Aqui está o resumo da presença
no 15.º Lés-a-Lés, a nossa quinta participação neste evento, que este ano ligou
Fafe a Aljezur, com descanso em Castelo de Vide. No total, desde que saímos e
regressamos a casa, percorremos 1.724 Kms, a uma média de 61 kms/h. Foram
28:10h de condução. Mais uma excelente aventura, entre amigos e motas, bem pelo
meio de Portugal. No dia 7, saímos de casa cedinho, para parar em Benavente,
para atestar a Sigonha e juntar à companhia, o Jorge Costa, para rolarmos
juntos até Tomar, onde nos juntaríamos ao Fernando Silva e ao Pedro Amorim.
Escolhemos um itinerário muito alternativo, que a seguir a Alcanena, nos fez
passar num sítio em que voamos num ressalto do pavimento, que até deu para
abrir a top-case. Depois de refeitos do susto, lá continuamos, sendo que era
giro como dois GPS´s Garmin, com as mesmas definições e com o mesmo destino,
nos mandavam para sítios opostos. Chegamos a Tomar, um café e lá voltamos ao
caminho, quando começou a chover a sério. O próximo destino era o almoço na
Mealhada, no Rocha. Optamos por seguir pela A13, mas desencontramo-nos e
ficamos em 2 grupos. Mas chegamos ao Rocha, quase ao mesmo tempo, mas não havia
leitão…eheheh. Rápida discussão e seguimos para o Pic-Nic, na EN. Entretanto
juntou-se o João Moreira. Comemos (nada de especial) e seguimos viagem, até
parar na área de serviço de Santo Tirso, na A3, para tirar os fatos de chuva,
que entretanto tinha aliviado. Viagem tranquila até Guimarães onde pernoitamos.
Tivemos um belo jantar na Cervejaria Martins, bem no centro, na Praça do
Toural, para no dia seguinte começarmos de manhã com as verificações técnicas,
no jardim central de Fafe, cheio de gente animada e bem disposta, mesmo com a
chuva miudinha. É um momento de encontro com os amigos e fomos muito bem
recebidos pelas pessoas de Fafe. Depois de tudo verificado, autocolantes
metidos, road-book colado, foi tempo de sair com o parceiro João Moreira e os
restantes “Varaderos” para o prólogo, denominado “Com Fafe ninguém Fanfe”, com
49,3 Kms de extensão, que nos levou a passear por esta sala de visitas do
Minho, com uma inesquecível passagem nos famosos troços do rally de
Portugal…quem não se recorda de Fafe Lameirinha e dos seus saltos? J Foi uma bela
passeata, para aquecer os motores e preparar o dia 1 do LaL. O almoço foi em
Travassós, no restaurante de estrada, Fogo Mágico, que nos proporcionou um
momento de descanso, entre uma comidinha razoável. Pela noite, descansamos em
Guimarães novamente e no dia 9, pelas 6h lá estávamos em Fafe, na partida. O
dia estava chuvoso e cinzento e assim, se haveria de manter durante quase todo
o dia, o que limitou o prazer desta bela tirada até Castelo de Vide, com 451,4 Kms.
Fomos rolando a um ritmo baixo, o piso estava escorregadio e com muito
nevoeiro. Tivemos a oportunidade de passar em sítios fantásticos e belos, bem
ao estilo do LaL: aldeias perdidas, serras com vistas deslumbrantes, passagens
para ver os lugares de uma maneira diferente, sempre com o toque da história e
da cultura – Amarante, Ester de Cima, termas de São Pedro do Sul, Vouzela, Cova
do Lobisomem – onde os amigos dos Motogalos, nos quiseram comer com os seus
simpáticos monstros, até ao Caramulo, onde tivemos a primeira grande paragem,
para visitar o Museu Automóvel – fabuloso, quer na qualidade, quer na
variedade, mas acima de tudo na qualidade da conservação. Parabéns aos irmãos
Abel e João Lacerda. A paragem seguinte foi para almoçar, uma bela pratada de
grão com carne, na antiga estação de comboios de Tondela, tendo agora a linha sido
substituída por uma ecopista, com 50 kms, que liga a Viseu e Santa Comba Dão.
Arrancados daqui, passamos Santa Comba Dão e quando entramos na EN17, estrada
das Beiras, paramos para a cafezada. Daqui seguimos para Góis, onde nos
esperavam umas belas cerejas, para degustar junto ao rio. A diferença desta
bela localidade, agora e no fds da concentração. Seguimos para Alvem, Aldeia da
Pena (inserida na rede das Aldeias de Xisto). Depois foi começar a galgar um
trilho de terra, com 6 kms (com lama mousse) até ao cume da serra da Lousã.
Para piorar, estava um nevoeiro cerrado em algumas zonas, chuvinha e frio. A
partir daqui e com o tempo a melhorar tivemos a oportunidade de desfrutar do
passeio que nos levaria até ao Picoto da Melriça – o centro de Portugal, junto
a Vila de Rei, tendo passado ainda pela barragem da Bouçã. A paragem seguinte
já foi em Aboboreira, para serrar o tronco. São uns malandrecos estes ideólogos
do LaL. Depois seguimos até Mação, para o apetitoso lanche com belo presunto e
o bolo de anos do João Pimentel, trazido pela Carla Silva. A seguir passando
pelas barragens de Pracana, Fratel, Poio e Póvoa e Meadas, foi sempre a rolar
até Castelo de Vide onde chegamos pontualmente, perto das 19h, ou seja com 13h
de mota…é obra. Ficamos alojados na Casa do Parque, bem no centro de Castelo de
Vide. É uma residencial simpática, mas com uns donos complicados. Jantamos lá
um belo bacalhau à brás. Durante o jantar fomos surpreendidos com um telefonema
do Pedro Amorim, que estava com uma fuga no radiador, provocada por fricção da
carenagem. Quando chegamos ao pé deles (estava com o Jorge Costa), estava a
Vara toda desmontada e o Pedro estava “descoroçoado”. Mas o espirito da família
motard funcionou. Alguém tinha arranjado um tapa-fugas, mas estava em
Portalegre. Lá fomos nós, a Portalegre buscar a embalagem milagrosa, enquanto
eles foram tomar banho e jantar. No regresso, ao som de uma excelente banda
cover dos Pink Floyd, foi só colocar o liquido e voltar a pôr as carenagens..et voilá! Funcionou e aguentou até ao
fim. Depois foi dormir, porque no dia 10, a partida estava marcada novamente
para as 6h, para irmos até Aljezur, numa ligação de 516,5Kms.
Ao fim de 27 kms, estávamos a
entrar em Espanha, para saudar os nuestros
hermanos. Foram cerca de 15 kms, para fazer a ligação, pelo estrangeiro, a
Arronches. Mais adiante, Barbacena, onde nos esperava mais um controle desta
vez com os Motards do Ocidente. Em Elvas, fomos surpreendidos pelas
comemorações do 10 de Junho, que nos obrigou a inventar um caminho para
seguirmos para Juromenha, onde fomos controlados, por umas belas “damas” do MC
Porto. Tempo ainda para umas fotos no castelo da Juromenha. A seguir, sempre
rolando pelas rectilineas estradas alentejanas, fomos até Rosário, onde tivemos
oportunidade de visitar a “venda” do café Perdigão. Fabuloso monumento às lojas
que tudo vendem e até o cabelo cortam. Continuando a rolar por rápidas e boas
estradas junto ao grande lago, passamos por Motrinos e paramos em Corval, terra
de olaria, mas também conhecida pela peculiar Rocha dos Namorados. Antes do
almoço em Portel, ainda fizemos um pequeno circuito ao seu redor, para conhecer
Monte do Trigo, Oriola e Santana. Finalmente o almoço em Portel, onde mais uma
vez fomos muito bem recebidos e alimentados. O café foi tomado 40 kms depois em
Beringel. Estava na hora de rolar novamente, em direcção ao destino final e
ainda faltavam uns kms. Seguiu-se Mombeja, Ervidel, Castro Verde, Almodôvar (já
em plena EN2), onde paramos para visitar uma exposição da antiga JAE e dos seus
cantoneiros. Muito curiosa. Continuando, por Azinhal dos Mouros, ribeira do Tarilhão,
Pico do Um, Brunheira e ribeira da Azilheira, onde numa passagem a vau, os amigos
do MC Albufeira, nos receberam com toda a imaginação, que até meteu um submarino.
Pouco depois atravessando o IC1, seguimos para Monchique, descendo de seguida
para a ribeira de Seixe, onde paramos para descansar e pregar umas partidas aos
outros motards, simulando um controle secreto…ahahahh! Estávamos quase, mas
ainda tivemos um belo troço de terra até Odeceixe, seguindo-se Maria Vinagre,
praia da Amoreira, com passagem pelo castelo de Aljezur, Monte Clérigo,
Arrifana e finalmente o palanque final em Aljezur. Depois das fotos da praxe,
um merecido jantar, seguido de regresso a casa. E assim terminou mais um
passeio mor do mototurismo nacional, sob a égide da Federação de Motociclismo
de Portugal. As fotos estão todas em:
https://plus.google.com/photos/117846960715278019029/albums/5964252927528643489?authkey=CLfP8de184rk1AE