quinta-feira, 24 de novembro de 2011

2011.NOV.26 - N2 (Percorrer num único dia os 750 Kms de Chaves a Faro)

Aqui está link com as fotos todas que tiramos:

https://picasaweb.google.com/lh/sredir?uname=ruisilvalima&target=ALBUM&id=5682069039143887761&authkey=Gv1sRgCKvilJ7dyP2G1wE&feat=email






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Odeio desisitir mas hoje foi a melhor solução. Não conseguimos chegar a Faro, pela N2, não porque nos tenha acontecido algo ou à mota, mas apenas porque aquele mapa que nos deram - para quem não tinha GPS (e tinha que ser Garmin!) era técnicamente nulo. Era impossível de lê-lo em andamento; não era nada detalhado; não cabia no leitor de roadbook, que se usa no mototurismo. Solução: era andar na "cola" dos outros. Bom dos outros havia de tudo - bons e maus condutores; bons e maus navegadores; bons e maus companheiros. Por isso sensivelmente a meio e depois de tentarmos navegar à vista, com os nossos conhecimentos, pensando que já iamos entrar na serra do Caldeirão, de noite, decidimos que não valia a pena, fazer uma estarada que dali em diante conheciamos bem e arriscar algo, pela fadiga e pelo desgaste psicológico. Os organizadores devem repensar o tipo de informação disponibilizada aos participantes. Entendo que tenham tentado dar o melhor, mas enquanto "clientes" mereciamos mais. A rever.

Sobre o dia, bem começou bem cedinho, cerca das 5h, a ultimar as coisas no hotel, colar os autocolantes e procurar a saida, que estava no marco do Km 0, em Chaves. Encontramos o Rui Baltazar com um furo lento, tendo-lhe disponibilizado o tapa-furos, que pelos vistos resultou. Este foi o nosso primeiro grande grupo de companhia, onde estavam uma série de grandes amigos. Saimos debaixo de um intenso nevoeiro, com muito frio, de noite e com o piso a exigir muita atenção. Rolamos num ritmo elevado, tendo abandonado este grupo já na Régua, pois a Sigonha necessitava de alimento. Ainda começamos a subir para Lamego, mas gasolina nem vê-la. Decidmos baixar substancialmente o andamento, teno o usado o nosso GPS (que só tinha bateria e portanto, não aguentava as 14h previsíveis do trajecto) para chegar em segurança a Lamego, aonde abastecemos a mota e o nosso estômago, no simpático café da bomba (uma senhora muito simpática e super bem disposta).
Aí encontramso o amigo Luis Amaral e o seu grupo, tendo rolado com eles a partir daí, numa toada muito agradável. Tiramos a primeira foto de controlo ao Km 146, mas viemos a falhar a segunda na barragem da Aguieira, por erro de interpretação do GPS deles. Paciência. O mais importante era chegar ao fim. Em Penacova tinhamos o reabastecimento volante, tendo aproveitado para descansar e recuperar energias - já vinhamos com 5h e algo de condução. Já mais para a frente antes do Km 300 (onde tinhamos a terceira foto de controlo) encontramos a equipa do amigo Rui Pinheiro com uma moto avariada. Tudo estava encaminhado tendo rolado até ao km 300, para tirar a foto e ficamos à espera dos nossos guias, que decidiram ficar parados com o amigo do Porto que estava avariado. Nós decidimos seguir com o Rui Pinheiro até Pedrogão, onde iam buscar as peças para o amigo avariado, tendo seguido a solo a partir daí. Ainda andamos na cola de outros participantes que não conheciamos, mas optamos por seguir sózinhos, com os nossos conhecimentos, mas tendo como handicap que a (antiga) N2 nem sempre está lá, obrigando a atalhos que não conseguimos identificar no nosso famigerado! mapa. Acabamos por nos perder e em cima da ponte de Fereira do Zêzere para vila de Rei passamos ao plano B: seguir directos para Vilamoura, sem passar na casa partida (leia-se - borrifando-nos para a N2), pois se insistissemos nesse objectivo iriamos chegar bem de noite a Faro e decerto exaustos. Então seguimos para o IC3, A23, A1 e na saida de Santarém para ir apanhar a A13, passamos ao plano C: estavamos cansados, psicológicamente abatidos - não vale ir para o Algarve só para ir jantar e dormir a Vilamoura, vamos mas é directos para casa. E assim foi, terminando ingloriamente este desafio, mas com a consciência de que com a ferramenta de navegação que tinhamos era impossível, como aliás aconteceu a quase todos que o tentaram usar. Fica a ideia de fazer este mesmo trajecto em 2, 3 ou mesmo 4 dias, pois garanto-vos que merece a pena. As paisagens são deliciosas. Hoje foi um dia para esquecer - até o Sporting perdeu :(
Venha a próxima aventura em duas rodas. Sempre.

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Chegamos bem a Chaves, na companhia do Jorge Costa. Tivemos uma paragem em Oiã, onde nos cruzamos com o Vagabundo de Labutes, o nosso amigo Paulo Oliveira, com quem tivemos o prazer de conversar.
Chegamos mesmo no final do dia, dando tempo para uma soneca retemperadora, banhoca e jantar com os amigos Varaderos. Depois fomos até ao centro do evento no Hotel AquaeFlavie, para levantar a documentação e assistir ao briefing do passeio.
Amanhã pelas 06.30h, seremos a equipa 73 a partir - leram bem: 6.30h!!!! O tempo espera-se bom, mas com muito frio e nevoeiro na parte inicial. Como não tenho o GPS da moto, nem trouxe os óculos estou F.....! :) Tenho que ir na cola de alguém, pois o roadbook - melhor o hiper mapa não cabe no leitor do roadbook e mesmo que coubesse eu não o conseguia ler. Felizmente o 74 é o casal Rodrigues da Deauville, que não via desde os Açores 2008, com quem vamos andar juntos. Xau, até amanhã em Faro, onde devemos chegar pelas 20h. Abreijos dos Motogatos.


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A Sigonha está pronta para iniciar uma nova aventura. Nada mais nada menos do que percorrer numa única etapa os 750 Kms da mítica EN2 de Norte para Sul ou seja, de Chaves para Faro. Desde Setembro quando soubemos da iniciativa que dissemos: "Os Motogatos" estarão lá.
O programa é bem aliciante e parece estar bem organizado - a organização é da responsabilidade dos "Espaços Sonoros". Haverá um briefing amanhã à noite, a partida para a primeira mota será às 6h da manhã e no final em Faro, temos prometido um belo hotel de 5* para nos reconfortar, em Vilamoura, o Crownplaza :)
Amanhã, a saída para Chaves, será pelas 10h, na entrada da portagem da A13, em Santo Estêvão, quando nos juntarmos com o Jorge Costa para iniciar a viagem.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

2010.SET.18/19 - 9º. MOTORALI MOTOGALOS DE BARCELOS





Este foi o primeiro motorali que fiz sem a Ana, por motivos de saúde dos "cristais" dela que continuam a arreliá-la. Pensei em escrever uma crónica própria, mas decidi "plagiar" (mais uma vez) a brilhante crónica do grande amigo Pedronho, extraordinário escriba:

"In Vino, Veritas", Platão (No vinho, a verdade)
"O binho é que induca", Júlio César Pedronho
"Si vis pacem, para bellum", Júlio César, Imperador de Roma 100 - 44 AC (Se procuras a paz, prepara a guerra)
"Alea jacta est", Idem (Os dados estão lançados)
"Vini, vidi, vici", Idem (Vim, vi e venci)
"Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar" Idem
O Cronista-Mor Oficial do Condado Motard de Entre Vouga e Mondego e D'Aquém e Além Douro, Provador Real dos Vinhos do Alentejo e Dão e Bebedor dos Vinhos do Minho, Verdes e Alvarinho e Cotard Convicto.
Grande Embaixador Cotard para as províncias Ultramarinas, Galiza e Galáxia de Andrómeda, Comendador da Ordem do Algodãonãoengana


Depois de bela descrição do autor da crónica, aqui vai ela:
09:00 da manhã e já a Praça do Município de Montalegre fervilhava de motards à espera dos famosos rojões fielmente servidos ano após ano pelos MotoGalos. Uma pequena caminhada levou-nos ao Ecomuseu de Barroso e ao Castelo, até que chegou a hora de pegar nas motas e percorrer-mos as estradinhas que nos levariam ao destino. A primeira paragem foi em Padornelo, para ver o Forno do Povo, construção quase omnipresente nas aldeias, que consiste num forno construído por toda a aldeia e onde toda a gente se reunia para cozer o pão. Subida à Serra do Larouco e um pouco de terra batida levou-nos à nascente do Rio Cávado. Poucos kilómetros depois estávamos a passar novamente em Montalegre, percorrendo sempre que possível as margens do Cávado. Mais um pouco de terra e a paragem seguinte foi na ponte de Lameiros do Rio. Já perto da hora de almoço, a paragem na Barragem do Alto Cávado foi bem escolhida, que ao lado estava à nossa espera a “Palhota”. Enquanto uns iam fazer os jogos, houve quem se interessasse mais por ver a temperatura da cerveja. Passagem pela Porta de Montalegre do Parque Nacional da Peneda-Gerês e em Travassos admirou-se a Torre do Boi (não, não era um espelho para vermos os bois) uma escultura em memória de um campeão de chega de bois de outros tempos. Paredes do Rio levou-nos a ver os canastros, o Pisão, o Moinho e o Forno do Povo. Esperem lá, fazem-nos parar aqui e o restaurante com o almoço à nossa espera a 400 metros? Está mal, muito mal, quero o livro de reclamações. Hmmm, feijoada? Agora é que vai ser poupar combustível, que as motas vão andar a gás e a energia eólica.
A prova recomeça e pouco depois, do alto pode-se admirar a Barragem de Paradela em quase toda a sua extensão. Visita à Capela de Santa Luzia, em Cela e depois em Lapela apreciou-se a casa Cabrilho seguiu-se uma passagem sobre o Rio Cabril e um repouso a meio da tarde no Rio Toco, com os rojões à nossa espera. Com o calor sempre presente, houve pessoal que aproveitou para se refrescar, alguns completamente vestidos e outros quase sem roupa nenhuma. Devido à feijoada do almoço aquele pequeno charco foi rapidamente transformado jacuzzi. Barragem da Caniçada e depois tivemos que identificar o Pedronheiro (árvore cujo fruto é o Pedronho), ooppps, sorry o medronheiro (cujo fruto é o medronho). Final do 1º dia de prova em Amares e com o resto dos rojões a serem postos à prova. Banhoca para refrescar, jantar e diversão nocturna.
Domingo de manhã e prontos para voltar à estrada, para o trajecto mais curto de todos. Ainda em Amares, fomos visitar a Quinta Lago dos Cisnes. Enorme, árvores, ar puro, muitos bares ao ar livre, animais de capoeira, um lago com… patos? Ora bolas, eu a pensar que estava no lago dos cisnes e vim ter ao charco dos patos!!!. Uma jaula enorme com árvores e supostamente um macaco. Mas onde está o macaco? Olhei à volta e percebi, os macacos andavam todos à solta com fatos de andar de mota e máquinas fotográficas na mão. Ainda deu para um “tête-à-tête” com uma avestruz. Na praia fluvial de Adaúfe, vestiram a pele de uma ovelha, enfim mais uma risota para quem assiste. Sempre junto ao Cávado, lá se chegou a Lamas para a última prova, fazer uma peça em barro, o que vale é que não havia nenhum participante proveniente das Caldas. Foto de grupo e depois em caravana para o almoço e entrega de prémios.