quem nos acompanhou) no restaurante Herminia, fomos dormir. Amanhã será um novo dia e bem grande e quente. Vamos ver como corre.
4.º DIA (2009.06.13 / SÁBADO) - CASTELO BRANCO / MOURÃO (LUZ) / OLHÃO
Quando abri os olhos de manhã a primeira coisa foi sentir o "corpinho" e ver se estava em condições para a derradeira etapa. Para grande surpresa as dores tinham-se eclipsado e sentia-me bem e com vontade de pegar na Sigonha e sair para o asfalto. Saimos do hotel por volta das 06:00h. No Hotel Samasa foram muito simpáticos, deram-nos um belo pequeno almoço às 05:30h - o que não é muito vulgar. Do Fundão para Castelo Branco, abastecemos a Sigonha. Na partida encontramo-nos com o nosso parceiro de equipa, o João e a sua filha. As duas Varadero´s estavam prontas para sair às 07:07h. O dia estava bonito e por isso estava um pouco receoso do que se poderia passar durante os próximos 508Km até Olhão da Restauração (o que equivalia a cerca de 13 horas de trajecto). Rápidamente atravessamos majestosamente o Tejo, por Vila Velha de Rodão (em fundo as portas do Rodão, como que a dar as boas vindas ao Alentejo). Continuamos a rolar, passando Salavessa, Montalvão (aonde ainda se vê pessoas a andar de burro) e entramos em Póvoa e Meadas, para a seguir entrar na zona do Parque Natural da Serra de São Mamede, começando logo com uma visita ao menir da Meada - aonde pela primeira vez chegamos adiantados (até agora andavamos sempre com um atraso de 30/45mn, em relação à nossa hora, justificado pelo prazer de desfrutar das belas paisagens). A próxima paragem foi no Mosteiro da Flor da Rosa, local onde decidimos aliviar as nossas costas do peso dos casacos - o calor começava a apertar. No Crato tomamos um belo pequeno-almoço (outro...). Depois atravessamos Alter do Chão, Fronteira (estava lá a malta do MC Almada a dar água e spray para as correntes), Veiros, Santo Aleixo, Borba (mas não fomos às "termas"), para logo de seguida fazermos uma agradável paragem numa marmoreira enorme, onde testemunhamos a profundidade a que extraiem o mármore - impressionante! Depois seguiu-se Vila Viçosa (com o seu belo Paço Ducal), Alandroal, Terena, Cabeça de Carneiro. Entre Cabeça de Carneiro e Monsaraz, tivemos oportunidade de fazer uma bela paragem em plena etapa, proporcionada pelos simpáticos familiares do João Moreira (o nosso parceiro), que em plena estrada Alentejana, nos receberam com água, fruta e bolinhos. Bem hajam. Depois de Monsaraz, entramos em Mourão e pouco depois estavamos no nosso local de almoço: a nova Aldeia da Luz, onde mais uma vez almoçamos no belo pavilhão, desta feita uma salada de atum. A FMP, organizou muito bem estes almoços, proporcionando-nos refeições leves, muito adequadas ao esforço que estavamos a fazer. O ano passado tinhamos feijoadas, o que sabia bem, mas depois dava cá uma "soneira". Aqui juntou-se o nosso amigo João Krull, que estava doidinho para ir "rasgar" na terra. Novamente a rolar em direcção a Granja, Amareleja (passamos ao lado da gigante central solar fotovoltaica, com os seus 262.080 paineis solares), atravessamos o rio Ardila (sem água), Moura (aonde no MC Moura o nosso amigo Fernando Pinto nos brindou com a sua habitual simpatia), a novissima barragem de Brinches (ainda sem água), Serpa, para a seguir entrar na zona do parque nacional Vale do Guadiana. A terra começou a aparecer com uma visita ao Pulo do Lobo (aquele caminho de acesso, com motas nos dois sentidos dava para "suar"). No final mais um controlo, desta vez pelo MC Moura. Na saida apanhamos uns "pinguitos" - felizmente o céu estava encoberto o que nos aliviava do calor. Passamos na Mina de São Domingos (com a sua bela praia fluvial) e paramos em Mértola, onde resolvemos aconchegar o estômago e descansar.
Aqui foi muito giro o Tio Nicolau a vender os seus belos gelados aos "malucos das motas voadoras".

Depois de um merecido repouso, voltamos para as motas, para a derradeira parte: entrar no Algarve pela serra, na zona da Ribeira do Vascão. Entramos por Alcaria dos Javazes, começando um longo caminho de terra, mas muito bonito, apenas "estragado" pelo fino pó, provocado pela enorme caravana. Na Ribeira do Vascão os nossos amigos do MC Albufeira, pregaram-nos uma bela partida: não atravessam a água, mas se quiserem controlar têm que molhar os pézinhos!!!ahahahah-malvados! De seguida passamos por Martimlongo. Apesar de já vermos placas a dizer Tavira, ainda nos faltava mais terra, entrando por Várzea da Azinheira, no meio um controlo dos Motards do Ocidente, com o Rui Bip-Bip a incentivar-nos e saindo na Umbria. No final da terra, tivemos que parar, pois eu já não via nada - tinha os óculos com uma enrome camada de pó. Quando desmontamos, começamos a rir que nem uns perdidos, olhando para as caras uns dos outros - até tinhamos um bronze novo do pó ahahahaha! Já quase no final, paramos na histórica Ponte de Quelfes, para mais um controlo - estava quase no fim. Depois finalmente entramos em Olhão, controlamos na Moviflor e seguimos para o palanque, aonde entramos pelas 21:00h. Aqui tivemos a bela surpresa de encontrar a familia "Patos Bravos" que estavam de férias. Tinhamos chegado ao fim, cansados, muito sujos de pó, mas muito felizes por mais uma vez termos cumprido este belo trajecto, prova rainha do mototurismo nacional e única na Europa. Para o ano lá estaremos novamente. O jantar foi na chegada, uma feijoada de chocos, depois fomos descansar para o hotel. Amanhã será o regresso a casa. Viva o Lés-a-Lés!!!


quinta-feira, 4 de junho de 2009

APRESENTAÇÃO




Olá amigos motociclistas,

este blogue tem como finalidade deixar as nossas crónicas e fotos dos nossos passeios de mota. É o primeiro blogue que fazemos na nossa vida (algum dia haviamos de deixar de ser "virgens") e dentro do espirito que rodeia os Cavaleiros do Asfalto, cá estaremos para partilhar as nossas aventuras.
Abreijos,
Ana e Rui Lima