segunda-feira, 5 de outubro de 2009

8.º MOTO RALI MOTOGALOS DE BARCELOS

Os nossos companheiros da Associação Clube Motogalos de Barcelos, desafiaram-nos para o seu 8.º Moto-rali, com o título de "Depois da festa, apanham-se as canas, volta-se à faina". O mote não podia ter sido mais bem escolhido, pois o ano passado tinham-nos presenteado com um fantástico moto-rali, muito bem inserido nas grandioas festas das Feiras Novas, festas que têm tudo o que de bom e maravilhoso o Minho (e os Minhotos) nos podem dar em termos de diversão. O Eduardo Rodrigues, o Pedro Lourenço e os restantes Motogalos, estavam a preparar mais uma bela passeata, pelo concelho de Ponte de Lima.
No total percorremos 976Km e consumimos 58lt de combustível. Saímos na Sexta, dia 25 de Setembro, por volta das 18.30, rumo ao Porto, onde já tinhamos encontro combinado com os Morde a Foca (Valente e Arminda), Vagabundos de Labutes (Paulo Oliveira e Ju) e com a nossa (bem) regressada amiga Catarina do MCPorto. Eram 21.00h estavamos a entrar no parque do Hotel Tuela, junto ao Kapa Negra aonde em principio iriamos comer uma francesinha (não! não! era daquelas de carne e salsicha no pão, com aquele molho super suculento, que alimenta a alma e o colestrol). Acabamos por trocar o Kapa Negra pelo Convivio pois o primeiro estava a "abarrotar". Mas as francesinhas e as imperiais (perdão! - os finos) cairam que nem "ginjas". Depois da comezaina rumamos (enlatados) até à sede do MCPorto, onde fomos muito bem recebidos por todos, incluindo o Sr. Presidente (grande abraço Carlos Ruivo). A sede é muito acolhedora e estava cheia de amigos motociclistas e as suas familias - até se cantou os parabéns a um futuro motard. No sábado de manhã, combinamos encontar-nos por volta das 8:15h, na área de serviço de Vila do Conde (A28) com o Valente e a Arminda, para seguirmos juntos. Depois de um cafézinho e alguma espera, apareceram os nosso amigos, cuja sua fiel "amarelinha" teimava em não pegar. Depois de mais um "empurrãozinho" (à mota!!!), seguimos uma calma viagem (exceptuando aqueles 200 e tal, na Ponte de Viana do Castelo, ihihii). Quando chegamos ao Largo de Camões em Ponte de Lima, o ar dos rojões dos Motogalos, já andava no ar. Depois de tratarmos da papeladas, uma daquelas belas sandochas ficou logo com dono (e eu que dizia: que nojo, rojões logo de manhã!!). Com o n.º 21, pontualmente às 10:21h, estavamos a saír para a estrada, com a partida dada por belo Romano, vestido a preceito. Começamos logo por terra, bordejando as belas margens do Rio Lima. Assim que chegamos ao parque de merendas de Vitorino das Donas (lindo!), vestiram-nos de freiras (perdoai-lhes o pecado) e fizeram-nos correr de empregados de mesa a transportar um copo de água numa bandeja, com uns socos atados - brincalhões!!. Dali seguimos para a Quinta da Torre das Donas, com o seu belo portal. A seguir fomos para o Castro de Santo Estêvão (que coincidência, nós somos recem residentes em Santo Estêvão, no Ribatejo), aonde tivemos que subir uma enorme escadaria - estes nossos amigos, só querem o nosso bem...ahahahah. Depois fomos até ao belo turismo rural que é a Quinta do Casal, aonde fomos muito bem recebidos: até nos fizeram andar a apanhar castanhas. Mas foi muito giro, incluíndo a visita aquela vanguradista igreja, onde estava um Cristo careca (o Carlos Castro ficou muito contente) com uma postura algo erótica (não é D. Ana?). A fominha e sedinha, já apertavam pelo que os nossos amigos, já nos estavam a levar até ao Restaurante Pinheiro Manso, onde tivemos um agradável repasto de frango. Uma hora depois já estavamos em cima da Sigonha, para seguirmos até à Igreja da Correlhã. Logo de seguida chegamos ao Santuário de Nossa Senhora da Boa Morte. Depois atravessamos uma zona luxuosa, onde estão o Hotel Axis e o campo de golfe de Ponte de Lima (que tem o maior buraco de Portugal, com 622mt). Nós já tinhamos andados perdidos, mas daqui em diante navegamos mesmo à vista, completamente desorientados, mas lá conseguimos "atinar" com o caminho que nos levou por uma magnifíca estrada sobranceira ao Rio Torvela, com umas belas paisagens e uns bois (com cornos) no meio da estrada. Depois foi um momento de pericía de condução para atravessar o pitoresco lugar de Beiral do Lima e os seus quelhos.

Depois seguiu-se uma bela estrada rendilhada entre Paços (Casa do Paço, Quinta do Côto, Casa de Abades), passagem por Carredouro e chegada a Gemieira, onde tivemos que ir vindimar e carregar os cestos às costas, encosta acima. Depois visitar uma lindissima zona aonde está um moínho de água. Antes de regressar a Ponte de Lima, ainda passamos pela estância panorâmica que é o jardim de Santa Maria Madalena. Regressados a Ponte de Lima, tivemos uma paragem na famosa adega, que estava em plena laboração, com uma enorme fila de tractores para descarregar as uvas que irão dar origem a tão belo néctar. Regressados ao Largo de Camões paramos as nossa meninas e fomos fazer uma visita guiada a "penantes", que nos permitiu descobrir o belo interior desta Vila (sim, leram bem é Vila - não quer ser cidade!). No final aproveitamos para tirar logo a foto de grupo, neste emblemático local. Rumamos ao hotel bem no centro aonde arrumamos as nossas "meninas", tomamos banho e fomos jantar. O jantar teve a animação da animada "MagisTuna" que nos proporcionou belos momentos de convivio e dança.
No Domingo, 27, estava preparado um passeio mais curto, para permitir aos potenciais votantes do Sul, chegarem a tempo de seu importante dever civíco. Assim, tinhamos apenas um trajecto de 26,9km de Ponte de Lima até ao Freixo. Saímos pontualmente às 09:41h (saiamos 2 por minuto), em direcção a Vitorino de Piães. Aqui fomos brindados com uma genuína desfolhada, ao som de rancho folclórico, chouriça e vinho verde pela malga. CINCO ESTRELAS! Depois foi um calmo trajecto até ao Freixo, onde nos concentramos e seguimos daí em caravana até ao local do repasto. Por volta das 14.00h, arrancamos com os Patos Bravos (Fernando e Carla) e os Autocom (Carlos e Catarina), vindo a juntar-se na área de serviço da Mealhada (A1) o Kangaroo e Presidente do Varadero Clube de Portugal, João Pimentel (nunca tinha rolado com um Presidente na caravana...jejejej).
Foi mais um fds calmo entre amigos das duas rodas. Bem hajam companheiros Motogalos. Excelente trabalho. Não resisto a deixar o link da crónica publicada no sitio dos Motogalos, escrita pelo irreverente Pedronho (tenho fome, quero vinho!!!!):
http://www.motogalos.pt/?zona=ntc&tema=1&id=61


































segunda-feira, 21 de setembro de 2009

13.º MOTO RALI MOTOTURISMO DO CENTRO

Tivemos a oportunidade de mais uma vez rever os amigos do mototurismo nacional, desta feita no simpático cenário da cidade e Coimbra. Percorremos 793Km, que nos proporcionaram uma fantástica volta por Coimbra e seus arredores.
Saimos da Moita, no Sábado dia 11 de Julho de 2009, muito cedo: 6:30, pois por volta das 9:15, queriamos estar junto à ponte de santa Isabel, em Coimbra. Paramos em Aveiras, para atestar a Sigonha e depois voltamos a parar em Pombal, para esvaziar o "depósito central" e beber um café. Estava a Ana a fumar o seu cigarro, quando metemos conversa com uns amigos que iam para um encontro do BMW Portugal, para o Gerês, quando chega uma "ave rara" ainda com matrícula alemã....surpresa! era a BMW S1000RR, que me encheu o olho desde o primeiro segundo de leitura em revista, que vai ser lançada para o mercado no Outono e que estava a caminho do Gerês, para uma exibição. YES!!!! Linda de morrer....que me desculpem os amigo da Honda (que neste momento me estão a chamar traidor) e os amigos da BMW (que dizem que aquilo é uma japonesice da BMW). Que se lixe! a moto é linda e deve ser um canhão.....Ficou a possibilidade de sentar o dito cujo em cima de tão bela peça de tecnologia. Chegamos a Coimbra (ainda a babar) e lá estavam os nossos amigos todos bem em frente do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. Os abraços e xicorações da ordem e começamos a tratar da papelada, para começar a "lamber asfalto" (salvo seja)...Primeira paragem na Quinta das Lágrimas. Nunca lá tinha entrado, puseram-me logo um taco na mão para dar uma tacada de golfe: acabei por ser o único a conseguir meter a bola no green, com grande pena de alguns craques do golfe (não estou a falar do Vitor Olivença). Depois de mais umas traquinices que nos fizeram (não é D. Maria João????!!!!), lá seguimos viagem. No miradouro do Vale do Inferno, puseram-nos a ler poesia de rabo para o ar LoL, seus marotos. Para compensar a carvana parou no "Moleirinho" bela pastelaria do amigo João, aonde estavam umas belas e invulgares bôlas, para aconchegar os nossos estômagos carentes de comidinha e bebidinha. Mas o melhor ainda estava para vir: em Rio de Galinhas, ir lavar a roupa!!!!! Nós somos machos do asfalto, que é isto de nos pôrem a lavar a roupa????? Mas o momento foi fantástico, com as pessoas da terra a participarem com trajes regionais, nesta agradável brincadeira. Foi um momento de muita risota: depois de apanhar uma mação no tanque, a mim calhou-me lavar um soutien; que chatice. Haviam de ver o carinho com que o lavei. Pudera, que terá tão bela peça de roupa, já albergado? E eis que a seguir nos levaram para Almalaguês, aonde fomos "PRINCEPESCAMENTE" RECEBIDOS: visita detalhada ao museu etnográfico, almoço apenas reservado a momento solenes (civis ou religiosos, constituído por sopa à lavrador, chanfana e arroz doce), uma actuação de canto coral e por fim uma passagem pelas tecedeiras de Almalaguês. Simplesmente soberbo. No seguimento encostamos ao Mondego, para um jogo numa praia fluvial. O jogo era giro, mas não compatível com a avalanche de concorrentes, minuto-a-minuto. Depois de uma passagem pela Mata de Vale de Canas, entramos num trajecto de terra, a que alguns amigos do Moto Clube Varadero decidiram dar uma variante hiper radical, com corte de galhos e atravessamento de (pequenas?!) regueiras, num caminho aonde não cabem os punhos das nossas meninas (não é Presidente?...ahahahah). Quando os encontrei regressavam de tão animada aventura, que ficou documentada em vídeo pelo Paulo Gavino e que serviu de animado tema nalguns encontros semanias do CVP em Lisboa. Terminamos a etapa rolante no Mosteiro de São Paulo de Frades, com alguns jogos e comesebebes. Eu tive o cuidado de dizer etapa rolante, pois à noite esperava-nos outra animada etapa. Os nossos amigos do Mototurismo do Centro, encontraram um "machibombo" para nos transportar do hotel para o local do jantar - uma agradável quinta, com muita boa comida e bebida, a começar por um espumante bem bom. O giro disto foi o autocarro, que necessitava de Viagra nas subidas e que originou belas apostas, para ver quando tinhamos que sair nalguma subida..ahahahahah. Depois de jantar, outravez para a "camioneta" que nos transportou para o centro de Coimbra, para espanto geral de muitos jovens estudantes, que não acreditavam que um bando de cotas, fazia uma enorme algazarra num autocarro que balançava em todas as curvas (penso que em uma ou duas curvas, deve ter andado apenas em duas rodas......). Ponto de paragem: o ponto de farra dos estudantes de Coimbra: boa música, bebidadas baratas e belos "Visadrons" para limparmos a vista (se é que me percebem!!). Depois de tão animada noite no dia seguinte, tinhamos um ENORME passeio de mota: 6 kms, sim! leram bem 6kms. O passeio iria todo ser dentro de Coimbra, com especial enfoque numa passagem pela Sé, visita ao Museu Machado de Castro e no final: cereja em cima do bolo - a Universidade, com a sua fantástica biblioteca Joanina e uma subida única à torre da Universidade, de onde se tem uma vista soberba sobre Coimbra. Logo no inicio, no Penedo da Saudade, enverguei pela primeira vez, capa de estudante e lí um original poema. Não esquecer tambem a passagem por uma das Repúblicas mais carismáticas de Coimbra: a República dos Fantasmas. O passeio terminou com um almoço num sitio magnifico, na margem do Mondego. Fica o apetite para a próxima etapa do Troféu nacional de Moto Ralis (Barcelos). Obrigado José Valença e toda a equipa do MC.




sábado, 27 de junho de 2009

11.º Portugal de Lés-a-Lés

Aqui vai o primeiro post...e logo para comentar o nosso 2.º Lés-a-Lés. Teve tanto de fixe, como de calor e outro tanto de pó. Desde qua saimos de casa, até voltar percorremos um total de 2087Kms, consumimos 184lt de combustível e gastamos 816,12€ (inclui inscrição, hoteis, refeições e portagens).
1.º DIA (2009.06.10 / quarta) - Moita / Boticas / Montalegre
Saímos da Moita por volta das 10:30, rumo a Boticas. Depois de atestar a mota, fomos até Santo Estêvão, para imaginar como será dentro em breve sair da futura casa. Por enquanto, é só em pensamento. Voltamos ao caminho e entramos na A13. Ao atravessar Santarém, deparamo-nos com muito trânsito, especialmente a portagem no nó da A1, que estava caótico, devido às comemorações do 10 de Junho - abençoada mota :). depois de entrar na A1, por volta das 12:00, deu-me uma fome "daquelas" e combinei com a Ana ir comer uma massinha a Torres Novas, já que era uma refeição leve e que acompanhava bem com água (se andares de mota, não bebas!). Pouco depois de entramos na A23, voltamos a deparar-nos com trânsito parado (os nossos amigos das AE´s ainda mantêm um corte de uma faixa depois da saída de Torres Novas - porque será? e porque será que pagamos exactamente a mesma portagem? Novamente a Sigonha foi pela berma fora e não paramos :). Depois de almoço, ligamos ao Valente do MC do Porto (mais conhecido pelo "morde a foca", versão portuguesa de motherfucker...ihihihiihh), para saber a que horas saiam da Inbicta (ahahah). Combinamos falar mais à frente. O céu continuava muito cinzento, mas decidimos não vestir as calças de chuva. Siga!! Já comidos voltamos para a A1 e só paramos em Antuã, porque a Sigonha precisava de comer - eram 14:40h. Novo contacto com o "morde a foca" e acertamos encontrar-nos no nó de Alfena, pelas 15:30. O Valente disse-nos que estava aguaceiros (phoenix). Pontualmente fomos os primeiros a chegar. Alguns minutos depois chegou o Valente e a Arminda, na bela VFR amarela!!! e o Carlos e a mulher com a sua CBR. Depois de um cigarrito, seguimos para a A42, em direcção à A7. Começou a chover uma "morrinha" estúpida. Paragem para vestir as calcinhas de chuva (não são as outras calcinhas seus depravados!!). Continuamos, entramos na A24 e depois já estavamos na saída para Boticas. Poucos kms antes o Valente decidiu parar para aliviar a bexiga. Fixe, para podermos comer uma sandocha...mas azar não havia sandes, apenas uns queques daqueles embalados. Ok, um queque e um galão (à betinho de Lisboa). Responde o dono: não há leite!!! Estavamos em dia de sorte e eu cheio de fome. Para compensar o homem ligou à mulher que veio a correr num "bruto" jipe, com um pacote de leite (e esta hem!!). No final simpáticamente até nos deram cerejas, daquelas alí da árvore - fantástico. Volta a montar as meninas (de duas rodas) e cinco minutos depois lá estavamos bem no centro de Boticas, onde já se notavam os preparativos para o dia 1. Lá estavam os alegres companheiros do mototurismo da Federação: Ernesto, Baltazar, Garcia, Tó Manel, etc. Após algum tempo, rumamos ao nosso poiso, que estava em Montalegre. Mais 27km, por uma estrada sinuosa e chegamos ao Quality Inn, que foi uma antiga prisão e agora é um confortável hotel, com healt club, 5*****. O jantar estava combinado para as 20:30, com o nosso parceiro de LaL, o João Moreira e a sua filha Ana, que entretanto também tinham chegado (via Arcos de Valdevez, e depois de uma monumental molha). Comemos umas belas pataniscas, encontramos o TóZé Costa e o seu parceiro. Depois foi seguir até ao Vale dos lençóis, pois convinha descansar antevendo os próximos dias, com poucas horas de sono e muito calor. Neste primeiro dia tinhamos rolado cerca de 550km, mas estavamos fixes.
2.º DIA (2009.06.11 / quinta) - VERIFICAÇÕES TÉCNICAS + PRÓLOGO
Acordamos e o meu primeiro olhar vai para a rua: fixe, já não está encoberto. Banhinho, pequeno almoço e fui atestar a Sigonha. Saimos para Boticas, por volta das 9:00h. Tinhamos a verificação técnica marcada para as 10:14h. Quando lá chegamos, alguma confusão, o Ernesto a pedir insistentemente para ninguém entrar antes do seu tempo, mas a malta, vai lá-vai. Cheguei, entrei! Moral da história: aquilo que era suposto ser uma coisa organizada por números, ficou ordenada por ordem de chegada. Bem adiante, valia a festa, o bonito sol (muito calor), a população super afável, mas estupefacta com tantos "malucos" sempre a perguntar: "...bindes donde?..." O nosso número era o 113. Quando soube do número disse logo: graças a Deus que não sou supersticioso, porque isso dá azar, senão com este número já não ia; mas pensando melhor: iamos atrás do 112 (INEM) e atrás de nós estava o 115 (só os mais velhinhos ainda se lembram deste número). E quem era o concorrente 115? O nosso Padre motard, o Padre José Fernando, com quem a minha Aninhas esteve simpáticamente a conversar. Algum tempo depois, face ao calor intenso, resolvi tirar o meu casaco e ficar em t-shirt. Que bem que me soube, mas isso iria originar um valente escaldão, à motociclista, desde a ponta da t-shirt, ao principio da luva (ihihihh). Depois das verificações efectuadas (as nossas Varaderos, passaram com brilho e distinção), fomos levantar toda a documentação e os dorsais e toca de começar a colar o road-book do prólogo. Que nos esperava? Um simpático passeio de 93,8km, calculado para durar 5 horas, percorrido nas calmas e para descobrir as freguesias do concelho de Boticas que tão bem nos recebeu. De repente, grito para o João: são 12:10h, faltam 4 minutos para subirmos ao palanque e começarmos a nossa aventura. Votos de boa sorte, as saudações do Ernesto e do seu microfone mágico (sempre a descrever o percurso, com inúmeros detalhes e saudar-nos a todos quase um a um; afinal ele é o PAI!). Saímos na cola do Padre José Fernando e do seu parceiro e poucos kms depois estavamos a parar num miradouro, com uma fabulosa vista para Boticas. Aí aproveitamos para tirar a foto de familia. Alguns kms à frente, confusão num troço de terra; algums dúvidas no caminho e uma Pan-European, tinha entrado numa vereda que rivalizava com a subida impossível do MC de Albufeira :) Todos juntos, lá trouxemos a Pan para trás e escolhemos o caminho certo. E assim continuamos o belo passeio (e os meus "bracinhos" a torrarem), admirando os fantásticos caminhos e as isoladas aldeias, onde por vezes temos que repartir a estrada (ou o caminho), com uns belos bois (de 4 patas!) ou com umas galinhas malucas (com penas!). Entretanto tinha combinado com o João, pararmos algures, para alimentar o corpo, já que o espiríto estava orgásticamente cheio de belas paisagens. Após cinco paragens, descobrimos que os cafés desta região é só para penalties de tinto e minis; sandes? que é isso? nem vê-las!! e eu cá com uma larica!!! e o calor a apertar. Entretanto chegamos a Covas de Barroso, onde existe um belo forno comunitário, com telhado de granito(!). E não é que estavam a cozer pão? E cá o belo do "Je", foi chorar um pouco de pão. Devem ter olhado para mim, acharam-me "marciano" e deram-me um belo pedaço bem quentinho LOL! Acabamos por parar na adega regional de Vilarinho Seco, onde estava um lume bem aceso, com uns belos nacos de febra, que souberam a lagosta. Muito gira a casa e a simpatia das pessoas. O estômago até relinchou...perdão rejubilou!!! Passado um belo bocado lá seguimos, contornado a barragem do Alto Rabagão (paisagens soberbas!!!) e fomos até ao castro de Carvalhelhos (onde fizemos a primeira pica de controle). Depois dos quase, 100kms, dezenas de fotos e um valente escaldão nos braços, chegamos a Boticas por volta das 17:00h. Pelas 19:00h havia uma tipíca chega de bois, seguida de jantar. Decidimos ir até Montalegre, tomar uma bela banhoca e regressar para a festa. Em Montalegre fui de emergência à procura de Disoderm, não que me doesse, mas imaginei como iria ser o dia seguinte :( Já no hotel, com banhinho tomado e 5kg de Disoderm (passe a publicidade) nos braços, quem dizia que ia para a festa em Boticas. Liguei ao João e combinamos ficar no hotel, para jantar e assim evitar de fazer cerca de 60km aos esses, só para ir ver uns bois à marrada (mas tenho penas, pois nunca ví). Além do mais no dia a seguir o despertar era às 6:00h.
3.º DIA (2009.06.12 / sexta) - 1.ª ETAPA - BOTICAS / MÊDA / CASTELO BRANCO
Tinhamos partida marcada para as 07.37h, que cumprimos escrupulosamente. Isso provocou um despertar bem cedo, pois tinhamos de sair de Montalegre. A etapa prometia-nos 412Km, esperando encontrar um dia bem quente, o que significava beber muita água e gerir esforço. Começamos uma bela passeata, por zonas fantásticas, onde muitas vezes penetravamos no mais recôndito de Portugal, atravessando pequenissimas aldeias, aonde por vezes não viamos ninguem. Atravessamos o Tâmega, pelo parque do Sobradelo. Pena estar um pouco de nevoeiro, que não permitiu apreciar melhor esta zona. Depois seguiu-se Pedras Salgadas (as segundas termas que iriamos atravessar) em direcção a Trêsminas (minas romanas de exploração aurífera, das quais hoje resta um enorme buraco, que na sua versão original tinha mais de 120mt). Tivemos um belo controle montado pela guarda romana. A seguir encontramos um belo estradão de terra (segundo a organização, talvez o pior do LaL), para atravessar o Rio Curros. A próxima paragem foi em Murça. Paragem já debaixo de muito calor, para tomar um café e tirar fotografia à porca. regresso novamente à estrada para passar a Ribeira de Linhares (uma magnifica ponte romana) em direcção ao Cachão da Valeira, deixando espaço para a imaginação pensar nos dramas que se passaram neste belo desfiladeiro. Seguiu-se Quinta da Vargela, Custóias (passamos sem ficar presos), Numão (vimos o castelo ao longe), Ranhados e finalmente Mêda, onde a Câmara nos ofereceu uma bela punheta de bacalhau. O calor apertava, o cansaço começava a aparecer. Só se estava bem a rolar. depois deste breve almoço, seguimos para Marialva, aonde os amigos do MC Porto , nos esperavam para um belo controlo (mas o Valente parecia o J.C.Branco...jejejej). Em cada paragem a busca pelas sombras era incessante e beber muita água uma obrigação. Na sequência passamos em Pinhel (aonde almoçamos o ano passado), Castelo Mendo para uma bonita descida ao Côa. Na Malhada Sorda, tivemos um belo percurso sinuoso, em ruas muito estreitas, que puxou pela nossa técnica de condução (fixe). No cimo tivemos um controle medieval. Próxima paragem: Alfaiates, onde a Junta de Freguesia, nos ofereceu um belo lanche no terreiro do castelo (mas o cansaço já me estava a vencer). Nesta terra faz-se uma bela capeia arraiana (aquela luta com o forcão, defronte do touro). Começamos a deixar os percursos mais sinuosos, tendo agora mais espaço para rolar - o que era óptimo para nós e para a "Sigonha". Voltamos a ter um controlo no interior do castelo de Sortelha (muito bonito). A saída do castelo, uma subida muito sinuosa, colocou-nos a rolar em direcção a Castelo Branco, passando pelo concelho de Belmonte (e com a serra da Estrela em fundo). O último controlo antes da chegada, estava na Moviflor do Fundão (aonde haviamos de voltar para dormir), aonde aproveitei para me deitar na relva e juntar as últimas energias para chegar ao final desta primeira etapa. Passamos por Alcains e chegamos a Castelo Branco - e eu estava exausto, mesmo depois de beber mais de 5lt de água. Eu e a Ana decidimos ir comprar umas cintas, pois amanhã, para atravessar o Alentejo, ainda com mais calor e com os casacos, provavelmente não iremos conseguir. Depois de comprar as cintas (e cada paragem era um tormento), voltamos pela A23, para o Fundão, descobrimos o hotel Samasa e arrumamos a Sigonha. Quando cheguei ao quarto o cansaço era tanto, que nem me conseguia despir (!!!). Doia-me o corpo todo; nenhum músculo escapava, penso que até as unhas dos pés me doiam :( Enfim depois de um belo duche, um jantar muito bem acompanhado (não posso dizer quem nos acompanhou) no restaurante Herminia, fomos dormir. Amanhã será um novo dia e bem grande e quente. Vamos ver como corre.
4.º DIA (2009.06.13 / SÁBADO) - CASTELO BRANCO / MOURÃO (LUZ) / OLHÃO
Quando abri os olhos de manhã a primeira coisa foi sentir o "corpinho" e ver se estava em condições para a derradeira etapa. Para grande surpresa as dores tinham-se eclipsado e sentia-me bem e com vontade de pegar na Sigonha e sair para o asfalto. Saimos do hotel por volta das 06:00h. No Hotel Samasa foram muito simpáticos, deram-nos um belo pequeno almoço às 05:30h - o que não é muito vulgar. Do Fundão para Castelo Branco, abastecemos a Sigonha. Na partida encontramo-nos com o nosso parceiro de equipa, o João e a sua filha. As duas Varadero´s estavam prontas para sair às 07:07h. O dia estava bonito e por isso estava um pouco receoso do que se poderia passar durante os próximos 508Km até Olhão da Restauração (o que equivalia a cerca de 13 horas de trajecto). Rápidamente atravessamos majestosamente o Tejo, por Vila Velha de Rodão (em fundo as portas do Rodão, como que a dar as boas vindas ao Alentejo). Continuamos a rolar, passando Salavessa, Montalvão (aonde ainda se vê pessoas a andar de burro) e entramos em Póvoa e Meadas, para a seguir entrar na zona do Parque Natural da Serra de São Mamede, começando logo com uma visita ao menir da Meada - aonde pela primeira vez chegamos adiantados (até agora andavamos sempre com um atraso de 30/45mn, em relação à nossa hora, justificado pelo prazer de desfrutar das belas paisagens). A próxima paragem foi no Mosteiro da Flor da Rosa, local onde decidimos aliviar as nossas costas do peso dos casacos - o calor começava a apertar. No Crato tomamos um belo pequeno-almoço (outro...). Depois atravessamos Alter do Chão, Fronteira (estava lá a malta do MC Almada a dar água e spray para as correntes), Veiros, Santo Aleixo, Borba (mas não fomos às "termas"), para logo de seguida fazermos uma agradável paragem numa marmoreira enorme, onde testemunhamos a profundidade a que extraiem o mármore - impressionante! Depois seguiu-se Vila Viçosa (com o seu belo Paço Ducal), Alandroal, Terena, Cabeça de Carneiro. Entre Cabeça de Carneiro e Monsaraz, tivemos oportunidade de fazer uma bela paragem em plena etapa, proporcionada pelos simpáticos familiares do João Moreira (o nosso parceiro), que em plena estrada Alentejana, nos receberam com água, fruta e bolinhos. Bem hajam. Depois de Monsaraz, entramos em Mourão e pouco depois estavamos no nosso local de almoço: a nova Aldeia da Luz, onde mais uma vez almoçamos no belo pavilhão, desta feita uma salada de atum. A FMP, organizou muito bem estes almoços, proporcionando-nos refeições leves, muito adequadas ao esforço que estavamos a fazer. O ano passado tinhamos feijoadas, o que sabia bem, mas depois dava cá uma "soneira". Aqui juntou-se o nosso amigo João Krull, que estava doidinho para ir "rasgar" na terra. Novamente a rolar em direcção a Granja, Amareleja (passamos ao lado da gigante central solar fotovoltaica, com os seus 262.080 paineis solares), atravessamos o rio Ardila (sem água), Moura (aonde no MC Moura o nosso amigo Fernando Pinto nos brindou com a sua habitual simpatia), a novissima barragem de Brinches (ainda sem água), Serpa, para a seguir entrar na zona do parque nacional Vale do Guadiana. A terra começou a aparecer com uma visita ao Pulo do Lobo (aquele caminho de acesso, com motas nos dois sentidos dava para "suar"). No final mais um controlo, desta vez pelo MC Moura. Na saida apanhamos uns "pinguitos" - felizmente o céu estava encoberto o que nos aliviava do calor. Passamos na Mina de São Domingos (com a sua bela praia fluvial) e paramos em Mértola, onde resolvemos aconchegar o estômago e descansar.
Aqui foi muito giro o Tio Nicolau a vender os seus belos gelados aos "malucos das motas voadoras".

Depois de um merecido repouso, voltamos para as motas, para a derradeira parte: entrar no Algarve pela serra, na zona da Ribeira do Vascão. Entramos por Alcaria dos Javazes, começando um longo caminho de terra, mas muito bonito, apenas "estragado" pelo fino pó, provocado pela enorme caravana. Na Ribeira do Vascão os nossos amigos do MC Albufeira, pregaram-nos uma bela partida: não atravessam a água, mas se quiserem controlar têm que molhar os pézinhos!!!ahahahah-malvados! De seguida passamos por Martimlongo. Apesar de já vermos placas a dizer Tavira, ainda nos faltava mais terra, entrando por Várzea da Azinheira, no meio um controlo dos Motards do Ocidente, com o Rui Bip-Bip a incentivar-nos e saindo na Umbria. No final da terra, tivemos que parar, pois eu já não via nada - tinha os óculos com uma enrome camada de pó. Quando desmontamos, começamos a rir que nem uns perdidos, olhando para as caras uns dos outros - até tinhamos um bronze novo do pó ahahahaha! Já quase no final, paramos na histórica Ponte de Quelfes, para mais um controlo - estava quase no fim. Depois finalmente entramos em Olhão, controlamos na Moviflor e seguimos para o palanque, aonde entramos pelas 21:00h. Aqui tivemos a bela surpresa de encontrar a familia "Patos Bravos" que estavam de férias. Tinhamos chegado ao fim, cansados, muito sujos de pó, mas muito felizes por mais uma vez termos cumprido este belo trajecto, prova rainha do mototurismo nacional e única na Europa. Para o ano lá estaremos novamente. O jantar foi na chegada, uma feijoada de chocos, depois fomos descansar para o hotel. Amanhã será o regresso a casa. Viva o Lés-a-Lés!!!


quinta-feira, 4 de junho de 2009

APRESENTAÇÃO




Olá amigos motociclistas,

este blogue tem como finalidade deixar as nossas crónicas e fotos dos nossos passeios de mota. É o primeiro blogue que fazemos na nossa vida (algum dia haviamos de deixar de ser "virgens") e dentro do espirito que rodeia os Cavaleiros do Asfalto, cá estaremos para partilhar as nossas aventuras.
Abreijos,
Ana e Rui Lima