Para resumir esta fantástica viagem só tenho uma palavra: adoramos. Era previsto ser uma viagem de 3.900kms e rolamos 4.326Kms, pois para além das grandes ligações, temos sempre que contar com as voltas locais. Os custos totais (excluindo as portagens em Portugal) foram de 2.075€, divididos por: almoços-214€, jantares-448€, hotéis-723€, gasolina-335€, portagens-99€ e diversos-257€. Sobre a gasolina, metemos 252,10lt, com preços a variarem entre (???) 1,15€ (na GALP de Badajoz) e 1,49€ (numa Shell em França). A média da Varadero foi de 5,83lt, o que é muito razoável, mesmo tendo em atenção que rolamos em AE a velocidades na ordem dos 130/140. Lamentamos o caso do kit de transmissão, pensando nós, que tal se deve a um erro de manutenção do concessionário na(s) última(s) revisão(ões). Mas isso será um assunto para depois e mesmo assim a Varadero teve um comportamento sensacional. As paragens nos trajectos maiores foram feitos a cada hora/hora e meia de viagem, o que se mostrou muito aceitável para as nossas nádegas. A Ana, também teve um comportamento sensacional – basta pensar que à cinco anos ela fez a primeira viagem à concentração de Faro, mesmo não gostando de andar de mota. Sobre a viagem, considero que o planeamento foi essencial. Tudo correu cinco estrelas, não nos esquecemos de nada e depois foi apenas questão de pequenos ajustamentos. Adoramos os locais. Gastronomicamente, ficará na memória os mexilhões da Ana e as minhas ostras. Levamos os hotéis todos pré-reservados, mas mais uma vez cheguei à conclusão que podemos ir à aventura, pois é fácil arranjar locais e por vezes a melhor preço que as reservas on-line. Ficamos com pena de não poder visitar o interior do circuito de Le Mans, por razões deles. Le Mont Saint Michel é um sitio verdadeiramente divinal e também lá terei que voltar e desta vez para ficar dentro da cidadela no hotel da “La Mére Poulard”. LA Rochele é giro, em especial a Ilha de Ré. Bordéus foi uma desilusão. San Sebastian e Madrid já conheciamos de outras andanças e são sempre aquelas cidades fantásticas. Esta viagem fica na memória dos Motogatos para sempre. Foi fenomenal. Agradecemos o apoio dos amigos. As fotos todas estão disponíveis no Picasa:
http://picasaweb.google.com/ruisilvalima/ViagemDeMotaAFrancaParisLeMontSaintMichelLaRochelle#
Até à próxima viagem. Abreijos.
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2010.JUL.18 (DIA 9)
Já chegamos e estamos muito bem (tirando o rabo um pouco quadrado). Chegar foi um milagre. A transmissão da Sigonha está perfeitamente arrasada. Vamos à história do dia. Saímos de Madrid cerca das 9h, mas muito apreensivos. A corrente dava cada estalo que até assustava. Até quase que tinha vergonha de andar na rua com ela. O dia estava relativamente fresco e aproveitamos para rolar cerca de 80Km, tendo parado para reabastecer e meter óleo na corrente. Lá voltamos a rolar até cerca do Km 190 da A5 (espanhola), para tomar um café. Disse para a Ana: “…não sei se não é melhor dar outro aperto na corrente – embora sem as ferramentas ideais…”. Mas não o fiz com medo de piorar a situação. Depois de um bom segundo PA, saímos para a AE….melhor saímos da área de serviço, felizmente com um caminho de acesso e pum!!!!. Pensei: acabou-se, parti a caixa de velocidades!!! Felizmente era apenas a corrente solta (o que é isso para nós??). Toca de a empurrar para a área de serviço, pô-la á sombra e olhar para o estrago. Chamar a assistência em viagem? Nope! Vamos meter a mão no óleo. Quando olhei para a “chavinha 27” pensei com os meus botões: estou lixado (mas com um F muito grande!!!)!!!! Depois de algumas tentativas frustradas para desapertar a porca da roda de trás, lembrei-me de ir à bomba ver se tinham chaves de Homem! E tinham uma 22 e uma big chave inglesa. Havia de servir! E serviu, estiquei a corrente quase ao máximo, mas mesmo assim ainda tinha uma folga boa – estranha, pois estava muito tensa em algumas zonas e frouxa noutras. Depois da reparação em pleno troço, lá arrancamos, mas sinceramente só desejava chegar até à fronteira. Depois de mais 215Kms seguidos (rabo, sofre!) paramos na última área de serviço antes da fronteira, para almoçar e dar descanso aos “bombos” que tínhamos na cremalheira. Aproveitamos para ver o MotoGP (que corrida fantástica, pena o Rossi ter ficado fora do pódio). Quando arrancamos na minha cabeça só tinha uma coisa: quando mais andar, antes de partir, menos ando de táxi até casa. Fizemos cerca de 130kms até à área de Montemor o Novo (estávamos a cerca de 90 kms de casa) e quando olhei para a corrente até me deu um arrepio: um dos elos, já nem capa tinha – só restava o eixo de ligação!!!! Que fazer? Perdido por um, perdido por mil – este conjunto já é lixo! Vou levá-la com “pinças” até ver aonde ela aguenta. Não podia esforçar nada a corrente. E no meio disto tudo o calor a apertar!!! Mais de 38 graus, nada bom para a máquina, nem para nós. Estes últimos 90kms foram feitos com os dedos em cima da embraiagem, para desembraiar quando ela desse o estouro. Mas não……ela aguentou até casa!!!!! Linda menina. E lá continua o elo completamente marado com um ar de quem diz: vou rebentar!!!!. Chegamos cerca das 16:15h, com 602Kms percorridos hoje. Até dei beijinhos à minha Sigonha, linda mota. Espero que ela me perdoe . Depois de arrumar e tirar as tralhas, foi uma grande cacholada na piscina. Valeu!!!! Viagem memorável, com a minha bela “mochila” Ana, que se portou lindamente (hoje quando me viu com as chaves na mão, até fumou um cigarro….ahahaah). Abreijos e até à próxima aventura.

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2010.JUL.17 (DIA 8)
Hoje tínhamos pela frente um dia para rolar, para fazer o trajecto de regresso. A previsão era de fazer 691Kms (e fizemos 695Kms), saindo pelas 9h e chegando a Madrid pelas 18h. Saímos com cerca de 35mn de atraso, atravessando Bordeaux, via Pensac até apanharmos a A63 em direcção Bayonne/Biarritz. Mal entramos na AE começamos a deparar-nos com “bouchons” – engarrafamentos em plena AE. Tal devia-se a muitos imigrantes (portugueses e marroquinos) na estrada. Os marroquinos carregam o tejadilho e cobrem a carga com um plástico, normalmente azul; já os portugueses são mais evoluídos: já usam aqueles “supositórios” com tampa, presos na barra do tejadilho. Agora multipliquem isto por milhares e têm a explicação para os engarrafamentos. Mas justiça seja feita: quando se circula pelo meio dos carros (em velocidades moderadas ou quase parados) a grande maioria abre passagem, quase me sentindo o profeta “não sei quantos” a atravessar o mar vermelho. Como as filas se prolongavam por Kms a maior parte das vezes optava pela berma. Nas áreas de serviço em que fomos parando os pic-nics eram norma corrente. Tirando estes pormenores, quase tudo correu na normalidade, tirando uma corrente cada vez mais solta (novamente!!) e a atravessar a fronteira franco-espanhola, muita chuva, frio e vento. A Ana teve inclusive que vestir um casaco interior, pois estava um “gelo”. Na parte final para Burgos usamos a AP-1 (em vez da A-1) o que nos permitiu rolar na casa dos 140/150 kms/h, pois havia muito menos trânsito e parti do pressuposto que menos controlo. À medida que nos aproximava-mos de Madrid, a temperatura subia tendo chegado a Madrid com 38 graus. O hotel fica bem no centro, numa transversal à Gran Via, todo futurista, com PC, cabine de hidromassagem e outras mordomias hi-tec. Depois de um breve repouso e uma bela hidro-banhoca, fomos para a rua, viver a movida española, começando por uma bela jantarada no DiBocca, seguido de um copo perto da Praça del Sol, ver os espectáculos de rua, destacando um duo de argentinos a fazer humor de “ir à lágrima” e depois….bem depois não posso contar . Chegamos tarde, mas satisfeitos e já só faltam 600kms, para meter a Sigonha na garagem. Amanhã será um dia para rolar até Santo Estêvão.
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2010.JUL.16 (DIA 7)
Já estamos de regresso à Pátria. Voltamos a levantar-nos cedo, para tomar o PA no hotel. Deixamos as malas na recepção e fomos para o centro de La Rochelle com as malas vazias, para podermos deixar os capacetes e os casacos e assim andarmos mais à vontade. Quando chegamos o céu ameaçava descarga de uma bela chuvada; estava muito cinzento e vento. Depois de aparcarmos a mota bem em frente da Câmara (com segurança e tudo ), fomos fazer uma volta de 2h a pé, guiados por uma completa revista com detalhes da cidade. A primeira parte não gostamos muito, mas a partir o momento em que chegamos ao mercado tudo mudou: cor, cheiro, pessoas…de repente La Rochelle ficou mais agradável. O mercado é simplesmente fabuloso – a arrumação da fruta faz lembrar o mercado dos Lavradores no Funchal, as ostras, os mariscos, a carne e a sua preparação – fantástico! De regresso ao porto bem enquadrado com as suas belas torres, as esplanadas já fervilhavam de movimento e aproveitamos para reforçar o estômago. Cerca da uma hora, terminamos a visita e passamos no hotel para recolher as nossas malas. Já na A10 a caminho de Bordéus, saímos em Rochefort (mas não fomos comer o queijo), para almoçar e depois ir à ile d´Oléron, para ver o famoso Fort Boyard, bem no meio da água. Depois regresso por estrada nacional, para vir apanhar a A10, em Saintes, com destino a Bordéus. Nos últimos 30kms, apanhamos muito trânsito, mas uma mota é sempre uma mota. Em Bordéus voltamos a lembrar-nos da utilidade do GPS, mas com alguma paciência, lá conseguimos apanhar a rua do aparthotel. Mota na garagem, banho tomado e aí vamos nós a pé procurar uma bela “bojeca” e muita comidinha. Isto de andar de mota dá cá uma fome!!! Bordéus parece uma cidade fantasma, com poucos restaurantes, sem táxis (quase) e tudo fechado. Já na zona mais central lá encontramos alguma coisa e acabamos por fazer um belo jantar junto à ópera. Já de noite uma passeata junto ao rio e regresso ao hotel, para vos escrever este relato e actualizar as fotos. Amanhã vamos sair cedo em direcção a Madrid. Será um dia para fazer pouco mais de 700kms, por estradas que já bem conhecemos (Bayone, Biarritz, San Sebastian, Vallalolid, Burgos e Madrid). Hoje andamos 281Kms e estou a escassos dois metros da cama. Xau.
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2010.JUL.15 (DIA 6)
Hoje de manhã, acordamos cedinho (8h), para tomar o nosso PA, refazer as malas e ir ver a maré ao MSM. Muitos enlatados, mas as motas podiam ir até ao final do dique. Os enlatados não podiam ir porque os parques de estacionamento grandes iam ficar submersos. Depois de uma bela cafezada, ficamos numa muralha a ver o espectáculo e valeu (como dizem os brasileiros!!! Olá Sione – a madrinha da nossa Sigonha). Ainda demos mais uma voltinha pelas suas típicas ruas, visita ao último museu. Depois regresso ao hotel para irmos buscar as malas e seguir viagem. Enquanto carregávamos as malas ainda dois dedos de conversa com um simpático norueguês que estava a fazer uma volta pela costa norte desde a….Noruega (e a solo). Depois tempo de retomar a viagem (quase de lágrima no canto do olho, pois Mont Saint Michel, vale MESMO a pena visitar). Até La Rochelle pouco há para contar, para além de muito vento e alguma, pouca, chuva.. Atravessamos Rennes (bem pelo seu interior) e depois Nantes – aqui é que a porca torceu o rabo! Um pequeno engano numa saída que valeu andar mais 40kms…mas que é isso para nós? Decidimos continuar em AE o mais possível, para poupar a transmissão, pelo que apenas fizemos os últimos 60 kms em “nacional”. Chegados a La Rochelle, deparamo-nos com muito trânsito, mas demos bem com o hotel que fica a cerca de 10kms do centro numa zona industrial, mas é simpático (até o nome: Les Balladins de La Rochelle) e com piscina. Não pusemos os pezinhos na piscina, apenas na banheira. Depois da banhoca da ordem, saímos à fresquinha para irmos até à Ilha de Ré comer umas ostras. Cerca de 13kms depois decidimos voltar ao hotel para buscar os casacos e as botas….pois estava fresquinho. De novo para a típica Ilha de Ré, para revisitar um sitio aonde já tinha estado à vários anos. Reencontrei a marina e jantamos num dos típicos restaurantes: ostras, peixe e……moules para a Ana (para variar!!!), tudo bem regado com um bom rosé (hoje quebramos uma regra, mas o que era da vida sem excepções). Depois uma bela passeata por La Flotte, pela sua bela marginal, com verdadeiro aspecto de verão, incluindo feira, carrosséis, churros e uma bela banda de música. Depois da passeata regresso ao hotel e caminha. Hoje percorremos 4Kms (até ao MSM), 364Kms para aqui chegar e 79Kms para ir jantar; total de hoje: 447Kms. Abreijos.
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2010.JUL.14 (DIA 5)
Hoje foi o dia de conhecer o Mont Saint Michel. Levantamo-nos cedinho, tomamos um belo pequeno-almoço no hotel (o que é uma raridade, face aos valores que pedem, que em português correcto “é uma roubalheira” – o PA paga-se à parte e pode custar cerca de 15€, sendo que aqui no Formule Vert custa 7,50€ e é muito razoável-incluindo uns belos crrrroooaaasssants). Depois fui ao outro hotel, da mesma cadeia, para vos disponibilizar a crónica dos dias anteriores, pois aqui wi-fi gratuita é banal (até nas áreas de serviço, se encontra). Entretanto começou a chover “picaretas”. Nós estávamos de calções e t-shirt, o que não dava muito jeito para cobrir os 2Kms a pé até ao MSM (Mont Saint Michel). Que fazer? Ir dormir? Nope!!! Toca a vestir os fatinhos de cavaleiro motociclista e ir de mota até ao MSM. Hoje foi tudo a “inchar”: parque 1,50€, bilhete para os 4 museus 18€ cada, Abadia 8,50€ cada. Mas valeu a pena. Antes tínhamos ido visitar o centro de interpretação da futura configuração do MSM, pois como está actualmente o mar deixará de rodear a cidadela. Para terem uma ideia MSM é um dos 3 sítios do mundo com a maior amplitude de marés: pode chegar aos 15mt (hoje estará pouco mais de 13mt). As marés a subir são como cavalos galopantes, mas é um espectáculo lindo. Quando a maré vaza, ficam os sedimentos (areias) que dá para fazer belos passeios (apenas com guias, por razões de segurança). No futuro com a nova barragem vão devolver o mar ao MSM. Pode ir-se de carro até à cidadela, mas no futuro só a pé. Os parques têm hora de saída obrigatória, porque senão ficam cobertos pelas marés. No interior da cidadela, estavam “milhões” de pessoas (estamos no meio de Julho e hoje é feriado aqui), mas circulava-se quase bem. O interior transporta-nos para os séculos anteriores e imagino como seria (o bom e o mau) viver nesses tempos. O museu marítimo e o archeoscope, são muito bonitos e bem idealizados; o museu histórico não é tão giro e mais confuso. A Abadia é fenomenal e leva-nos a pensar como foi possível erguê-la naquele lugar, daquela forma e sem computadores e máquinas. Terminamos a comer uma fenomenal (e típica) omeleta na “La Mére Poulard”. Não consigo descrever a omoleta – só cá e comendo-a é que é possível entender. Simplesmente: esmigalhante (aquela palavra que eu inventei nesta viagem…eheheheh). Depois desatou a chover monumentalmente, voltamos para o hotel e uma deliciosa sesta aconteceu. Ao final do dia uma banhoca e decidimos ir jantar ao mesmo restaurante de ontem, onde a Ana voltou a comer….advinhem???? “Moules” (mexilhões)!!!!! A minha moule (com o devido respeito) comeu as outras moules todas……ahahahahaha. Depois nova passeata até ao MSM (desta vez a pé) e regresso. Amanhã vamos ver a subida maré pelas 10:37h e depois seguimos para La Rochelle. Portanto hoje andamos 8kms: 4 de mota e 4 a pé. Agora óó!!! Bye-bye.
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2010.JUL.13 (DIA 4)
Hoje custou um “pouquinho” a sair da cama e estava um pouco “enresinado” (noites complicadas!!!), mas pontualmente lá estava para o inicio da reunião. Tudo correu bem e ao final da manhã os trabalhos estavam encerrados. Normalmente, almoçava com os meus colegas e voltava para o aeroporto, mas hoje duas coisas eram diferentes: é véspera de feriado em França e todos querem ir para fora e eu estou de mota…ehehehe. Fui a correr ao hotel buscar a mota e fui direitinho à Honda, mas….eles foram muito simpáticos, mas estavam cheios de trabalho – mas deram-me uma alternativa, quase na mesma zona: uma pequena oficina (que eu torci o nariz para meter ali a minha menina….mas o problema não me deixou alternativa). Acabei por encontrar um simpático francês com costela portuguesa que em dez minutos me apertou a corrente e ainda me deu um chocolate e nem queria levar nada!!!! A má noticia é que a transmissão já teve melhores dias. Toca a poupá-la para chegar a Portugal. Depois de apanhar a Ana, carregar as malas e comer um snack, fomos para a estrada em direcção a Le Mans. Queria ir tirar uma foto à porta do circuito e poder admirá-lo. Lá chegados, não nos foi permitido entrar lá dentro – tinha havido corridas no fds e estavam em desmontagens, mas descobrimos e visitamos o espectacular museu do circuito, com muitos modelos de competição – novos e antigos e muita história sobre este mítico circuito. Depois da visita fomos fazer uma boa parte do circuito (que é estrada comum), começando pela famosa recta das Hunaudières – foi muito giro. Depois toca a rolar em direcção ao Monte Saint Michel, o “pai” desta nossa viagem. Já quase no final, entrei na direcção contrária numa AE e acabei por fazer mais 70 kms do que o previsto para desfazer o engano – é nestas alturas que eu me lembro do GPS (tenho a viagem quase toda de cor na cabeça…mas a idade já não perdoa…ehehehe). Por fim, avistamos o Monte Saint Michel e posso assegurar-vos: é esmigalhante!!!! (palavra Alentejanesa). Chegados ao hotel (a cerca de 20mn a pé do Monte Saint Michel), descobrimos uma zona muito bonita e calma, com vários restaurantes e hotéis, mas nada de confusões, nem fast-food´s (paraíso das autocaravanas – olá “Gruas-Fernando e Carla” e “Motabouts-Vasquinho e Dalila”. Depois da banhoca da praxe, fomos jantar ao restaurante do hotel (do outro lado da estrada) e posso assegurar-vos o jantar (e as cervejas) estavam divinais. A Ana entreteve-se com uma bela tachada de mexilhões com creme. Depois fomos a pé ver as marés e ainda acabamos por dar uma bela volta, por dentro da Mont Saint Michel: é lindo!!! (prima ias adorar o lado medieval – até o bom cheiro no interior, nos transporta para muitos séculos atrás). Bem amigos já chega de blá-blá, hoje andamos 493Kms e vamos descansar. Amanhã temos muito para rolar….nos “pézinhos”, pois vamos ficar por aqui até Quinta e vamos conhecer bem esta zona e fazer belas caminhadas. Garanto-vos o sitio é idílico. Divirtam-se que nós vamos fazer o mesmo. Abreijos dos Motogatos.
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2010.JUL.12 (DIA 3)
Hoje foi um dia que andamos muito de mota: 500mt!!!! Precisava de resolver o problema do aperto da corrente, pelo que descobri que havia um concessionário da Honda a 250mt do hotel. Tuga é mesmo assim: tem sempre muita sorte. Pois….mas o azar foi que a concessão hoje estava fechada; meia volta e estacionei de novo a Sigonha em frente ao hotel. Fui com a Ana dar uma volta por Boulogne-Billancourt, beber um café e mostrar-lhe aonde é a sede da empresa. Acabamos por almoçar com o “grande chefe” e com a simpática Severine. Depois começou a parte de trabalho que acabou cerca das 20h. Fui buscar a Ana ao hotel e fomos passear, amar e ser felizes em Paris: Champs Elysées, Rue de Montagne (a rua mais cara de Paris) e Saint Michel aonde aproveitamos para fazer uma bela jantarada, numa esplanada de frente para a Notre Dame. Depois fomos até Saint Germain de Prés, beber um copo e daí fomos a pé até à Torre Eifell, aonde ainda deu para ver o último espectáculo das luzes: fantástico. A noite estava maravilhosa (25º) e acabamos por nos deitar para lá da uma hora (e amanhã o dia começa bem cedo!!!), mas Paris é sempre Paris (a cidade aonde tudo pode acontecer!!).
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2010.Jul.11 (DIA 2)
Chegamos a Paris!!!!
Saimos de manhã, pouco depois das 8h, de San Sebastian, com um céu carregado e alguns chuviscos ligeiros. A coisa prometia :( Entramos logo na autoestrada e foi autoestrada até Paris. Rolamos 841km e pagamos 37€ de portagem, o que até nem é muito, comparado com Portugal, mas em contrapartida é uma seca, pois tive que parar muitas vezes para pagar portagens intermédias - a sorte, foi que eu nomeei a Ana "pagadora oficial de portagens"; não é só ir ali com o rabiosque sentado a ver a paisagem!!!! A propósito de rabisoque: confesso que ficava um pouco quadrado a fim de cada hora, o que nos obrigava a parar para o "desqruadar". A gasolina tambem é mais cara do que em Espanha: hoje meti entre os 1,39€ e os 1,45€. A Varadero está a portar-se bem, a consumir cerca de 6 e "pouco", mas amanhã tenho que ir aqui à Honda para apertarem a corrente, pois está cada vez mais laça e a bater muito. Estou com algum receio de que possa ser algo mais (kit de transmissão) mas vou tentar resolver amanhã. Na última revisão, não fizeram um bom trabalho, pois a mota (que tem 26.943Kms) ainda tem o aperto de origem.... Adiante! À medida que avançavamos, o tempo ia aquecendo, mas cerca das 17h estavamos a entrar em Paris, para as fotos da praxe: Torre Eifel e Arco do Triunfo. Não quis forçar muito na cidade, por causa da transmissão. Depois das fotos viemos para Boulogne-Billancourt onde pernoitamos nas próximas duas noites. Depois de uma bela banhoca saimos do hotel e foi logo duas bierres....por causa da desidratação. Apanhamos o metro e fomos para os Champs Elisés. Estava pejado de espanhois "locos con su equipo" mas em grande festa. Arranjamos uma bela esplanada, junto ao Arco do Triunfo, com bancada central para o futebol (via TV). Uma bela jantarada, depois uma bela passeata por Paris e agora xi-xi! cama!
Terça à noite actualizo o blogue com a chegada a Saint Michel (até Terça de manhã, estou a trabalhar).
Fiquem bem e divirtam-se. ´
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2010.JUL.10 (DIA 1)
Olá Amigos,
Já estamos em San Sebastian. Rolamos 935 Kms. Se perguntarem se estamos cansados, se teríamos preferido vir de outro meio de transporte, diremos: talvez, mas não era a mesma coisa. Agora a sério, fizemos bem a viagem, tudo correu bem, embora esteja ligeiramente preocupado com o aperto da corrente, que a sinto um pouco solta, mas nada que não seja controlável. Saímos pouco depois das 7h e por volta das 9h estávamos a fazer a primeira paragem em Castelo Branco. Depois nova paragem em Vilar Formoso, para beber café e comprar uma “bandeirinha” de Portugal (autocolante) para levarmos longe o nome de Portugal. A temperatura era perfeita (de manhã, inclusive a Ana sentiu algum frio, mas suportável). Quando cruzamos a fronteira, cerca das 11h a temperatura começou a apertar, mas baixamos o andamento para cerca dos 130/140Kms, para gerir esforço e evitar “pictures”. Vimos passar um carro das fotos por nós a mais de 160 Km/h…lá como cá, são todos iguais (ontem na A12, sentido Lisboa/Algarve, tinham o Mondeo parado à frente de uma carrinha – aparentemente avariada, na berma e depois esperavam pelo pessoal na portagem do Pinhal Novo, com a carrinha do “multibanco””!!!!). Paramos perto de Vallalolid, para comer algo e meter combustível. Em Espanha estou a pagar menos 0,30€ por litro!!!!!!!!: 1,45€ em Portugal, 1,17€ em Espanha – deve ser o custo de transporte (?!?!?!?). Nessa área de serviço, vi uma “mana” Varadero da mesma cor, Portuguesa e da mesma altura da minha. Toca de meter conversa, era o simpático casal Sérgio e (?), sócios do Varadero Clube de Portugal e que regressavam dos Picos. O mundo é mesmo pequeno. Depois de uma amena e agradável cavaqueira e das despedidas da praxe cada um seguiu o seu caminho. Depois foi rolar até San Sebastian, onde chegamos cerca das 19h (locais) e procurar pelo hotel, que não é nada mais, nada menos, do que uma espectacular camarata universitária, mas com simpáticas condições. Depois de uma bela banhoca, fomos a pé até ao centro de San Sebastian, pela marginal da Concha, para beber umas belas “cañas” e alimentar bem o “michelin”.Depois regresso ao hotel, escrever o relato para os meus amigos e ló-ló (e talvez “nhec-nhec”).Jejejejejej. Abreijos e portem-se mal!!!! Amanhã rolamos até Paris.

2010.JUL.08 (DIA -2)
O road book para a viagem está pronto e colocado na mota; as malas estão quase prontas; fui equilibrar a pressão dos pneus. Em suma tudo está quase pronto, por isso sem stress, estamos prontos para arrancar no Sábado. As mensagens dos amigos continuam a chegar e isso anima-nos.
Estive hoje a fazer a revisão final ao trajecto e mesmo sem GPS ou mapa de França, usando apenas mapas criados no Google estou confiante que não nos vamos perder; a única excepção será para encontrar o hotel em Bordéus, pois o hotel fica mesmo no centro. Mas tambem sei que nunca nenhum Português se perdeu..e eu não serei o primeiro (tipo Astérix: hoje não é a véspera do dia em que o céu me vai cair em cima)ahahahha.
Fiz uma pequena alteração no trajecto entre Paris e Mont Saint Michel. Em vez de irmos por "cima" vimos por "baixo" e assim podemos ir fazer uma visita ao mitíco circuito de Le Mans. O resto está tudo conforme. Números finais: 3.908Kms, para um total de 40h58mn de condução: "o rabito" vai ficar um pouco quadrado....

2010.Jul.07 (dia -3)
Esta viagem já tinha nascido em espirito o ano passado e faz parte dum sonho de juventude. O imaginário do lindo Mont Saint Michel, definido por Guy de Maupassant como: "...abismo íngreme, lá no alto, longe da terra, como uma mansão fantástica, incrível como um palácio de sonho, estranho e improvável bonito..." fazia parte das nossas viagens de sonho. E eis que por um acaso profissional, se junta o prazer ao dever.
Neste momento a viagem está toda preparada, tendo como pernoitas os seguintes pontos: San Sebastian, Boulogne-Billancourt/Paris (2), Mont Saint Michel (2), La Rochelle, Bordeuax e Madrid. Prevemos percorrer 3.900kms (excluindo as voltinhas locais) em 9 dias. A nossa mota, a linda Varadero, de seu nome "Sigonha", está pronta e revista (fez revisão completa depois do Lés-a-Lés) e nós estamos ansiosos por partir. Vai ser a nossa primeira grande viagem de mota e será decerto uma viagem inolvidável. Desejamos que seja a primeira de muitas viagens deste género, a solo (como esta) ou acompanhados por outros cavaleiros do asfalto. Tentaremos diáriamente manter este blog actualizado. Se tal não acontecer não se assustem, nada nos aconteceu, apenas o Morfeu nos venceu...ena! até faz verso. :)
Já preparamos as roupas e objectos pessoais para carregar nas malas laterias e top-case. Em principio não vamos levar o saco de depósito, que eventualmente poderia funcionar como mochila e apoio para navegação. Vamos sem GPS (aventura é aventura!!) e sem mapa de França. Vamos usar apenas excertos de mapas do Google que serão arrumados em formato road-book.
Estamos a receber simpáticas mensagens de muitos amigos (das motas e não só!), mas uma merece referência especial: a da Junta de Freguesia de Santo Estêvão (a nossa aldeia), na pessoa do seu Presidente, Ricardo Oliveira, que agradecemos e que para além do mais a reenviou para os Amigos do Almansor Motor Clube - o grande clube das cinquentinhas no LaL e que nos proporcionou um belo lanche na nossa terra.



