terça-feira, 24 de janeiro de 2012

2012.01 - CONCELHO DE ALJEZUR



No fim de semana decidimos dar o pontapé de saida para mais um ano de passeatas. A ideia original era ir de mota, conhecer em profundidade este belo concelho algarvio, situado na Costa Vicentina, com quatro freguesias: Odeceixe, Rogil, Aljezur e Bordeira. Por razões profissionais, como regressavamos de mais uma semana de trabalho em Espanha, decidimos fazer este passeio "enlatados". A razão da escolha desta região, prendia-se com o desejo de conhecer melhor este concelho, as suas praias, a gastronomia (umh! marisco) e as histórias, lendas e monumentos. Acertamos com um belo fim de semana, cheio de sol e nada comum neste mês de Janeiro. Usamos para base do passeio o hotel de Vale de Lobo, unidade antiga, mas numa zona muito calma. A antiguidade do hotel foi compensda pela simpatia do pessoal. A reserva foi feita usando um voucher do Club Fashion e o alojamento para duas noites com pequeno almoço, custou 69€.
O link para todas as fotos da passeata é o seguinte:

https://picasaweb.google.com/ruisilvalima/201201ALJEZUR?authuser=0&feat=directlink

Chegamos na noite sexta feira à noite, vindos de Sevilha, depois de atravessarmos o Algarve pela serra, num belo e calmo passeio, iniciado em Castro Marim, atravessando Odeleite, Sourdes, Zambujal, Cachopo, Barranco do Velho, Querença (Fonte da Benémola), Salir, Benafim, Alte, Messines e Silves. Na parte final e por ser já de noite, optamos pela Via de Infante (já com SCUT´s), por Lagos, para apanharmos a EN120 em direcção a Aljezur. Nessa noite jantamos bem no centro de Aljezur no restaurante Pont´a Pé, que apenas significa passar a ponte pedonal entre o mercado e o largo da Liberdade e não um valente biqueiro no "sim senhor" :) O jantar foi agradável, rebatido com um medronho e uma ginja caseiros, entre dois dedos de conversa com um simpático casal reformado, ele inglês, ela filipina, a gozarem as suas reformas nesta bela área. O jantar, incluindo uma bela garrafa de vinho rondou os 50€.
No Sábado depois de um consistente pequeno almoço, montamos a estratégia do passeio: começar pelas praias do Sul de manhã, fazer um percurso cultural a pé, por Aljezur, de tarde e guardar as praias do Norte, para a manhã de Domingo, aproveitando o caminho de regresso. No hotel tinhamos recebido um voucher para visitar o Museu do Mar e da Terra da Carrapateira. Decidimos assim rumar até esta pitoresca localidade. O Museu situa-se numa zona sobranceira, com uma excelente vista para o mar. Com o voucher de desconto pagamos 2,56€, para entrar, visitar o Museu e aceder a uma exposição temporária sobre o riso. A recepcionista foi muito amável e detalhou-nos o museu. A visita foi feita pelo nosso pé e com o tempo que quisemos. O museu tem génese na Jonas, uma baleia que deu à costa nesta zona e que serve de "guia" para exibir uma fantástica colecção de objectos testemunhos dos usos e costumes locais, que criam os alicerces do lema do museu: por todos e para todos. Mostra as valências do mar e da terra e como elas se cruzam no tempo destas gentes. Confesso que quando estava a preparar o passeio pensei não ir a este museu, pensando que era "mais um", mas no final reconheço que estava redondamente enganado. Valeu a pena. Depois desta visita, aproveitamos para dar uma volta a pé pelo interior da Carrapateira (e procurar pela nossa querida amiga Graça Freitas, mas que estava pela capital). Depois regressamos ao carro e entrando na estrada de acesso à praia da Bordeira, demos a volta por um belo estradão de terra, em sentido contrário aos ponteiros do relógio que nos levou até à praia do Amado, com diversas paragens para disfrutar das belas escarpas atlânticas, partilhadas pela espuma do mar, pescadores e muitas gaivotas, que proporcionaram muitos retratos. De regresso à Carrapateira, eram quase 2h da tarde (o tempo voa), o que significava alimentar a barriguinha. A escolha recaiu no Mazagão (Petisqueira Refinada). Atendimento simpático, lugar muito agradável, recheado de objectos tipicos, com um toque norte africano. Comida e petiscos saborosos, apenas com um serviço demasiado lento, mas que acabou por proporcionar amenas cavaqueiras com outros comensais, incluindo um casal holandês, que vive em Espanha (Maiorca) e estava a dar uma volta por toda a costa Ibérica, com a sua motorhome. Depois de mais um pequeno passeio, regresso a Aljezur pela EN268. O passeio pedestre estava adiado para Domingo, pois já passava das 16h. Seguiu-se uma visita à praia do Monte Clérigo, muito bonita, encostada a um simpático conjunto de casas, cortadas pela ribeira que na praia desagua. Subimos e fomos espreitar a praia da Amoreira, pelo lado Sul. Depois, com passagem obrigatória por Aljezur passamos para o lado Norte da praia da Amoreira, aonde sentados na esplanada, entre um café um torta de amêndoa, podemos assistir a um belo final de tarde. Regressamos ao hotel, para descansar e mais tarde jantar.
No Domingo, levantamos mais cedo e zarpamos para Aljezur para dar um belo passeio a pé, bem por dentro da vila. Para isso usamos o roteiro disponível no sitio da Câmara Municipal:

http://www.cm-aljezur.pt/portal_autarquico/aljezur/v_pt-PT/menu_turista/turismo/percursos/aljezur

Foi um belo passeio, embora todos os museus estivessem fechados (a um Domingo?). A volta demorou cerca de 2h e foi feita nas calmas, com muitas paragens, para se poder registar as belas imagens, que para sempre ficarão na nossa memória (e nos registos electrónicos das fotos). Terminamos no largo do mercado a tomar um segundo pequeno almoço. Despedimo-nos de Aljezur, com uma excelente imagem e seguimos para o próximo e último destino deste concelho: Odeceixe. Encontramos uma bela terra, mas como muitas terras de litoral, muito vazia de pessoas e com o comércio quase todo fechado. Demos a volta até à praia, sempre muito bonita.
Viemos a terminar esta bela passeta, já em Porto Covo onde fomos petiscar ao famoso e sempre famoso Marquês, que continua a ter uma deliciosa lista de petiscos, mariscos e outras comidas, sem restrições de horários e acompanhado dum belo serviço. E assim terminamos um belo fim de semana com muito sol e amor.

domingo, 8 de janeiro de 2012

2012.01.07 - ARRÁBIDA: DA FIGUEIRINHA AO PORTINHO



Vamos cometer uma pequena heresia ao espirito deste blog, pois vamos relatar um passeio a.....pé. Decerto quando acabarem de ler, vão perceber que vale a pena pois, o que fizemos a pé serve de ideia para uma bela passeata de mota. Esta caminhada foi organizada pelas "Lebres do Sado" (Associação de Atletismo das Lebres do Sado), clube pelo qual nutrimos um carinho, pois já fomos sócios e atletas na vertente da orientação.
Assim pelas 9h estava reunido um grupo de meia centena de pessoas, muito heterogéneo, no que respeita a idades, prontos para uma fantástica passeata, sob a orientação da Dina e do Paulo Mota, com uma grande dose de boa disposição e companheirismo. A manhã estava muito agradável com uma temperatura de 8º, solarenga e sem vento. A visibilidade era total. Após um curto briefing do Paulo Mota, sob o passeio e algumas recomendações de segurança, partimos com destino ao Portinho da Arrábida. A ida, seria feita o mais rente ao mar, pelas dunas e falésias e o regresso pela estrada. Os primeiros 500 mt foram feitos pela estrada na direcção poente, atravessando dois dos recentes mini túneis de sustenção e proteção das encostas da Arrábida. O orgasmo de paisagens começou, com uma vista muita ampla sobre o estuário do Sado, encostados nas faldas da serra e a impressionante cristalinidade das águas. Aqui e ali, um rochedo costeiro, tendo por habitantes algumas gaivotas. OS disparos das máquinas sucediam-se. Chegados a Galápos, descemos para a cota da água, começando a caminhada pela areia. Depois de cruzarmos toda a praia, embrenhamo-nos pela vegetação para poder continuar a bordejar a linha de água. O companheirismo sucedia-se na entreajuda de algum obstáculo mais complicado, mas galhardosamente ultrapassados por todos, sejam novos ou menos. Na praia seguinte entregou-se um prémio de participaçãp, sorteado entre todos os presentes, que decerto muito útil será na descoberta dos pontos cardeais. Depois iniciamos uma bela subida por uma labirintica vegetação, sempre tendo a bombordo o rochedo da Anicha. As paisagens magnificas sucediam-se a um ritmo inebriante. No final deste trilho, alcançamos a descida em asfalto para a praia do Creiro. Na entrada da praia tivemos a oportunidade de visitar a estação arqueológica, que foi um complexo industrial de produção de salgas de peixe, no tempo dos Romanos (já aqui tinhamos estado em 2008, durante um magnifico motorali, organizado pelos Motards do Ocidente). No final da visita, tivemos o brinde de uma bela e curta palestra do companheiro Valdemar Damião, sobre a sua longa experiência de peregrino, nas caminhadas dos Caminhos de Santiago de Compostela. Ficou o desejo de em breve seguirmos o seu exemplo. Chegados aos bares da praia a bexiga e o tipico desejo do café matinal, falaram mais alto e obrigou a uma reconfortante paragem. De realçar a quantidade de pessoas que estavam nesta praia envolvidas na prática de mergulho amador. Daqui até ao Portinho, foi um ápice e assim chegamos ao nosso ponto de viragem. O Portinho continua a ser um segredo de bem estar e paraíso, mantendo a sua tipicidade, com os belos restaurantes, literalmente, em cima da água. O parque de estacionamento é pequeno, mas uma mota arruma-se sempre em qulquer canto, o que convida a um belo passeio para rolar com as nossas meninas, culminando com um belo peixinho no prato. LoL. Aqui o nosso grupo de caminhada aproveitou para tirar mais umas fotos e preparar-se para o regresso pelo asfalto. Na saida do Portinho passamos pela sua fortaleza de Santa Maria, que alberga o Museu Ocanográfico, até atingirmos o cruzamento de acesso ao Portinho, avistamos belos chalets (que histórias terão estes chalets para contar?) e pelas belas instalações do lar de férias da benemérita obra da Casa do Gaiato. Apanhada a estrada EN 379-1, em direção a Setúbal, tivemos a oportunidade de ver por cima o que tinhamos andado em baixo. As vistas continuavam soberbas. Pelo caminho ainda um encontro com o corpo de guardas florestais, que zelam pela segurança da serra e dos seus visitantes, corpo que tem uma boa relação com as "Lebres". Ao fim de cerca de 11500mt e 3,5h depois, regressamos à partida, despedindo-nos nos nossos companheiros, ficando o apetite para outras caminhadas. No regresso a Setúbal, tivemos que comer um belo peixinho grelhado, para restabelecer as forças, acompanhado por um bom branco para hidrtatar os nossos belos corpinhos. Depois de almoço e para desmoer, um outro curto passeio pela baixa Setubalense e o seu mercado de antiguidades (muito giro).
Já mais pela tarde dentro, uma ida de mota até Albarraque para a inauguração da nova loja da Touratech Portugal. A noite terminou no Porto Alto, para ver o futebol, jogar uma sueca, comer, beber e estar com a "familia". Grande dia!
O link com as fotos todas é o seguinte: https://picasaweb.google.com/ruisilvalima/201201ARRABIDADAFIGUEIRINHAAOPORTINHO?authuser=0&feat=directlink